ALAP | Associação Latino-Americana de Publicidade

Artigos

FESTIVAL DE GRAMADO EM PARIS

*João Firme

Em princípio no dia 29 de maio de 2018, o Ano do Bem, acontecerá na capital francesa na Embaixada do Brasil, a 2ª Edição Extra do Festival de Gramado Paris “petit” Seminário e  premiação de Peças Publicitárias de Responsabilidade Social. As agências de propaganda do mundo que inscrevem peças sociais pelo site da ALAP www.alap.com.br de janeiro a 15 de maio de 2018 e que forem contempladas receberão o Galo de Gramado Paris de Ouro, Prata e Bronze, os quais   poderão ser entregues na cidade luz no dia da Edição Extra do Festival de Gramado ou no encerramento do 3º Congresso Latino-Americano de Publicidade, dia  25 de outubro no Plaza São Rafael Hotel,Porto Alegre.

A ALAP quer repetir o sucesso da primeira edição no dia 23 de setembro de 2004 na Embaixada do Brasil que teve as presenças do ex-governador Germano Rigotto, ministros Mauro Salles e Gilberto Gil.

As agências de propaganda poderão concorrer com anúncios da mídia impressa(jornais,revistas e outdoors), eletrônica(cine/tv, rádio e web) sob os temas de responsabilidade social voltados à Educação, Cultura, Arte, Saúde,  Sustentabilidade Ambiental, Design e Artes Gráficas, Música e Talentos, Prevenção às Drogas, Valorização do Idoso na Sociedade, Propaganda de Liberdade de Imprensa e  Propaganda Criativa Política.

O presidente da 2ª Edição Extra do Festival de Gramado em Paris é Sergio Gordilho, CEO de criação da Agência Africa que presidiu o Festival de Gramado nos dias 7,8 e 9 de junho de 2017.

O patrono escolhido é o Willy Haas Filho, diretor de negócios da Rede Globo de Televisão e dois palestrantes estão confirmados: Gelson de Azevedo, ministro aposentado do Tribunal Superior do Trabalho que é Patrono da ALAP e diretor da Escola da Magistratura que ensina a transformação da Justiça do Trabalho e o jornalista  David Coimbra.

Informações na ALAP – alap@terra.com.br – (51) 32225222 – 98065222

 

*Publicitário e Jornalista

POLÍTICO! TUDO LADRÃO! A PROPAGANDA MUDA.

 *João Firme

Depois de ver o PP  assinar  na TV esta criativa Propaganda “Político? Tudo Ladrão!” que merece prêmio, decidi liberar este suelto que deixei no prelo há algum tempo, pois estava esperando a paz e o crescimento da economia com a ampliação de empregos e na certeza que a política continuará como instrumento da democracia.

Certa vez fomos procurado por um advogado ilustre de Santo Antônio da Patrulha, de nome Curi, para que nossa agência Arauto  idealizasse uma campanha para as vendas de dezenas  de terrenos junto à praia de Tamandaí onde o domínio era de areia.  Quando apresentamos os” layouts” conhecemos o diretor de marketing da firma do Curi e Padilha, o jovem advogado Eliseu Padilha.

Ele contestou o nome de Nova Tramandaí e  tivemos  muito trabalho para convencê-lo, embora seu sócio ter concordado e  desafiou-nos a vender com a mídia proposta, 20% da nova praia entre 15 de novembro e 30 de janeiro do ano seguinte, sob pena de perdermos a conta..

Entregamos o briefing ao Paixão Cortes que nos dava idéias e ele nos  aconselhou a um desenho animado  com uma criança olhando num binócluo (miragem)  com outros “niños” na praia e a mensagem: “Aqui terá parque de Diversões e  Campo de Futebol.”  No planejamento incluímos o lançamento na ARI e justificamos que lá era o palco para isso, pois os empreendedores de balneários estavam muito desacreditados e argumentamos que para falarmos com o Alberto André onde éramos  diretor de patrimônio, a Nova Tramandaí deveria doar 2 terrenos. O André concordou e a coletiva aconteceu com o atual ministro confraternizando com inúmeros comunicadores que aos sábados freqüentavam o Bar que hoje é o Encontro do Bem Érico Veríssimo.  A credibilidade da ARI resultou no  bumerangue da propaganda e 30 dias antes do prazo, o Dr.Padilha convidou a equipe de criação para uma peixada e foi para a cozinha. Como cliente nunca discutiu os preços internos do material de produção e nem das tabelas dos veículos, confiança total na agência.

