ALAP | Associação Latino-Americana de Publicidade

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FRANCISCO, O PAPA DA PROPAGANDA

*João Firme

Este CASE é o meu grande relicário. No tempo da rádio Difusora, que se tornou Bandeirantes na década de 90, vendi o patrocínio da novela “Os Muckers” que tinha como figura central uma mulher guerreira chamada Jacobina, que vivia no morro do Ferrabraz (próximo a Campo Bom e Sapiranga) e, por ter a vida parecida como a de Maria Madalena, se dizia que sua criança no ventre era filho de Satanás e uma seita a matou quando nasceu, segundo conta Luiz Coronel, publicitário, escritor e poeta.

Vivi na novela como radioator o papel do Papa que queria a Paz e contra qualquer tipo de interrupção da vida. Ao ler o script, no ensaio, reclamei do autor, advogado Fávaro, que o Papa não tinha nome e sugeri que se chamasse Francisco em homenagem ao meu pai, que nasceu no dia 4 de outubro e eu era devoto de São Francisco de Assis e quando criança cuidava do gato, cachorro, vaca de leite, cavalo para entrega de mercadorias, quatro porquinhos e uma junta de bois para lavrar a terra e plantar mandioca e milho. O diretor da novela aceitou a sugestão e fiquei conhecido na época por Francisco e me orgulho disso.

Mais tarde, usando minha carteira de jornalista internacional, programei uma viagem a Roma, saindo de Paris no trem noturno, passando por locais maravilhosos como a Torre de Pisa, obra de engenharia, que inclinada se mantém vencendo as intempéries do tempo. Contando minha história de radioator, agendei como o setor de comunicação da Santa Sé uma audiência para receber uma bênção de Karol Józef Wojtyła, o Papa João Paulo II, que em Porto Alegre repetia o refrão do povo na Catedral: “O Papa é Gaúcho.”

A audiência era na quarta-feira, o dia em que o Papa receberia o povo e meu lugar era na frente. Mas, por volta das 10h30min da terça-feira, 11 de setembro de 2001, estava no hotel com minha mulher e a jornalista Andressa Martins, que possuía máquina fotográfica e câmera para filmagem, quando explodiu a tragédia das Torres de Nova York, uma comoção mundial. Na quarta-feira, foi mudado o programa Papal e proibido cantos e aplausos, pois todos tinham que orar pela Paz mundial e chorei como muitos ao ouvir o Santo Padre Polonês. Frustrado por não ter podido receber a bênção especial, fui conhecer a cidade de São Francisco de Assis e voltei com mais entusiasmo para fazer o bem com bons modos na sociedade, filosofia franciscana.

*Publicitário e Jornalista

BRIZOLA, MARINHO, PELÉ E IEDA NA PROPAGANDA

*João Firme

Maravilha meu trabalho de conclusão do curso que se transformou em entrevista e depois transmitida pela poderosa Voice of América da capital de Thomaz Jeferson, colocado no ar em setembro de 1965, quando era formando de publicidade da Famecos e realizador, em nome da turma, da Exposição dos Financiados da Aliança para o Progresso – EFAP.

Uma proeza jovem no início da triste Revolução de 64, quando eu protestava pela falta de liberdade de imprensa e por isso fui virado no avesso pelo FBI, para poder ir divulgar e convidar para a inauguração os irmãos senadores Ted e Johnson Kennedy, em Washington, e Jacqueline Kennedy, em Nova York.

Com a coragem de Paixão Côrtes, sentei à mesa no estúdio e me senti livre para o debate como um Quero-Quero dos Pampas. “Cite três obras e as personalidades mais conhecidas no Brasil”. Respondi: “O governador Leonel Brizola, pelo Plano de Escolarização, conquista da Refinaria Alberto Pasqualini e a construção da Estrada da Produção que corta o Estado do RS, que teve em 64 o financiamento do asfalto pela Aliança para o Progresso”.

