ALAP | Associação Latino-Americana de Publicidade

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PAULO VELLINHO E A PROPAGANDA ÉTICA E SOCIAL

20180313_140218Na foto, da esquerda pra direita, João Firme, o publicitário Roberto Sirotsky e Paulo Vellinho

*João Firme 

Paulo Vellinho foi insigne empreendedor que adquiriu a marca Admiral porque olhou fundo nos olhos do americano que lhe deu os direitos no Brasil, afirmando que não tinha dólares nem cruzeiros, mas iria lhe pagar em pouco tempo, pois tinha convicção no seu trabalho que transformaria vidas. Vellinho merece um Monumento para ficar na história e estou trabalhando na idealização deste para talvez colocá-lo ao lado do Carlos Nobre, jornalista, radialista e pianista que marcou época quando, juntos, laboramos com o Mauricio Sobrinho em 1968 na Rádio Gaúcha no Edifício União.

Por que ao lado Carlos Nobre? Tive a felicidade de conviver com o Vellinho nos tristes tempos de sete anos com a espada da Censura Prévia no Rádio e na Televisão. Em 1974, o Bispo Hoara, o censor mais “durão” que conheci em toda a revolução, suspendeu por um domingo Nobre na TV Gaúcha pela afirmação que estava suando por falta de  “frescura” no estúdio, pois não estava funcionando o aparelho Springer/Admiral, seu patrocinador. Na condição de Presidente do Sindicato das Agências de Propaganda no RS, recém-formado em Direito, enfrentei a “fera” com o Aurélio na mão, lendo o que era “frescura”: clima bom e aproveitei para reclamar dos cortes indevidos que ele vinha fazendo nos textos de promoção que continham peças de lingerie de mulher. Mas o Bispo, que não gostava nem de Igreja, não aceitou minha defesa oral, e soltou seu verbo de “ignorante” com palavras de baixo calão como: veado, fresco e p…, e na gritaria perguntei sobre calcinhas e soutiens: o que as agências deveriam fazer? A resposta foi incontinente: Calças de Mulher e Corpinho. Que barbaridade Bispo, eu não acredito nesta volta ao passado. Hasta la vista!

Com  o apoio do Paulo Vellinho e do Ernani Behs da Ogilvy&Mather, que tinha a conta da Springer/Admiral, fui ao 3º Congresso Brasileiro de Propaganda em São Paulo e apresentei a tese ”O Direito à Propaganda sem Censura” aprovada pelo auditório em pé no Anhembi e, no dia seguinte, era noticia de capa da Folha de São Paulo, o Estadão, o Globo e outros grandes jornais com o Rádio e a Televisão na retaguarda. Em três meses, Marco Antonio Kraemer, meu ex-funcionário na Arauto e colega da turma de publicitários de 1965 na FAMECOS, convenceu o Presidente Figueiredo, do qual nosso gaúcho de Flores da Cunha era porta-voz de imprensa, para mandar o Ministro da Justiça acabar com a vexatória Censura Prévia nos meios eletrônicos que são concedidos pelo Governo Federal.

Certo dia com o Vellinho, sentamos na VASP para voltarmos à nossa cidade sorriso e o comandante falou conosco para trocarmos de aeronave pela Varig via Foz do Iguaçu, para darmos lugar a um enfermo de idade que precisava urgente chegar no hospital Albert Einstein em SP. Prontamente atendemos e voltamos sorrindo com um banquete de primeira classe proporcionado pela tripulação.

O Rio Grande e o Brasil precisam tanto de Paulos Vellinhos para se reerguerem com a Ética e o Social.

Quero trazer à memória aquilo que me pode dar esperança.

*Publicitário e Jornalista

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Na foto acima, o Paixão Cortes sendo homenageado pelo promotor militar Dr. Jayme Araujo, apresentadores do “Cidades Gaúchas” nos anos 60 na TV Piratini, hoje TVE-RS, o primeiro programa exportado semanalmente para RJ pela TV Continental, São Paulo pela TV Tupi e Recife pela TV Recife dos Diários Associados.