O então empreendedor era uma pessoa alegre e  passou a freqüentar meu apartamento com a esposa e suas lindas filhas que brincavam com os meus dois “guris” na Comendador Coruja e me argüia das minhas idéias sobre propaganda social, Festival de Gramado, Exposição dos Financiados da Aliança para o Progresso em 65 que promovi como formando em Propaganda da FAMECOS/PUCRS, dos meus 4 diplomas universitários, liderança sindical, enfim, dissecava com categoria minha vida como se fosse do MP, CNI ou da Polícia Federal e jamais tocou em política.

Os terrenos da ARI, o Padilha recomprou  para ajudar a entidade que não podia construir.

Somos todos Propaganda.

*Publicitário e Jornalista

DEUS, PÁTRIA E FAMÍLIA NA PROPAGANDA AMERICANA

*João Firme

Convidado pelo departamento de Estado dos EUA depois de passar pelo FBI como estudante formando em propaganda em 1965 pela FAMECOS/PUCRS, fizemos um curso de imersão por 6 dias na Voice of America em Washington, condição” sine quanon ” para convidarmos Jacqueline Kennedy para inaugurar, no dia 15 de dezembro, a EFAP-Exposição dos Financiados da Aliança para o Progresso,  da qual eu o Marco Antônio Kraemer, ambos da Minuano Publicidade éramos os líderes eleitos pelos nossos colegas de curso.

Conhecemos Emilio Braier de Cachoeira do Sul, que era o diretor de 17 brasileiros jornalistas que trabalhavam  na grande emissora de 43 frequências em ondas curtas e tropicais (100 kilowates), que tinha  dois mil funcionários e, em determinados horários, apresentava  noticiários relacionados à educação, saúde, meio-ambiente, economia, turismo  e política para países diferentes no mundo.

No terceiro dia do curso  fui jantar na linda casa do Cachoeirense de origem alemã e seus dois meninos,  de mais ou menos 5 e 7 anos, que me agarravam e brincavam comigo como se eu tivesse idade de avô.

Sorvendo a erva-mate que não entope, que  o Paixão Cortes fazia propaganda para a Minuano, tive que lembrar  detalhes como ter sido retido por duas horas no Aeroporto de Kennedy em Nova York e de nada adiantaram os telefonemas do Emílio. que ficou apreensivo no aeroporto Thomaz Jeferson me aguardando com sua família. Meus carteiraços do Consulado de Porto Alegre, convite da USAID e identificação da ARI de nada adiantaram para a poderosa polícia aduaneira agrícola,superior ao FBI  na entrada de produtos agrícolas. Fui liberado duas horas após a análise de sangue com  o resultado negativo de maconha.

Perguntei ao Emílio por que aquele cartazete exposto na sala de visitas com DEUS. PÁTRIA E FAMÍLIA. Ele então  me contou uma história que seus “guris” não podiam brincar com os demais do seu condomínio horizontal: “Fui tirar satisfação de um vizinho da direita da minha casa, e surpreso fiquei sabendo que era porque eu não tinha religião e respondi que jornalista é independente e se me pedirem para escrever contra ou a  favor de Cristo eu faria isso.” –  E não deu outra João, voltei aos cultos da Igreja Luterana e passei a exercer minha fé em Deus que Ele nunca me abandonou e na minha pátria pela qual morremos, na esperança e na família convivendo em paz. Finalizamos o “papo” para uma feijoada com feijão preto que levei. Pedi para ir no domingo à Igreja com ele, apesar de ser católico e devoto  em Nossa Senhora Aparecida, que os pescadores conheceram na  rede recolhida cheia de peixes e São Francisco de Assis, que o Papa beijou-lhe os pés, porque fazia o bem sem pensar em si, eu frequentava  as luteranas e adventistas porque faziam Propaganda do Pregador do amor e da paz.