Quanto às Personaldades: “Pelé, ‘rei da bola’; Roberto Marinho, pela defesa de liberdade de imprensa e Ieda Maria Vargas, Miss Universo que casualmente é do meu Clube Cantegril, onde sou diretor social”.

Ao terminar, apareceu um sinal verde no estúdio e, ao sair da mesa, quase caí pelos abraços do meu entrevistador Emilio Braier, de Cachoeira do Sul, que era o diretor do setor brasileiro da Voz da América.

Na mesma linha, dei entrevistas na Voz da OEA – Organização dos Estados Americanos, no Washington Post, New York Times e na rede de TV CBS que, em 15 de dezembro de 1965, vieram à EFAP no Parque Menino Deus de Porto Alegre. A exposição foi inaugurada pelo poderoso Justino Bastos, comandante do do III Exército e fui escolhido para mostrá-la com um batalhão de seguranças. Não tocaram em mim em nenhum momento porque entenderam que tenho a bandeira da Propaganda, a mão direita da liberdade de imprensa. 

*Publicitário e Jornalista

STOP AND GO

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Armando Ferrentini dedica o artigo abaixo a João Firme

Armando Ferrentini
Ou seria go and stop? Porque estamos assim em nosso país: não restam dúvidas sobre uma melhora na economia, em relação a tempos recentemente passados. Está faltando, porém, engrenar. Ou seja, assim como tivemos tempo de queda contínua, precisamos urgente de um tempo de ascensão idem, que compense os estragos que a “tempestade perfeita” fez em todo o Brasil.
Os pilotos de aeronaves sabem que elas só caem quando há a coincidência de vários fatores negativos ao mesmo tempo, provocando, no linguajar deles, uma tempestade perfeita para comprometer a segurança do voo.
Assim ocorreu com o nosso país: governantes absurdamente despreparados para a sua missão, aliados a arrombadores do erário e, ao mesmo tempo, lideranças políticas carismáticas levando consigo multidões incapazes de se livrar do tapa-olho ideológico que já foi a desgraça de muitos países.
 
Resultou então que, em vez de a população em sua grande maioria se unir contra os graves erros que estavam sendo cometidos na administração pública, houve um racha nas preferências políticas, representado singelamente pelo notório “nós” contra “eles”.
 
Quando parecia, porém, que essa etapa estaria superada com a mudança no comando do país, ainda que a substituição ocorrendo com parceiros de chapa da última disputa presidencial, os interesses políticos falaram mais alto, revelando atritos até então não confessados.
 
A cruzada contra o atual presidente da República, que pode não ser flor que se cheire, mas é o que temos, além de ter sido escolhido de comum acordo com os hoje derrotados, contaminou todos os setores simpáticos a quem caiu fora.
 
Estamos agora nos aproximando da votação na Câmara Federal sobre se o presidente da República deve, ou não, ser julgado diante da nova denúncia contra ele interposta junto ao STF pela PGR, nos últimos momentos do comando de Rodrigo Janot.
 
Nossa opinião é que não, levando em conta que o atual ocupante do Palácio do Planalto está a menos de 15 meses de deixar o cargo, podendo os delitos a ele ora atribuídos serem apreciados pela Justiça a partir de 1º de janeiro de 2019.
 
Não estamos defendendo um eventual réu a ser processado por infringir o Código Penal. Defendemos – e tendo em vista a aparente fraqueza da denúncia – a necessidade de o país se reerguer dessa hecatombe que vem nos assolando há três anos.
 
Afastando agora o atual presidente da República, entraremos em nova convulsão política que não sabemos como terminará. Mas, com certeza, sabemos que reverterá o quadro de melhora, ainda que lenta, que estávamos atravessando.
 
Basta que imaginemos o saboroso prato feito que será apresentado ao STF, caso a Câmara dos Deputados autorize o julgamento. Se os nobres integrantes da Alta Corte – nem todos, mas grande parte deles – adoram serem alvos de grandes shows midiáticos, podemos imaginar o tempo que levará esse julgamento, apesar de o país sangrar em nova crise institucional.
 