Este preito de gratidão aconteceu no Cozinheiros da Solidariedade no dia 4 de dezembro de 2013, às 20h, no Plaza São Rafael Hotel no Dia Mundial da Propaganda. O Jayme, que era redator da Minuano Publicidade, foi para o céu e o Paixão e eu continuamos Vivendo para Trabalhar e Mudar Vidas. Já tenho o Prefácio assegurado do gaúcho “chega de café de chaleira” para o segundo volume do livro “Causas e Concausas da Vida de um Comunicador”, que será lançado em benefício do Instituto Ver, no dia 21 de setembro às 15h na Embaixada do Brasil na França, durante e 2ª Edição Extra do Festival de Gramado em Paris que tem inscrições abertas de propaganda social e projetos sociais com uma unidade gratuita pelo site www.alap.com.br até 31 de agosto.

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Acima, a comunicadora Rosane Marchetti da Globo, que nos ajudou na realização do 1º Fórum do Bem-Estar dos Animais em comemoração aos 50 anos da ARPA – Associação Riograndense dos Animais em março de 2007, no hotel Continental onde foi homenageada com os troféus São Francisco de Assis juntamente com Rogério Mendelski, Paulo Sant’Ana, Sergio Zambiasi, o global Claudio Cavalcanti, Onyx Lorenzoni (veterinário e deputado Estadual) e a Socialite Vera Loyola.

No evento, foram premiadas peças de propaganda de alimentos, pets e projetos sociais ligadas à Fauna e à Natureza. Rosane Marchetti é a Curadora da categoria Fauna e Flora na premiação de Meio-Ambiente Ecológico nas mídias impressa eletrônica e Web no segundo Prêmio de Criatividade Profissional Internacional de Gramado na Edição Extra do Festival de Paris em setembro e presidirá o 2º Fórum do Bem-Estar dos Animais do Mercosul agendado para os dias 24 a 25 de outubro no Plaza São Rafael Hotel, dentro do 3º Congresso Latino-Americano de Publicidade.

Rosane Marchetti pretende reforçar o convite da ALAP para que Brigitte Bardot possa vir a Porto Alegre para o 3º Congresso, como fada-madrinha do 2º Forum do Bem Estar dos Animais.

A PROPAGANDA, A ECONOMIA INTERATIVA E A QUÂNTICA

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Luiz Carlos Zancanella, presidente da Safeweb.

*João Firme

Ultimamente venho me preparando para defender uma tese no 3º Congresso Latino-Americano de Publicidade nos dias 24 e 25 de outubro em Porto Alegre, para que os comunicadores tenham empregos e, o governo, arrecadação de impostos para as obras sociais.

Leio que a economia interativa está mudando tudo com as compras e vendas por aplicativo e a quântica com a certificação digital interferindo na inteligência, antecipando-se até na matemática.

Vaticino que os meios de comunicação, antenas de rádios, torres para sinais, celulares vão desaparecer, ficar na lapela como o Galinho de Gramado criativo “louco” idealizou. E os juristas terão que mudar de profissão, pois jurisprudências, acórdãos, súmulas e enunciados estarão num botão, disse num programa de TV o professor catarinense, especialista em computação, Luiz Carlos Zancanella (foto acima).

Na medicina, a Quântica vai atuar forte e já existe estudos adiantados transformando a vida das pessoas. Há poucos dias, Rosane Ferreira, oftalmologista e pediatra, pesquisadora e cientista da Organização Mundial da Saúde, fundadora e responsável técnica do Instituto Ver, deu uma declaração fantástica: “Tem muitas crianças que estão sendo clinicadas erroneamente como autistas, quando na verdade precisam só de óculos.” Se a visão se forma no cérebro e estudos concluem doenças oculares, é a ciência da Quântica sendo aplicada.

A física nos deu a bomba atômica e eu, como guri aos 14 anos no ginásio em Santa Rosa, tive um professor de geografia russo de nome Henzel que se opôs à explicação que ele deu em aula sobre Oásis, me respondendo que tratava-se de um milagre divino. E lhe disse que consultaria um professor de Física. No dia seguinte, meu pai foi chamado e o “paizinho” russo colocou à disposição uma bolsa de estudos em Moscou.

Mas o convite foi rechaçado porque eu era necessário para ajudar meus quatro irmãos vendendo “pé de moleque” para soldados do Quartel do Exército do berço nacional da soja.

E tudo isso aconteceu porque a Quântica me despertou.

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Que maravilha de entrevista com o cientista da Computação Quântica, Luiz Carlos Zancanella, diretor-presidente da SAFEWEB.