*Publicitário e Jornalista

A PROPAGANDA VIVE DE GRANDES IDEIAS

*João Firme

Os pensamentos de Albert Einstein e Thomas Edson foram lembrados por Washington Olivetto na solenidade de sua posse como Patrono da Edição Extra do Festival de Gramado na cidade do México no dia 16 de outubro de 2008 e do 17º Festival Mundial de Publicidade de Gramado de junho de 2009. Outro evento da posse de Washington aconteceu no dia 30 de setembro de 2008 na Embaixada do Brasil.

Ele encantou empreendedores e publicitários com esta   afirmação: “Na propaganda, a imaginação supera a inteligência. O criativo tem mais ou menos 10% de imaginação(criatividade) e 90% transpiração (trabalho) e quem cria está idealizando.” E Olivetto disse mais: ” A ALAP-Associação Latino-Americana de Publicidade desenvolve uma grande ideia na América do Sul e Central na criação de uma identidade profissional na atividade publicitária.”

Por feliz coincidência, o embaixador Ivan Cannabrava, após ter empossado Clemente Câmara na presidência do Capítulo da ALAP do México, da Argentina, Colômbia, Costa Rica e Guatemala, deu este testemunhal: – Compartilhar, intercambiar experiências e conhecimentos com países-irmãos é uma prioridade para competir em um mundo globalizado.

E no final sublinhou na sua alocução que o Festival de Gramado é o mais importante evento de propaganda  no Brasil e tem o apoio do  Itamaraty.

*Publicitário e Jornalista

3º CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE PUBLICIDADE DE 2018

*João Firme

Sob o  tema, o  Conhecimento é a maior Herança, a ALAP-Associação Latino-Americana de Publicidade. entidade de defesa de direitos sociais ligada à arte e à cultura, realizará em Porto Alegre, no Hotel Plaza São Rafael, nos dias 24 e 25 de outubro de 2018, Ano do Bem tem como fim primordial: Educar para a Vida. Todos desejamos a paz e muitos a constroem todos os dias através da Propaganda, que é a essência da liberdade de imprensa.

No momento em que o Brasil passa a ocupar o país dos latinos que não podem realizar sonhos de viver nos EUA, a sociedade tem que aperfeiçoar-se a si mesma, até chegar a ser o modelo que as gerações futuras haverão de admirar. Nossos irmãos de Cristóvão Colombo e Simon Bolivar agora estudam mais português do que inglês, pois novos horizontes estão no Brasil e em Portugal, nosso irmão de igual cidadania.

Na Propaganda na América, somos copiados no CONAR,  CENP, na Legislação Publicitária, Liberdade de Imprensa, Agronegócio. Produtividade, Qualidade, Cultura, Arte, na  Sustentabilidade Ambiental e  doravante, na nova Justiça do Trabalho que se voltou para os fatos sociais, atendendo aos anseios da sociedade.

Todos que colaboraram para a existência dessas ideias merecem nosso preito no 3º Congresso Latino-Americano de Publicidade, elevado empreendimento de igualdade, fraternidade, diversidade e superação da violência com responsabilidade social.Somos todos Propaganda.

*Publicitário e Jornalista

BANRISUL, O PRIMEIRO BANCO DA PROPAGANDA

*João Firme

Quem diria que como ex-bancário (trabalhei no Agrícola Mercantil na Rua da Praia como datilógrafo, deixando a instituição por ordem do psiquiatra), depois como líder sindical das agências de propaganda consegui a primeira Carta Patronal em 3l de março de 78, conforme a lei 4680/65. Tive que “pelear” como o Paixão Côrtes para abir conta no BANRISUL pois na época todos os Sindicatos e as Federações só podiam movimentar pela Caixa Federal e Banco do Brasil. Lembro de ter idealizado um artigo neste sentido e publicado no Jornal do Comércio.

Mas a história diz que reivindiquei o direito por ofício bem arrazoado ( aleguei a inconstitucionalidade da Normativa da Exclusividade) ao Ministério do Trabalho, que tinha como ministro o leopoldense Arnaldo da Costa Prieto e delegado regional, Celito De Grandi (que Deus os tenha nos céus), ambos competentes e ínclitos. Isto foi em 1981, quando chegou o despacho do ministro Prieto, autorizando as entidades sindicais a terem contas nos bancos estaduais. O Celito me ligou pela manhã, dando-me a informação, e já havia agendado audiência com o presidente Lemos, e à tarde fomos recebidos com alegria e champanha com a abertura da conta.