Sem se falar na controvérsia que surgirá sobre quem deverá terminar o mandato de Temer, que era de Dilma.
 
Para os que discordam, aconselhamos velha lição sempre lembrada em momentos semelhantes: “Ruim com ele, pior sem ele”.
 
***
 
O marketing brasileiro está salvo. Pelo menos, não será desta vez que mexerão com ele, através de um projeto de lei que corre no Senado e, ao que tudo indica – por já estar vivendo por 11 anos passando dos deputados federais para os senadores –, felizmente não prosperará.
 
Noticiamos sobre ele neste espaço do PROPMARK, na edição de 2/10 (Ameaça ao marketing), provocando um alerta no mercado que sensibilizou algumas lideranças.
 
Dalton Pastore, presidente da ESPM, abriu as portas da escola, que de há muito ensina marketing e tem o vocábulo no seu nome, para um debate entre os responsáveis pelas principais entidades do meio, com a curadoria de importantes e conhecidos advogados especializados na matéria.
 
Ao final dos trabalhos, chegou-se à conclusão de que é quase impossível que o projeto seja aprovado na Câmara Alta, não só pela sua pobreza de propósitos, como também pela confusão entre estes, ainda que reduzidos.
 
Nossa percepção é que se tratou de um projeto de lei com duas vertentes: a regulamentação do exercício da profissão, um vício parlamentar em nosso país, e a condenação do anglicismo, transformando o profissional que atua na atividade em mercadólogo e a própria atividade em mercadologia.
 
Uma guerrinha de viés ideológico em um mundo cada vez se utilizando mais, depois da chegada da web, não só do inglês como de outros idiomas.
 
Além do mais, o que é usarmos algumas palavras no seu idioma original, facilitando a sua imediata absorção e compreensão, em um país que usa muito o idioma de outros?
 
O leitor se informará melhor sobre a reunião da ESPM, lendo a cobertura produzida pela nossa jornalista Jéssica Oliveira, nesta edição.
 
***
 
Do ponto de vista do consumidor, a propaganda que lhe é destinada, via analógica ou digital, será sempre aplaudida, quando respeitar um dos pilares da história publicitária: a criatividade.
 
Exemplo disso vem nos brindando continuadamente a agência Talent Marcel, com as campanhas e peças isoladas do anunciante Tigre Tubos e Conexões e também dos Postos Ipiranga, cliente da mesma agência. O público não só não se cansa de ver, como quer mais.
 
***
 
Este Editorial é em homenagem ao publicitário e jornalista João Firme, incansável batalhador pela valorização da propaganda brasileira.
  
Armando Ferrentini é advogado, jornalista e publicitário. Presidente da Editora Referência, que publica o jornal PROPMARK e as revistas Marketing e Propaganda
   
FOTO: Divulgação

PROPAGANDA ABRIU A IGREJA DE HAVANA NO NATAL

*João Firme

Em 1992, fui inaugurar um capítulo da ALAP em Cuba, que ficou com a agência estatal Publicitur, que tinha filial em São Paulo para vender turismo, principalmente em Varadero, pérola das águas do Caribe. No dia 24 de dezembro, participei de um Congresso de Publicidade no hotel Nacional e, na minha intervenção no painel com um argentino e um espanhol, declarei que, quando estudava propaganda em Porto Alegre na Famecos, me inscrevi para cortar cana nas férias de janeiro e fevereiro em Cuba, mas não consegui pelo mar de estudantes que se apresentou.

Finalizei que vinha de um país fantástico com liberdade de imprensa, mas com problemas terríveis de crianças e adultos morrendo de fome e frio nas ruas, fatos que não vi neste país, pois nas ruas falava com pessoas com esperança de dias melhores. Fui aplaudido de pé demoradamente por cerca de 800 participantes de inúmeros países latinos. O jornal Grama e a televisão oficial me chamaram para entrevistas, ignorando outros colegas conferencistas da Argentina e Espanha.

