A PROPAGANDA E A JUSTIÇA TÊM FÉ NA PADROEIRA DO BRASIL

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*João Firme

Lembro que, quando tinha 15 anos, perdi o emprego de datilógrafo, à tarde, no Cartório de Registro de Imóveis do grande escritor Artur Ferreira Filho, salário que me permitia estudar pela manhã no 1º ano no Ginásio Santa Rosa de Lima.

Andava desolado, mas tinha esperança de conseguir uma vaga de locutor na Rádio Santa Rosa, se um colega meu de nome Celso fosse chamado para prestar serviço no Exército. Contei meu caso para o Padre Luiz Kreutz, então vigário e me aconselhou que fizesse uma promessa à Nossa Senhora Aparecida, em quem eu tinha muita fé porque minha mãe me dissera que rezou muito para a mãe de Jesus me salvar da inanição. Ao nascer rejeitei seu leite e me salvei graças ao peito de uma mãe Preta, Noemia Tomaz, esposa de um ferroviário, amigo do meu pai na mesma profissão de “tuco” da Viação Férrea no berço nacional da soja. Minha promessa era ajudar como coroinha por 30 dias o Padre Kreutz na celebração da primeira missa, às 6h, e para isso eu tinha que me levantar às 5h e andar 10km até a Igreja.

Um dia, ao pegar “carona” em um caminhão do 1º Regimento de Cavalaria Mecanizada, cheguei à rádio e fui recebido pelo diretor da emissora santarrosense, Francisco Salles Guimarães, que me deu a boa notícia: “Firme, a vaga do Celso é sua e pode começar amanhã”. Naquele momento, fiquei paralisado por segundos e recordei um sonho à noite com Nossa Senhora esplendorosa me dizendo: ”amanhã, você vai ter o emprego que você quer”. Imobilizado, fui sacudido pelo gerente Francisco que me abraçou tão feliz quanto eu estava.

Este fato representou mais do que uma emoção: a importância da fé, reforçando meu Cristianismo até mesmo em outros momentos. É por isso que trago à memória o que me pode dar esperança.

*Publicitário e Jornalista

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