A computação quântica existe em vários aspectos. Física quântica e  química quântica. A computação quântica vem como um poder computacional inimaginável, vai transformar nossa computação atual numa outra mil vezes acima que está fazendo hoje. Esse poder computacional extraordinário que permite você desenvolver a inteligência artificial. Isso vai afetar principalmente as profissões que dependem essencialmente de consulta de dados. Profissões que envolvem conhecimentos históricos e registrados vão ser afetadas.        

Uma área jurídica tem relação bastante direta porque é uma consulta de leis e uma tomada de decisão partida do conhecimento já definido no banco de dados, na área médica também. Nesse aspecto, a computação quântica vai trazer um impacto muito grande nessas áreas. Há previsões que a profissão de advogado tende a desaparecer no futuro. É o que eu vejo nas discussões internacionais, não é a minha previsão, não é minha premonição.

É uma idéia que as novas tecnologias, a computação quântica, a física quântica, a química quântica, elas vão eliminar em torno de 30% a 40% das profissões que existem hoje até o ano 2050, ou seja, não vão mais existir essas profissões, sendo substituídas pela inteligência artificial e pelos novos recursos. Isso na questão da área jurídica.

Na questão da matemática, certamente vai ter a possibilidade de fazer cálculos que hoje só são viáveis em supercomputadores e hoje dará para fazer em computadores menores. Isso vai acelerar o processo do conhecimento científico em cima da matemática, porque você vai conseguir ter mais resultados na hora, imediatos. Vai ser um impacto muito grande.

A quântica está muito associada ao nível subatômico da matéria, do átomo. Nesse nível, as coisas acontecem com uma velocidade muito grande e nível de ocupação de espaço e memória muito pequenos, conseguindo produzir aí informações grandes, acelerando o processo. Desce no nível quântico, para a nanotecnologia. Ela vai fazer uma transformação muito grande na sociedade, nada mais é que o uso da física quântica.

Você por exemplo pode mudar a cor da janela, da parede apertando um botão. Você atua num nível subatômico em cima da matéria, e não no nível atômico que é o que a gente faz hoje.

Outra coisa que será revolucionária será a rapidez da comunicação, que será extraordinária. No nível subatômico, quântico, o volume de informações que você conseguirá manipular de um lado para o outro será muito maior. Eu preconizo que não haverá mais meios de comunicação no mundo.

Não haverá mais temas de rádio, fibra ótica até talvez tenha, mas o meu corpo é que vai transmitir informações para chegar em você mesmo, a informação vai estar na sua pessoa. O celular vai deixar de existir porque você vai apertar um micro botão na sua camisa pra falar e ouvir, a visualização da informação também pode estar no seu óculos, imagino a Microsoft fazendo isso.

 Na pesquisa da informação, você vai pensar no que quer e vai aparecer na sua frente.

Tem uma perspectiva de uma revolução muito grande nos próximos 20 ou 30 anos na ciência. No momento em que você ligar o seu cérebro a uma base de dados inteligentes, todo mundo terá a mesma inteligência e capacidade.

A Propaganda ética e social não vai desaparecer, pois é eterna por Deus.

*Publicitário e Jornalista

Quer fazer a diferença? Que tal fazer menos?

Quer fazer a diferença? Que tal fazer menos?

  • dezembro 6, 2018

Nunca tivemos tantos modelos de liquidificadores.

De carros.

De calças.

De brinquedos.

De cuecas.

De celulares.

De TVs.

De máquinas de fazer pipocas.

Nunca tivemos tantos gadgets, nunca tivemos tantos softwares, tantos apps (e aqui, um dado curioso: 99,99 % deles viram lixo, nunca são utilizados, ou seja, são pura perda de tempo, de dinheiro, de perspectivas).

Nunca tivemos tanto para comprar e tão pouco tempo para usufruir.

E, pior: Quanto mais coisas temos – e cada vez temos mais coisas – não estamos mais felizes.

Aliás, bem ao contrário, estamos cada vez mais frustrados.

Temos milhões de vídeos no Youtube a assistir, bilhões de sites a bisbilhotar, 300 canais na TV para zapear, trocentas redes sociais a furungar e isto em vez de nos agradar, de nos tornar mais plenos, mais humanos, mais nos oprime.

Não conseguimos acessar todos os sites.

Não conseguimos abrir todos os links de vídeos que nos mandam.

Não conseguimos ver todos os programas de TV.