No Natal, visitei a agência Publicitur pela manhã e entreguei presentes (sabonetes, cremes dentais e quatro pares de tênis) para a diretoria composta por quatro publicitários com duas universidades cada um, e na conversação enfatizei que no meu país se comemora o Natal, é dia de presentes e cristãos oram nas igrejas para Deus dar a paz e o amor. Argumentei que o único sentimento que levava da ilha do vovô Fidel era não poder rezar na Catedral de Havana para terminar os embargos às importações e deixar seu povo viver sua cultura. Convidado para almoçar no Emiguai, o restaurante mais visitado pelos intelectuais, recebi a notícia que a Igreja estaria aberta após o almoço por meia hora para orar por Cuba e pelo Brasil.

Quando me deixaram no hotel, me avisaram que às 20h teria uma “cena” especial no restaurante francês “Bonaparte do Nacional”. Ao entrar, vimos uma decoração verde e amarela e médicos, biólogos, engenheiros, químicos, físicos, advogados, publicitários e jornalistas das agências, todos vestidos com camisetas com a bandeira da minha idolatrada pátria. O jantar à luz de velas no fino hotel foi abrilhantado pelo conjunto Los Panchos, que entre as músicas interpretou: “Tico-Tico no Fubá”, “Amélia”, “Felicidades”, “Nervos de Aço” (as duas últimas de Lupicínio Rodrigues) e “Jacaré” do Paixão Cortes. Um conjunto de cordas com várias músicas latinas terminou a inesquecível ”ceia de natal” com “Noite Feliz” e “Aquarela do Brasil”. A minha mulher Eloah, que me aguenta há 52 anos, chorou muito abraçada comigo e os doutores cubanos.

       *Jornalista e Publicitário

PROPAGANDA PREMIADA DE VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS

*João Firme

Louvável a iniciativa da primeira-dama do RS, senhora Maria Helena Sartori, de contratar uma agência de propaganda para idealizar um concurso de trabalhos voltado à prevenção da violência ou ao “bullying” nos colégios e premiar as melhores peças de propaganda neste sentido.

Este tema da cultura faz parte do Prêmio de Criatividade Profissional da 2ª Edição Extra do Festival de Gramado em Paris, dia 21 de setembro de 2018, na Embaixada do Brasil. A melhor peça publicitária dessa área receberá o cobiçado Galo de Gramado Paris.

Lembro de meu pai, criado por família alemã de Panambi-RS, onde trabalhou na “roça” até conseguir emprego de “tuco” na Viação Férrea, e da mamãe, que contava que fui salvo por leite de mãe preta. Ela dizia que eu deveria rezar sempre para Nossa Senhora Aparecida, que ajudou em sua fé a minha sobrevivência e, depois, a convivência como “guri”, junto com deficientes visuais e autistas descendentes de nações de Chopin, São Francisco de Assis e do Paizinho Russo no colégio Visconde de Cairu de Santa Rosa de Lima.

Com a triste Segunda Guerra Mundial, se instalou a violência com a caça às “bruxas”, principalmente aos coleguinhas germânicos e italianinhos, e muitas vezes “peleava” e apanhava por eles, ao ponto de um dia ter chegado em casa com hematomas e meu pai se armou e foi ao Visconde de Cairu se oferecer para exercer a guarda voluntária.

Parabéns grande senhora Maria Helena Sartori pela feliz iniciativa.

Acreditemos no Brasil.

Pela Pátria, morremos na esperança.