A ALAP-Associação Latino-Americana de Publicidade que nos foi presenteada pelo Chile, depois de 8 anos inerte em Santiago, comemora desde 3 de janeiro 30 anos de fundação no Brasil, com a primeira conta de entidade internacional de propaganda, design e digital.

O SINAPRO-RS, fundador da ALAP e da FENAPRO, que está no limiar dos seus 40 anos, é o primeiro a empunhar a bandeira Farroupilha para acreditar no Brasil e a investir no Rio Grande.

Somos todos Propaganda.

*Publicitário e Jornalista

MEU REINO POR UM CAVALO NA PROPAGANDA

*João Firme

Quando foi anunciado  no teatro da OSPA, nos anos  70, o  Meu Reino por um Cavalo, obra de Shakespeare, cai duro  ao ler  que os artistas seriam Paulo Gracindo e Clara Nunes, meus ídolos na juventude.

Por telefone falei com o empresário no RJ  para fazer a transmissão pelo Rádio  e consegui convencê-lo com o argumento que  muita gente poderia assistir e a bilheteria estava garantida e se isso ocorresse, a temporada dos grandes artistas seria mais rentável, pois a Propaganda patrocinando a transmissão derivaria um percentual para os artistas, para a OSPA e entidade filantrópica.

Deu certo e convencemos um patrocinador  que não sabia quem eram na história  cultural e da arte, Shakespeare, Bethoven, Di Cavalcanti, Cleópatra, Rei Salomão, Rei Davi, Rainha Vitória, Vila Lobos, e pasmei quando ele me disse que não sabia nada de Érico Veríssimo e de Mario Quintana, mas conhecia  poesias de Luiz Coronel porque era publicitário e havia pensado procurá-lo para lhe dar a conta.

A  Casa das Blusas era de um empreendedor de visão que  comprava bem em SP pagando à vista ou antecipado e por isso podia  vender por menor preço em Porto Alegre. O dono, Clovis Nunes, criou um departamento de roupas finas para as socialites de Porto Alegre e investia forte em desfile de modas em chás da tarde para obter fundo para o Instituto Santa Luzia  que realizávamos em Clubes Recreativos com a Rádio Itaí.

Sobre o patrocínio de Meu Reino por um Cavalo o resultado obtido pela Propaganda com o patrocínio foi surpreendente, com a venda de  todo o estoque e ganhei uma viagem à São Paulo para conhecer uma das indústrias de confecções que vendia para o cliente.

Mas os eventos culturais ou de artes conseguem às vezes publicidade  em  Tvs e Rádios, um dia ou dois antes das apresentações. Como apaixonado da nossa Sinfônica de Porto Alegre da qual fui associado contribuinte, fiquei perplexo ao ler um anúncio cortesia do Jornal do Comércio (coisa rara) que  teria um espetáculo gratuito no teatro do Jardim Botânico, atração verde da capital gaúcha, no dia 1°/10, às 18h e no programa tinha músicas de Bethoven.  Enlouqueci e pedi licença para minha mulher que me aguenta há 52 anos e me mandei para o Teatro, saciando minha saudade desde 87 quando ouvi algumas  músicas preferidas pela Sinfônica de Berlim que  veio à cidade de Paixão Cortes nas  comemorações dos 100 anos da Brahma, por sugestão da Arauto Publicidade (nossa ex- agência), que teve  a conta na Cristóvão Colombo onde está o Shopping Total e tem  a enorme Torre como Patrimônio Histórico Cultural e  é atração turística.

Como a Sinfônica de POA é do Estado do RS, o governo devia permitir que a Propaganda divulgasse suas apresentações pelo Rádio ou Televisão cobrando ingressos e esses revertidos para uma instituição filantrópica e porque não o Instituto Ver Hesíodo Andrade, a ONG da Propaganda que está necessitando de sede própria para atendimento gratuito em crianças com até 5 anos, evitando com sessões de estimulação e reabilitação a cegueira precoce. Outros espetáculos também poderiam ser divulgados pela Propaganda desde uma vez que fosse consentido pelos empresários avarentos e compreendessem que os resultados vão beneficiá-los (ele e o artista) e à sociedade que atua na responsabilidade social.