Não conseguimos mais acompanhar todos os jogos do campeonato.

Não conseguimos ler todos os posts do Facebook. Do Instagram. Do Twitter. Do LinkedIn. Do cacete a quatro.

O uátz apita e nos irrita.

A tela é interrompida por avisos de publicação.

Mais e mais, sempre.

Temos cada vez mais e mais nos frustramos.

Não conseguimos mais experimentar a variedade de pães à nossa disposição.

Não conseguimos mais degustar todos os rótulos de vinhos que nos surgem.

Não conseguimos mais tomar todos os sucos, ler todos os livros, ver todos os filmes, comer todas os chocolates, vestir todas as marcas, beber todas as cervejas, experimentar todos os iogurtes, testar todos os xampus.

Temos cada vez mais e mais nos frustramos.

Eis, então, que o mundo do marketing passa a pregar uma compulsão quase doentia por explorar formatos e plataformas, gerando conteúdo prolífico e diverso, tudo no afã de a marca se tornar omnichannel.

Multitudo.

Onipresente.

Basicamente, de novo, a comunicação reflete a sociedade.

Mais uma vez, a “propaganda” (multiforme) meio que retrata um mundo atual que prega que o negócio é fazer mais, vender mais, produzir mais, comer mais, engajar mais, consumir mais, vivenciar mais, beber mais, envolver mais…

Certa feita – num simpósio muito louco em Boston – ouvi de uma professora de Wharton, a seguinte colocação:

“Em vez de pensar em vender mais, em empurrar mais do mesmo aos consumidores cada vez mais infelizes e irresponsáveis, assuma seu papel na história e pense qual vai ser a sua contribuição, qual a sua maneira de ajudar seu consumidor, seu cliente, sua cidade, o país, o planeta e a humanidade? Como seus produtos podem ajudar as pessoas a viverem melhor – não fazendo mais do mesmo – na vida real?”

Pensando e agindo assim, o marketing passaria a ser um jogo de muito mais do que oportunidades para vender mais, acabando por se tornar um negócio de detectar e aproveitar o que poderíamos chamar de “oportunidades sociais”.

Em vez de empanturrar o mercado com mais um modelo de batedeira, o desafio é pensar em alguma tecnologia capaz de fazer bem às pessoas, de impactar-lhes de maneira nova, gerando soluções para a vida.

Pense em produtos que possam ajudar as pessoas em sua realização pessoal.

Pense nas pessoas.

Procure necessidades humanas que ainda são obscuras, desconhecidas, ou melhor, estão escondidas.

Fazendo o bem para a vida real, sempre haverá perspectivas para seu produto.

No futuro, apregoa ela, o crescimento de mercado virá dos sentimentos de gratidão para com a marca, não mais pura e simplesmente de slogans publicitários.

Não pense mecanicamente, em como somente vender mais.

Baita insight:

Pensar dinamicamente, como melhorar a vida das pessoas.

Produtos. Sistemas. Objetos.

Baita insight:

Em vez de poluir timelines por aí, produza uma ideia que faça a diferença.

Um filme. Uma ação. Algo remarkable!

Seja inesquecível. Impacte. Pare de encher o saco.

Do nada, eis que surge um pensamento contraditório:

 “Faça menos! Faça a diferença! O mundo lhe agradecerá!”

Por Luciano Vignoli.

AS DAMAS DA SOLIDARIEDADE NA PROPAGANDA

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Com o frio intenso que recém começou, voltei ao guarda-roupa, escolhi peças que ainda podia usá-las por questão de economia e as destinei para o Asilo Padre Cacique, onde era frequentador assíduo na década de 60 com meu colega de microfone na Itaí, Gildo Milmann.

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Recordo que a grande dama da noite Lydia Moschetti (foto acima) recorria à Propaganda comigo ao microfone para saber quais os pontos de moradores de rua no Centro da capital para entregar cobertores que ela comprava. Numa caminhonete, circulava das 22h até 2 horas da madrugada na entrega dessa dádiva mandada por Deus para que muitos continuassem a viver.

Chegou ao ponto que seus sócios na Indústria de Papelões Moschetti notaram que suas retiradas estavam comprometendo o capital da grande empresa, tal era o volume de dinheiro de cobertores distribuídos com alegria.