      * Publicitário e Jornalista

PROPAGANDA PARA EVITAR A MORATÓRIA

        *João Firme

O que disse em Porto Alegre, Rodrigo Maia, foram verdades nuas e cruas sobre o que vai acontecer se não corrigirmos os rumos da Previdência e da Justiça do Trabalho foi sublinhado pelo erro do governo não ter recorrido à Propaganda para  conhecimento público da importância das reformas para a continuidade do crescimento da economia,caso contrário vamos para o fundo do poço com “super- inflação” e veremos de costas o Clube de Paris e o FMI.  Entrevistamos e convidamos juristas internacionais para virem participar de Seminários em Gramado e Passo Fundo entre  os quais, Rafael Caldeira da Venezuela,ex-presidente do país de Simon Boiliviar  que foi um dos redatores mais avançados em Justiça do Trabalho no tempo em que  Getúlio Vargas sancionou a lei da nossa Justiça do Trabalho até então,uma das melhores do mundo e por isso permancem na constituição;  o peruano Montenero Baca, estudioso de leis sociais trabalhistas e amigo de Alcione Niederauer Correa,Juiz do Trabalho em Passo Fundo em 1973 e das mãos dele recebemos nosso diploma   de Ciências Jurídicas e Sociais da UPF;  Francisco Arrazures de Santiago do Chile, Silvio Vioti de Buenos Aires, Oscar Arias da Costa Rica(prêmio nobel da paz e duas vezes presidente da república costarricense)), e os grandes juristas brasileiros:  Vitor Russomano e  Coqueijo Costa que “arrasaram” em Gramado no Seminário de Direito do Trabalho da América Latina, idealizado pelo Juiz José Brunes, presidente do TRT da 4ª Região, quando éramos Juiz Classista substituto da 5ª Turma e fomos o relações públicas do evento por designação.

Sobre a Previdência, o BID-Banco Interamericano de Desenvolvimento Econômico, desembarcou em Porto Alegre em agosto de 2004,com o  médico sanitarista Tomas Engler e  na ARI-Associação Riograndense de Imprensa firmou convênio com  ALAP-Associação Latino-Americana de Publicidade para conscientizar as agências de propaganda da América Latina e do Caribe para criarem anúncios de responsabilidade social(cultura,arte,saúde,sustentabilidade ambiental, desing e artes gráficas, prevenção às drogas, valorização do idoso,liberdade de imprensa, propaganda de Bem Público e de Criatividade Política). Idealizamos o Prêmio Universitário Internacional de Gramado,paralelo ao Festival de Gramado de 2005 e o primeiro tema  foi do BID , Valorização do  Idoso na Sociedade, pois o Brasil será até 2020 o país que terá a maior população de aposentados com saúde e o Chile e o Uruguai estão  no nosso caminho. O vencedor, um jovem da Universidade Uniara de Marília conquistou do júri,o  Galo de Ouro e 1 mil  500 dólares entregues´pelo médico Panamenho,Tomas Engler. O anúncio foi de  Jornal. A FAMECOS/PUCRS recebeu Galo de Ouro na mídia de Rádio.

Na reunião fechada em Gramado com o médico,diretor do BID em 2005 com dirigentes de Sindicatos de Agências ele nos disse que a Previdência com aposentadoria entre 50 e 60 anos será a causa do empobrecimento de muitas nações latino-americanas.

 Com referência ao que o deputado do DEM,Rodrigo Maia afirmou da Justiça do Trabalho foi uma reprise da conferência do ministro dos TST,Gelson de Azevedo que assistimos na Associação de Dirigentes Cristãos  na última quinta-feira de outubro quando   enfatizou com simplicidade e autenticidade que toda lei é ambígua e a transformação que defendia é dentro de uma nova realidade requerida pela sociedade para que o país tenha  desenvolvimento e os empresários mais segurança jurídica.