Somos todo Propaganda. Acredite no Brasil.

Encerro para que o Estado permita que a OSPA seja patrocinada pela Propaganda quando se exibir e que o dinheiro arrecadado  com a venda de ingressos seja revertido para uma ONG reconhecida. Outros espetáculos, poderiam ser patrocinados pela Propaganda em todos os Teatros no RS.

A própria ONG ajuda a Agência de Propaganda a encontrar patrocinador  da mídia, indicando empresas e instituições privadas que precisam reluzir a marca e praticar a responsabilidade social.

*Publicitário e Jornalista
alap@terra.com.br

OS SEQUESTROS NA PROPAGANDA

*João Firme

Washington Olivetto, Luiz Salles e Geraldo Alonso Filho foram sequestrados, e nós, reféns no Festival de Gramado de 2005.  O Washington se salvou porque foi muito criativo até para isso.

O Luiz Salles, que foi esquecido pelos bandidos porque esperavam um dinheirão, acabou sendo solto, mas foi uma comoção nacional nas comunicações pelo tempo mantido nesta situação. O Geraldinho, como dizia o pai, herdou a Norton e os sequestradores imaginaram que ele era riquíssimo. Voltou ao batente e vendeu a empresa. Nós fomos reféns no Festival de Gramado de 2005, por um grupo de jovens que chegou em dois ônibus da região central do Brasil e queriam lugares no auditório (lotado uma semana antes) da Expogramado para assistirem as palestras do fotógrafo Oliveri Toscani, Nizan Guanaes e Duda Mendonça.

A saída inteligente da competente Eliana, da Capacità Eventos (que se virou como um Paixão Cortes), com os seus fornecedores foi improvisar telões para que quase 1 mil participantes pudessem assistir às palestras, o que causou   um enorme prejuízo, mas acalmados os ânimos da juventude, o Festival Mundial de Publicidade de Gramado de 2005 foi transmitido integral  para o mundo, pela internet, através do site da Alap.

Voltando aos sequestros, o do Washington foi puramente por dinheiro, pois imaginavam que ele era nosso Bill Gattes, assim como Luiz Salles e Geraldo Alonso Filho. O Luiz e o Geraldo abandonaram a propaganda e o Washington desistiu da agência própria e associou-se à MCann.

Com o Luiz Salles, temos recordações extraordinárias desde a Carta de Porto Alegre, firmada em 1981 para a constituição da FENAPRO. Viajamos pelo Brasil com um VISA da Salles Interamericana (dos irmãos Mauro e Luiz) para convencer os colegas de cada Estado a fundarem Sindicatos para que a Federação nascesse forte em 1985. E não deu outra, conseguimos o que queríamos e a primeira posse da Diretoria da FENAPRO, com Luiz Salles na presidência, e eu como secretário-geral, foi no dia 4 de dezembro, Dia Mundial da Propaganda de 85, com Missa na Catedral Metropolitana e jantar com o Governador Amaral de Souza e o Arcebispo Metropolitano, Dom Claudio Koling, o Bispo do vinho de cristo dos jornalistas.

Depois, aconteceu a segunda em SP, no Maksoud Hotel, bem organizada pela Salles Interamericana (mais de 200 convidados), com os cinco Sindicatos (RS, SP, RJ, GO e DF). Cada presidente podia levar um cliente anunciante.

A posse oficial foi presidida pelo Ministro do Trabalho, Murilo Macedo.  O Luiz era simples, autêntico, inteligente, publicitário de “escola” e caí nas graças dele, nos tornamos amigos assim como dois “coroinhas”, ao ponto de ele vir de SP e trazer carne argentina para assar na minha cobertura da  rua Eça de Queiroz, onde passeavam  Érico Veríssimo, Paulo Brossard e Luiz Coronel.