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Na mesma linha, outra Dama do Dia, Palmira Gobbi (foto acima), usava a Propaganda nas emissoras de rádio para solicitar jornais e comida para os cães, gatos abandonados e cavalos velhos, magros e soltos na rua porque não prestavam mais para o trabalho e eram acolhidos pela Associação Riograndense Protetora de Animais. Com o Rogério Mendelski e o Sergio Zambiasi, nos aliamos como os Três Mosqueteiros e ajudávamos a tradicional entidade, mas notei um líder como D’Artagnan: o Mendelski, que parava carroceiros que batiam nos cavalos e lhes tirava o relho, sob aplausos de motoristas nos volantes.

Vamos promover o 2º Fórum do Bem-Estar dos Animais no aniversário da Cidade Sorriso, no mês de março de 2019, paralelo ao 1º Festival de Propaganda Ética e Social Internacional de Porto Alegre e os resultados das inscrições de material para concorrer à premiação do Troféu Quero-Quero serão revertidos para a ARPA – Associação Riograndense de Animais que vive momentos de penúrias, sem poder ampliar seus serviços sociais. Jornais e Revistas que assino não vão para o lixo, pois os levo para a ARPA, que me recebe de braços abertos.

* João Firme é Publicitário e Jornalista

PROPAGANDA VENDE, PUBLICIDADE CONSCIENTIZA

imageFoto: Coletiva.net

*João Firme 

Recebi, junto com Airton Rocha e Luiz Coronel, a homenagem de Reconhecimento ARP, na tradicional Festa da Associação Riograndense de Propaganda, entidade-mãe do Sindicato das Agências de Propaganda no RS (SINAPRO-RS) e da ALAP – Associação Latino-Americana de Publicidade, esta entidade de utilidade pública, de defesa de direitos sociais, ligada à Cultura, à Arte e à Liberdade de Imprensa.

A cerimônia do Salão ARP Night foi uma noite memorável de alegria, igual ao Clio e Cannes, ocorrida no dia 14 de novembro no Barra Shopping Sul, com o predomínio de lindas “gurias” talentosas. Uma delas me surpreendeu ao pedir a união das produtoras de criação em entidade para afinarem na profissionalização e no crescimento do mercado. Levantei ao lado da presidente Liana Bazanela para beijá-la, mas meus 84 anos me impediram de dar uma de ”Marvel ou Tocha Humana” para a rapidez do ato carinhoso.

O ”tom“ do evento foi de valorização da Propaganda como instrumento de venda de produtos e serviços que nascem todos os dias, assim como disse Erich Fromm ”Nada tipifica tanto a retórica empresarial americana do que a necessidade de criar novos produtos constantemente. De cada dez que nascem, nove fenecem.”

Publicidade é a Conscientização que no Brasil muitas vezes conduz à corrupção, diriam Belmiro Zaffari e Zander Campos. Mas a sociedade está conseguindo reduzi-la “pari passo” .

Hoje quem conscientiza com o aval do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento são as entidades de utilidade pública, reconhecidas pela Receita Federal do Brasil e pelo Ministério da Cultura e da Arte.

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Foto: André Ávila/Agência RBS

Parabéns Liana Bazanela, heroína da propaganda gaúcha, premiada em Paris na 2ª Edição do Festival de Publicidade de Gramado no dia 21 de setembro na Embaixada do Brasil na capital francesa. A láurea veio através da Propaganda Social de Liberdade de Imprensa, enfrentada pelos 28 jornais centenários brasileiros e 12 de países latinos com páginas expostas em 2015 no 20º Festival Mundial de Publicidade de Gramado. Foi linda de “morrer” pela liberdade de imprensa. O seu espírito organizacional funcionou e foi de primeiro mundo, impressionando o patrocinador da área da exposição, o presidente do Sindicato das Empresas de Jornais e Revistas do RS, Andre Jungblut. Você é a Joana D’Arc que a ALAP precisa para continuar com as Edições Extras no exterior, promovendo o novo Brasil com os nossos talentos. Já a convidei, mas sua opção antes era com a ARP, nossa primeira entidade, desde 1958. Continuamos com esperança!

*Publicitário e Jornalista

FRANCISCO, O PAPA DA PROPAGANDA

*João Firme

Este CASE é o meu grande relicário. No tempo da rádio Difusora, que se tornou Bandeirantes na década de 90, vendi o patrocínio da novela “Os Muckers” que tinha como figura central uma mulher guerreira chamada Jacobina, que vivia no morro do Ferrabraz (próximo a Campo Bom e Sapiranga) e, por ter a vida parecida como a de Maria Madalena, se dizia que sua criança no ventre era filho de Satanás e uma seita a matou quando nasceu, segundo conta Luiz Coronel, publicitário, escritor e poeta.