 Na  constituição  continuam todos os direitos dos trabalhadores,disse ele. Para quem não sabe, o ministro Gelson é de uma linhagem de publicitários,pois seu pai foi diretor financeiro por mais de 30 anos do Correio do Povo e somos  testemunho quando éramos presidente do Sindicato das Agências de Propaganda  no RS, da sua preocupação com as pequenas agências que perdiam o direito de veicular por atraso de pagamento das faturas dos anunciantes.  Trabalhamos juntos com o seu irmão Gilberto que foi fundador da Texto & Arte Propaganda e mais tarde Juiz Classista numa das Juntas de CJT  de Porto Alegre  e ainda vive praticamente sem visão pelo dibetis  e glaucoma. Gilberto de Azevedo, ex-colega da 5ª Turma do TRT que nos ajudou  em Acórdãos, palestrou dia 9 de junho num evento paralelo pela manhã no Festival Gramado no dia 9 de junho e ouvimos dele que o autor do projeto da Transformação é o jurista Ives Gandra, presidente do TST, acrescentado: “Pelas ideias de acompanhar os fatos sociais para a realidade do julgamento, fui incumbido pela JT para estudar na França e na Espanha para dirigir depois que aprovada a lei  a Escola da Magistratura onde terei que dar aulas para colegas magistrados e recusei o cargo de diretor,preferindo ficar como co-criador.” -Na transformação, teremos o Enunciado que vale para centenas de ações e a redução da sucumbência dos honorários advocatícios encargo do empregador que  passará pelo valor da causa apurada em sentença após o parecer do  perito quando o pedido envolver horas extras,”horas “in itineri” e equiparação salarial.Os empresários condenados pela JT e que não podem mais prosseguir empreendimentos porque as negativas são positivas recebem a lição que serve para novos: todo contrato de compra e venda de uma empresa tem que constar um cláusula de responsabilidade a partir da data da compra e assim serão salvos de reclamatórias de antigos empregados. O empresário que faz o bem é o que humaniza a empresa.

        *Publicitário e Jornalista

2ª EDIÇÃO EXTRA DO FESTIVAL DE GRAMADO EM PARIS

*João Firme

Em princípio no dia 21 de setembro de 2018, o Ano do Bem, acontecerá na capital francesa na Embaixada do Brasil, a 2ª Edição Extra do Festival de Gramado Paris “petit” Seminário e premiação de Peças Publicitárias de Responsabilidade Social. As agências de propaganda do mundo que inscrevem peças sociais pelo site da ALAP www.alap.com.br de 1° de março a 10 de setembro de 2018 e que forem contempladas receberão o Galo de Gramado Paris de Ouro, Prata e Bronze, os quais  poderão ser entregues na cidade luz no dia da Edição Extra do Festival de Gramado ou no encerramento do 3º Congresso Latino-Americano de Publicidade, dia 25 de outubro no Plaza São Rafael Hotel,Porto Alegre.

A ALAP quer repetir o sucesso da primeira edição no dia 23 de setembro de 2004 na Embaixada do Brasil que teve as presenças do ex-governador Germano Rigotto, ministros Mauro Salles e Gilberto Gil, Luiz Coronel, Reinaldo Lopes, Marcelo Serpa, Cicero Aragon, Julio Ribeiro , Gilberto Leifer e Jayme Sirotsky, todos publicitários sem fronteiras.

As agências de propaganda poderão concorrer com anúncios da mídia impressa(jornais,revistas e outdoors), eletrônica(cine/tv, rádio e web) sob os temas de responsabilidade social voltados à Educação, Cultura, Arte, Saúde,  Sustentabilidade Ambiental, Design e Artes Gráficas, Música e Talentos, Prevenção às Drogas, Valorização do Idoso na Sociedade, Propaganda de Liberdade de Imprensa e  Propaganda Criativa Política.

O presidente da 2ª Edição Extra do Festival de Gramado em Paris é Sergio Gordilho, CEO de criação da Agência Africa que presidiu o Festival de Gramado nos dias 7,8 e 9 de junho de 2017.

O patrono escolhido é o Willy Haas Filho, diretor de negócios da Rede Globo de Televisão e dois palestrantes estão confirmados: Gelson de Azevedo, ministro aposentado do Tribunal Superior do Trabalho que é Patrono da ALAP,co-fundadorda Escola da Magistratura que ensina a transformação da Justiça do Trabalho e o jornalista  David Coimbra.