O Careca, como o chamava carinhosamente, sempre me aconselhava a seguir a advocacia (argumentava que agência era negócio difícil), pois gostava dos meus artigos sobre a legislação da propaganda e do meu trabalho de trazer para o mercado novos anunciantes, e no CONAR na formatação das Câmaras junto com o Saulo Ramos, herdeiro da banca de Vicente Rao. Quando desisti de agência porque meu filho não quis a profissão de publicitário e sim de engenharia aeronáutica (comandante da VARIG e hoje da CATAR), fui nomeado Juiz Classista dos Empregadores para a  7ª JCT por convite de  Ronaldo José Lopes Leal, presidente da AMATRA – Associação dos Magistrados do Trabalho do RS, cliente da Arauto Publicidade. Ocorreu que o Saulo Ramos, que tinha um baita conhecimento jurídico, foi nomeado pelo presidente Sarney como ministro da Justiça e ambos me nomearam Juiz do TRT da 4ª Região, onde trabalhei na quinta turma com a ministra do STF, Rosa Weber (nunca tinha visto uma mulher tão inteligente em ciências jurídicas como ela), Gelson de Azevedo (Patrono da ALAP e transformador da JT), Ronaldo José Lopes Leal, ”juris consulti” do Trabalho que se aposentou como presidente do TST e outros desembargadores notáveis.

Lembro uma profecia do Luiz Salles no dia em que fomos recebidos em audiência pelo presidente Figueiredo: “todas as agências grandes vão desaparecer até 2020”. E é verdade, não existe mais nenhuma.  Com o Roberto Marinho, Roberto Civita, Mauricio Sobrinho, João Saad, Geraldo Alonso, Castelo Branco, Petrônio Correa, Antonio Mafuz e Hesíodo Andrade, Luiz Salles está descansando em paz.

*Publicitário e Jornalista

A PROPAGANDA VOLTADA À SAÚDE

*João Firme

A primeira conta de propaganda de saúde que tivemos há 61 anos, na Minuano, quando estudava no Curso Técnico de Secretariado no Protásio Alves, foi do lançamento dos hospitais Conceição e Cristo Redentor, com o  empreendedor Jayr Boeira de Almeida, que no primeiro contato nos disse que não era médico, mas queria investir na construção dos dois hospitais que no futuro não seriam dele, e sim, do governo. Os jornais e as rádios da capital do Nico Fagundes, companheiro rotário que está no céu, reinaram no faturamento da agência, nos obrigando a contratar um bom jornalista-redator e um criativo designer.

Em seguida, fui chamado pelo PRONTIL- Pronto Socorro Infantil, por um médico da minha Santa Rosa, Guido Weck, com o qual estudei no ginásio. Ele me propôs um convênio com a Minuano para atender meu filho de 2 anos, que me deixava em pânico quando atacado por uma bronquite asmática, herança do meu pai. Tive que convencer o CREMERS a autorizar a propaganda que era proibida, ainda mais para medicina de grupo, combatida pelo SIMERS. Mais tarde, à frente na presidência do SINAPRO-RS, fui chamado por um colega do marketing da Policlínica Central, que entrou no mercado para vender seus serviços de atendimento médico urgente, sem hospitalização, para empresas da Grande Porto Alegre.

O Cesar, hoje dono do Centro Clínico Gaúcho, propôs o atendimento em troca de centímetros no Jornal do Comércio, argumentando que o mesmo era dirigido para empresários. Com o Daltro Franchini, Hesíodo Andrade e Adão Juvenal de Souza, pedimos uma reunião com o Delmar Jarros. Quando chegamos, ele sorriu dizendo: ” mas que honra receber o PIB da Propaganda”. Entrei na brincadeira e apresentei o projeto para a doação do valor mensal dos atendimentos aos publicitários do SINAPRO-RS. Argumentei que seria o primeiro e único convênio no Brasil na área da comunicação. Sorrindo:”está fechado. Quando começamos?” Aproveitei a oportunidade e incluí o Pronto Socorro Infantil para a Minuano, embora a Policlínica oferecesse o mesmo serviço não tão especializado.

Preparei a assinatura do convênio na ARI (Associação Rio-grandense), da qual sou associado desde 65, juntamente com a ARP, onde comecei em 60; RP e Direito em 73, pois acredito que a união faz a força. O Dr.Moacir Zaducliver, médico cardiologista, sócio com o seu irmão Jaime, também cardiologista com jeito de comunicador, nos surpreendeu no coquetel no Bar do Alberto André, estendendo o convênio para certo número de jornalistas associados, sem atrelar mídia à ARI. Mensalmente, tinha fila na ARI para pegarem as fichas de consultas gratuitas, creio que em torno de 100. Era uma alegria geral.