Vivi na novela como radioator o papel do Papa que queria a Paz e contra qualquer tipo de interrupção da vida. Ao ler o script, no ensaio, reclamei do autor, advogado Fávaro, que o Papa não tinha nome e sugeri que se chamasse Francisco em homenagem ao meu pai, que nasceu no dia 4 de outubro e eu era devoto de São Francisco de Assis e quando criança cuidava do gato, cachorro, vaca de leite, cavalo para entrega de mercadorias, quatro porquinhos e uma junta de bois para lavrar a terra e plantar mandioca e milho. O diretor da novela aceitou a sugestão e fiquei conhecido na época por Francisco e me orgulho disso.

Mais tarde, usando minha carteira de jornalista internacional, programei uma viagem a Roma, saindo de Paris no trem noturno, passando por locais maravilhosos como a Torre de Pisa, obra de engenharia, que inclinada se mantém vencendo as intempéries do tempo. Contando minha história de radioator, agendei como o setor de comunicação da Santa Sé uma audiência para receber uma bênção de Karol Józef Wojtyła, o Papa João Paulo II, que em Porto Alegre repetia o refrão do povo na Catedral: “O Papa é Gaúcho.”

A audiência era na quarta-feira, o dia em que o Papa receberia o povo e meu lugar era na frente. Mas, por volta das 10h30min da terça-feira, 11 de setembro de 2001, estava no hotel com minha mulher e a jornalista Andressa Martins, que possuía máquina fotográfica e câmera para filmagem, quando explodiu a tragédia das Torres de Nova York, uma comoção mundial. Na quarta-feira, foi mudado o programa Papal e proibido cantos e aplausos, pois todos tinham que orar pela Paz mundial e chorei como muitos ao ouvir o Santo Padre Polonês. Frustrado por não ter podido receber a bênção especial, fui conhecer a cidade de São Francisco de Assis e voltei com mais entusiasmo para fazer o bem com bons modos na sociedade, filosofia franciscana.

*Publicitário e Jornalista

BRIZOLA, MARINHO, PELÉ E IEDA NA PROPAGANDA

*João Firme

Maravilha meu trabalho de conclusão do curso que se transformou em entrevista e depois transmitida pela poderosa Voice of América da capital de Thomaz Jeferson, colocado no ar em setembro de 1965, quando era formando de publicidade da Famecos e realizador, em nome da turma, da Exposição dos Financiados da Aliança para o Progresso – EFAP.

Uma proeza jovem no início da triste Revolução de 64, quando eu protestava pela falta de liberdade de imprensa e por isso fui virado no avesso pelo FBI, para poder ir divulgar e convidar para a inauguração os irmãos senadores Ted e Johnson Kennedy, em Washington, e Jacqueline Kennedy, em Nova York.

Com a coragem de Paixão Côrtes, sentei à mesa no estúdio e me senti livre para o debate como um Quero-Quero dos Pampas. “Cite três obras e as personalidades mais conhecidas no Brasil”. Respondi: “O governador Leonel Brizola, pelo Plano de Escolarização, conquista da Refinaria Alberto Pasqualini e a construção da Estrada da Produção que corta o Estado do RS, que teve em 64 o financiamento do asfalto pela Aliança para o Progresso”.

Quanto às Personaldades: “Pelé, ‘rei da bola’; Roberto Marinho, pela defesa de liberdade de imprensa e Ieda Maria Vargas, Miss Universo que casualmente é do meu Clube Cantegril, onde sou diretor social”.

Ao terminar, apareceu um sinal verde no estúdio e, ao sair da mesa, quase caí pelos abraços do meu entrevistador Emilio Braier, de Cachoeira do Sul, que era o diretor do setor brasileiro da Voz da América.

Na mesma linha, dei entrevistas na Voz da OEA – Organização dos Estados Americanos, no Washington Post, New York Times e na rede de TV CBS que, em 15 de dezembro de 1965, vieram à EFAP no Parque Menino Deus de Porto Alegre. A exposição foi inaugurada pelo poderoso Justino Bastos, comandante do do III Exército e fui escolhido para mostrá-la com um batalhão de seguranças. Não tocaram em mim em nenhum momento porque entenderam que tenho a bandeira da Propaganda, a mão direita da liberdade de imprensa. 