Informações na ALAP – alap@terra.com.br – (51) 32225222 – 998065222

*Publicitário e Jornalista

POLÍTICO! TUDO LADRÃO! A PROPAGANDA MUDA.

 *João Firme

Depois de ver o PP  assinar  na TV esta criativa Propaganda “Político? Tudo Ladrão!” que merece prêmio, decidi liberar este suelto que deixei no prelo há algum tempo, pois estava esperando a paz e o crescimento da economia com a ampliação de empregos e na certeza que a política continuará como instrumento da democracia.

Certa vez fomos procurado por um advogado ilustre de Santo Antônio da Patrulha, de nome Curi, para que nossa agência Arauto  idealizasse uma campanha para as vendas de dezenas  de terrenos junto à praia de Tamandaí onde o domínio era de areia.  Quando apresentamos os” layouts” conhecemos o diretor de marketing da firma do Curi e Padilha, o jovem advogado Eliseu Padilha.

Ele contestou o nome de Nova Tramandaí e  tivemos  muito trabalho para convencê-lo, embora seu sócio ter concordado e  desafiou-nos a vender com a mídia proposta, 20% da nova praia entre 15 de novembro e 30 de janeiro do ano seguinte, sob pena de perdermos a conta..

Entregamos o briefing ao Paixão Cortes que nos dava idéias e ele nos  aconselhou a um desenho animado  com uma criança olhando num binócluo (miragem)  com outros “niños” na praia e a mensagem: “Aqui terá parque de Diversões e  Campo de Futebol.”  No planejamento incluímos o lançamento na ARI e justificamos que lá era o palco para isso, pois os empreendedores de balneários estavam muito desacreditados e argumentamos que para falarmos com o Alberto André onde éramos  diretor de patrimônio, a Nova Tramandaí deveria doar 2 terrenos. O André concordou e a coletiva aconteceu com o atual ministro confraternizando com inúmeros comunicadores que aos sábados freqüentavam o Bar que hoje é o Encontro do Bem Érico Veríssimo.  A credibilidade da ARI resultou no  bumerangue da propaganda e 30 dias antes do prazo, o Dr.Padilha convidou a equipe de criação para uma peixada e foi para a cozinha. Como cliente nunca discutiu os preços internos do material de produção e nem das tabelas dos veículos, confiança total na agência.

O então empreendedor era uma pessoa alegre e  passou a freqüentar meu apartamento com a esposa e suas lindas filhas que brincavam com os meus dois “guris” na Comendador Coruja e me argüia das minhas idéias sobre propaganda social, Festival de Gramado, Exposição dos Financiados da Aliança para o Progresso em 65 que promovi como formando em Propaganda da FAMECOS/PUCRS, dos meus 4 diplomas universitários, liderança sindical, enfim, dissecava com categoria minha vida como se fosse do MP, CNI ou da Polícia Federal e jamais tocou em política.

Os terrenos da ARI, o Padilha recomprou  para ajudar a entidade que não podia construir.

Somos todos Propaganda.

*Publicitário e Jornalista

DEUS, PÁTRIA E FAMÍLIA NA PROPAGANDA AMERICANA

*João Firme

Convidado pelo departamento de Estado dos EUA depois de passar pelo FBI como estudante formando em propaganda em 1965 pela FAMECOS/PUCRS, fizemos um curso de imersão por 6 dias na Voice of America em Washington, condição” sine quanon ” para convidarmos Jacqueline Kennedy para inaugurar, no dia 15 de dezembro, a EFAP-Exposição dos Financiados da Aliança para o Progresso,  da qual eu o Marco Antônio Kraemer, ambos da Minuano Publicidade éramos os líderes eleitos pelos nossos colegas de curso.