Com o passamento do jovem Dr.Jaime, que havia viajado comigo a São Paulo e na volta nos desencontramos nos horários de voos, pois ele teve uma síncope cardíaca na fila para a entrada no jato da VARIG, a Policlínica se desestruturou e deixou de existir, enquanto que o César, prevendo o fim, fundou o CCG e levou o convênio da propaganda me dando a conta. Lançamos com ele o primeiro programa VIDA MÉDICA pela Rádio e TV Bandeirante, ensinando prevenção de doenças. O Dr.Vinogrom, que foi o primeiro a nos cumprimentar quando liberamos o programa no CREMERS, foi cursar Jornalismo na FAMECOS/PUCRS para apresentar o programa e abandonou a traumatologia.

Mas a saúde, educação, meio-ambiente e a diversidade sempre pontuamos e chegou o Instituto Ver, em 2007, com o Teste do Olhinho e a Estimulação visual infantil para evitar a cegueira precoce, sendo este o segundo projeto internacional da Organização Mundial da Saúde depois do câncer infantil. Com a propaganda e com a liderança do dono de Porto Alegre, Paixão Cortes, e apoio dos veículos de comunicação, levamos o tema aos políticos da Câmara de Vereadores, que aprovaram em regime de urgência a lei do Teste do Olhinho. O Fogaça sancionou no dia 18 de julho de 2007 sob o olhar do Paixão, do Airton Rocha e do Luiz Coronel. Na ARI, no dia 5 de agosto, no café da manhã, a presidente do IVER, Rosane da Cruz Ferreira, que está lecionando para oftalmologistas do mundo na John Hopkins, universidade TOP de Medicina Americana como pesquisadora e cientista da OMS, candidata ao Prêmio Nobel de Oftalmologia, declarou enfática: “Hoje, graças ao Instituto Ver Hesíodo Andrade, única entidade que atende gratuitamente com sessões de estimulação e reabilitação, 22 crianças ao ano não ficam cegas em Porto Alegre, representando uma economia de 12 milhões ao município”.

Que maravilha meu Deus.

*Publicitário e Jornalista

PORTO ALEGRE GANHA COM O INSTITUTO VER

*João Firme

Os médicos oftalmologistas pediátricos Amadeu Vargas,Giovani Travi, liderados pela Rosane Ferreira,presidente da Sociedade  Brasileira de Oftalmologia Pediátrica nos solicitaram  que no Festival de Gramado de 2007 fosse constituído  o  Instituto Ver, voltado para a estimulação e reabilitação visual infantil,gratuitamente, em crianças com doenças congênitas como catarata, glaucoma e câncer de fundo de olho. e conquistar o Teste do Olhinho(reflexo vermelho),obrigando os hospitais a este procedimento.  Aceitamos o desafio e aconteceu.

Partimos para a luta com colegas voluntários e conseguimos o apoio do  Ministério Público, Lions, Rotary, Fundação Mauricio Sirotsky Sobrinho, entidades de comunicação e veículos, e a lei do  Teste do Olhinho foi sancionada em 2008 em Porto Alegre e 2012 no RS.

A Rosane Ferreira,presidente do Instituto Ver que está lecionando oftalmologia para médicos do mundo na Johns Hopkins School of Medicine Top da Medicina Americana  quer que  a propaganda conquiste para milhares de cidades brasileiras e latinas leis do Teste do Olhinho e ONGS que façam gratuitamente sessões  de Estimulação e Reabilitação Visual Infantil para evitar a cegueira precoce.

Checando, diz a Joana D’Arc da visão infantil, “com  as doenças oculares mais comum que podem levar a deficiência visual severa e/ou cegueira, 22 crianças por ano nasceriam na capital gaúcha que poderiam ficar cegas antes da realização da sistemática do Teste do Olhinho e do tratamento imediato”.

Assim a cada ano, só em Porto Alegre, ocorre uma economia de 16 milhões e 500 mil reais,  graças ao Instituto Ver,diz a Rosane.

 

*Publicitário e Jornalista
Institutover.org.br