*Publicitário e Jornalista

SEDUÇÃO NA PROPAGANDA

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*João Firme 

A Propaganda tem por fim seduzir o consumidor. O despreparado empreendedor que quer se desenvolver às vezes se mete na criação e acaba querendo uma campanha provocando a Propaganda enganosa, um mal combatido pelo CONAR e o Código do Consumidor. Mas os piores, na nossa modesta opinião, são fornecedores da indústria da comunicação, alguns corruptos que apresentavam orçamentos tripartite.

As mulheres nas agências nos anos 60 e 70 na mídia, produção gráfica e eletrônica eram atraídas por tudo que é proposta de sedução (flores, jantares, presentes, depósitos na conta) e muitas vezes enfrentavam o lobo mau, embora estivessem na idade da loba. Era o que me contavam minhas duas irmãs bem casadas de 40 anos, que trabalharam comigo na Minuano e na Arauto Publicidade.

Dizia São Francisco que Deus quer que se pregue ”bons modos na sociedade”, filosofia ética que derruba muitos pensadores.

Me perguntaram certa vez numa palestra porque eu não falava na minha vida, antes do casamento que aconteceu com 32 anos. Respondi que vivi quando juvenil como Verdi e Mozart e não sei porque estou nesses últimos tempos com dois filhos antes de conhecer minha companheira de 63 anos e quem me cuida hoje, além dela, é o nosso único do matrimônio que não quis ser publicitário e é aeronauta bem sucedido e feliz com três netos que tenho dele.

Nos meus clientes que misturavam o assedio às modelos com a propaganda eu me afastava. Para mim tudo tinha que ser profissional.

No ginásio como adolescente e nas quatro faculdades que passei, minhas colegas admiravam meus cabelos crespos e olhos negros, mas não namorei nenhuma que me lembro.

Respeito a mulher como a rainha do lar e da natureza, pois se Deus não a criasse para seduzir Adão, o mundo não existiria com essa enorme população.

*Publicitário e Jornalista

RECEITA FEDERAL RECOMENDA PROPAGANDA DE PROJETOS SOCIAIS

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O Encontro do Bem realizado no último dia 9 de março na Receita Federal, que está comemorando 50 anos e incluiu a ALAP no seu calendário de programações, deu luz para as entidades carentes do RS receberem recursos de imposto devido e doações de mercadorias apreendidas pela Receita Federal que, após leilão, escolherá a entidade que pode ser aquinhoada com caminhão, automóvel, televisor, computador e outros bens de consumo, desde uma vez que seja de utilidade pública, documento que é fornecido pelo município, pelo Estado, Distrito Federal ou pela União. Mas é necessário ser feito um processo para isso e a ALAP criou um Departamento de Projetos Sociais para orientação às entidades carentes que desejarem obter bens leiloados pela Receita Federal.

Respondendo a uma pergunta nossa, o Superintendente Adjunto Ademir Gomes declarou que somente são analisadas para receberem bens leiloados, entidades com CNPJ, reconhecidas de Utilidade Pública pelo Estado ou Município, enfatizando que estas condições estão no site da RFB. E disse mais: 60% dos municípios não têm projetos sociais para se candidatarem aos incentivos fiscais a pagar, razão pela qual 80% do que poderia deixar para o terceiro setor no RS vão para outros destinos, resultando numa perda de 280 milhões em 2016.

Na mesma linha, consegui uma empresa de Venâncio Aires cujo diretor é meu amigo do tempo em que eu tinha a agência Arauto que não existe mais, para doar um forno para pãezinhos aos esfomeados do morro da Tuca, cujo valor beirava aos 6 mil. Consegui com o jovem empresário. Este me argumentou que estava diminuindo seus investimentos em propaganda, e a doação não seria a melhor solução. E fiz o “mea-culpa”, não peço mais e nem recomendo doações assistenciais de mercadorias, porque estas reduzem investimentos publicitários que poderiam acontecer até em entidades que praticam o bem.

Mas o que me encheu de alegria foi o fato do Dr. Ademir Gomes ficar sabendo que a ALAP é de Utilidade Pública de Gramado.

*João Firme é publicitário e jornalista

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