Conhecemos Emilio Braier de Cachoeira do Sul, que era o diretor de 17 brasileiros jornalistas que trabalhavam  na grande emissora de 43 frequências em ondas curtas e tropicais (100 kilowates), que tinha  dois mil funcionários e, em determinados horários, apresentava  noticiários relacionados à educação, saúde, meio-ambiente, economia, turismo  e política para países diferentes no mundo.

No terceiro dia do curso  fui jantar na linda casa do Cachoeirense de origem alemã e seus dois meninos,  de mais ou menos 5 e 7 anos, que me agarravam e brincavam comigo como se eu tivesse idade de avô.

Sorvendo a erva-mate que não entope, que  o Paixão Cortes fazia propaganda para a Minuano, tive que lembrar  detalhes como ter sido retido por duas horas no Aeroporto de Kennedy em Nova York e de nada adiantaram os telefonemas do Emílio. que ficou apreensivo no aeroporto Thomaz Jeferson me aguardando com sua família. Meus carteiraços do Consulado de Porto Alegre, convite da USAID e identificação da ARI de nada adiantaram para a poderosa polícia aduaneira agrícola,superior ao FBI  na entrada de produtos agrícolas. Fui liberado duas horas após a análise de sangue com  o resultado negativo de maconha.

Perguntei ao Emílio por que aquele cartazete exposto na sala de visitas com DEUS. PÁTRIA E FAMÍLIA. Ele então  me contou uma história que seus “guris” não podiam brincar com os demais do seu condomínio horizontal: “Fui tirar satisfação de um vizinho da direita da minha casa, e surpreso fiquei sabendo que era porque eu não tinha religião e respondi que jornalista é independente e se me pedirem para escrever contra ou a  favor de Cristo eu faria isso.” –  E não deu outra João, voltei aos cultos da Igreja Luterana e passei a exercer minha fé em Deus que Ele nunca me abandonou e na minha pátria pela qual morremos, na esperança e na família convivendo em paz. Finalizamos o “papo” para uma feijoada com feijão preto que levei. Pedi para ir no domingo à Igreja com ele, apesar de ser católico e devoto  em Nossa Senhora Aparecida, que os pescadores conheceram na  rede recolhida cheia de peixes e São Francisco de Assis, que o Papa beijou-lhe os pés, porque fazia o bem sem pensar em si, eu frequentava  as luteranas e adventistas porque faziam Propaganda do Pregador do amor e da paz.

*Publicitário e Jornalista

A PROPAGANDA VIVE DE GRANDES IDEIAS

*João Firme

Os pensamentos de Albert Einstein e Thomas Edson foram lembrados por Washington Olivetto na solenidade de sua posse como Patrono da Edição Extra do Festival de Gramado na cidade do México no dia 16 de outubro de 2008 e do 17º Festival Mundial de Publicidade de Gramado de junho de 2009. Outro evento da posse de Washington aconteceu no dia 30 de setembro de 2008 na Embaixada do Brasil.

Ele encantou empreendedores e publicitários com esta   afirmação: “Na propaganda, a imaginação supera a inteligência. O criativo tem mais ou menos 10% de imaginação(criatividade) e 90% transpiração (trabalho) e quem cria está idealizando.” E Olivetto disse mais: ” A ALAP-Associação Latino-Americana de Publicidade desenvolve uma grande ideia na América do Sul e Central na criação de uma identidade profissional na atividade publicitária.”

Por feliz coincidência, o embaixador Ivan Cannabrava, após ter empossado Clemente Câmara na presidência do Capítulo da ALAP do México, da Argentina, Colômbia, Costa Rica e Guatemala, deu este testemunhal: – Compartilhar, intercambiar experiências e conhecimentos com países-irmãos é uma prioridade para competir em um mundo globalizado.

E no final sublinhou na sua alocução que o Festival de Gramado é o mais importante evento de propaganda  no Brasil e tem o apoio do  Itamaraty.

*Publicitário e Jornalista