ALAP | Associação Latino-Americana de Publicidade

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BRIZOLA, MARINHO, PELÉ E IEDA NA PROPAGANDA

*João Firme

Maravilha meu trabalho de conclusão do curso que se transformou em entrevista e depois transmitida pela poderosa Voice of América da capital de Thomaz Jeferson, colocado no ar em setembro de 1965, quando era formando de publicidade da Famecos e realizador, em nome da turma, da Exposição dos Financiados da Aliança para o Progresso – EFAP.

Uma proeza jovem no início da triste Revolução de 64, quando eu protestava pela falta de liberdade de imprensa e por isso fui virado no avesso pelo FBI, para poder ir divulgar e convidar para a inauguração os irmãos senadores Ted e Johnson Kennedy, em Washington, e Jacqueline Kennedy, em Nova York.

Com a coragem de Paixão Côrtes, sentei à mesa no estúdio e me senti livre para o debate como um Quero-Quero dos Pampas. “Cite três obras e as personalidades mais conhecidas no Brasil”. Respondi: “O governador Leonel Brizola, pelo Plano de Escolarização, conquista da Refinaria Alberto Pasqualini e a construção da Estrada da Produção que corta o Estado do RS, que teve em 64 o financiamento do asfalto pela Aliança para o Progresso”.

Quanto às Personaldades: “Pelé, ‘rei da bola’; Roberto Marinho, pela defesa de liberdade de imprensa e Ieda Maria Vargas, Miss Universo que casualmente é do meu Clube Cantegril, onde sou diretor social”.

Ao terminar, apareceu um sinal verde no estúdio e, ao sair da mesa, quase caí pelos abraços do meu entrevistador Emilio Braier, de Cachoeira do Sul, que era o diretor do setor brasileiro da Voz da América.

Na mesma linha, dei entrevistas na Voz da OEA – Organização dos Estados Americanos, no Washington Post, New York Times e na rede de TV CBS que, em 15 de dezembro de 1965, vieram à EFAP no Parque Menino Deus de Porto Alegre. A exposição foi inaugurada pelo poderoso Justino Bastos, comandante do do III Exército e fui escolhido para mostrá-la com um batalhão de seguranças. Não tocaram em mim em nenhum momento porque entenderam que tenho a bandeira da Propaganda, a mão direita da liberdade de imprensa. 

*Publicitário e Jornalista

POR QUE OS CHINESES E JAPONESES VIERAM AO FESTIVAL MUNDIAL DE PUBLICIDADE DE GRAMADO?

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Um evento que é referência nacional em comunicação pelo Itamaraty corre o mundo.

Em 2005, compareceu o Ministro das Comunicações da China, Shi Xuezhi, que queria conhecer a nossa Auto-Regulamentação Publicitária e a metodologia para a propaganda dos Ministérios, Autarquias e Sociedades de Economia Mista do governo federal.

Celito de Grandi, Secretário de Comunicação do RS, presidiu um painel com a presença de um de um debatedor de Paris, Jacques Bille, presidente da Associação de Agências da França e transmitiu as informações solicitadas.

Alberto Freitas, diretor da Agência Matriz de Porto Alegre, foi o presidente desta edição e o Patrono Homenageado, Otávio Gadret, presidente da Rede Pampa de Comunicações do RS.

No Festival de Publicidade de Gramado de 2007, os Japoneses liderados pelo CEO da Dentsu na Ásia deram a surpresa, apresentando a Nova TV Digital no Brasil e o engenheiro Yhauso Takabashi que a criou. Ele deu um show de conhecimentos e foi convocado pelo Cônsul Japonês no RS para palestrar, no dia seguinte, para empresários associados da FIERGS – Federação das Indústrias e Empresas do RS.

Airton Rocha foi o Presidente. Ele é diretor da Martins+Andrade e Presidente da ALAP. Roberto Duailibi da DPZ&T foi o Patrono Homenageado. Duailibi é Conselheiro e presidente Emérito da ALAP.

* João Firme
Publicitário e Jornalista

PROPAGANDA ABRIU A IGREJA DE HAVANA NO NATAL

*João Firme

Em 1992, fui inaugurar um capítulo da ALAP em Cuba, que ficou com a agência estatal Publicitur, que tinha filial em São Paulo para vender turismo, principalmente em Varadero, pérola das águas do Caribe. No dia 24 de dezembro, participei de um Congresso de Publicidade no hotel Nacional e, na minha intervenção no painel com um argentino e um espanhol, declarei que, quando estudava propaganda em Porto Alegre na Famecos, me inscrevi para cortar cana nas férias de janeiro e fevereiro em Cuba, mas não consegui pelo mar de estudantes que se apresentou.

Finalizei que vinha de um país fantástico com liberdade de imprensa, mas com problemas terríveis de crianças e adultos morrendo de fome e frio nas ruas, fatos que não vi neste país, pois nas ruas falava com pessoas com esperança de dias melhores. Fui aplaudido de pé demoradamente por cerca de 800 participantes de inúmeros países latinos. O jornal Grama e a televisão oficial me chamaram para entrevistas, ignorando outros colegas conferencistas da Argentina e Espanha.

No Natal, visitei a agência Publicitur pela manhã e entreguei presentes (sabonetes, cremes dentais e quatro pares de tênis) para a diretoria composta por quatro publicitários com duas universidades cada um, e na conversação enfatizei que no meu país se comemora o Natal, é dia de presentes e cristãos oram nas igrejas para Deus dar a paz e o amor. Argumentei que o único sentimento que levava da ilha do vovô Fidel era não poder rezar na Catedral de Havana para terminar os embargos às importações e deixar seu povo viver sua cultura. Convidado para almoçar no Emiguai, o restaurante mais visitado pelos intelectuais, recebi a notícia que a Igreja estaria aberta após o almoço por meia hora para orar por Cuba e pelo Brasil.

Quando me deixaram no hotel, me avisaram que às 20h teria uma “cena” especial no restaurante francês “Bonaparte do Nacional”. Ao entrar, vimos uma decoração verde e amarela e médicos, biólogos, engenheiros, químicos, físicos, advogados, publicitários e jornalistas das agências, todos vestidos com camisetas com a bandeira da minha idolatrada pátria. O jantar à luz de velas no fino hotel foi abrilhantado pelo conjunto Los Panchos, que entre as músicas interpretou: “Tico-Tico no Fubá”, “Amélia”, “Felicidades”, “Nervos de Aço” (as duas últimas de Lupicínio Rodrigues) e “Jacaré” do Paixão Cortes. Um conjunto de cordas com várias músicas latinas terminou a inesquecível ”ceia de natal” com “Noite Feliz” e “Aquarela do Brasil”. A minha mulher Eloah, que me aguenta há 52 anos, chorou muito abraçada comigo e os doutores cubanos.

       *Jornalista e Publicitário

PROPAGANDA PREMIADA DE VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS

*João Firme

Louvável a iniciativa da primeira-dama do RS, senhora Maria Helena Sartori, de contratar uma agência de propaganda para idealizar um concurso de trabalhos voltado à prevenção da violência ou ao “bullying” nos colégios e premiar as melhores peças de propaganda neste sentido.

Este tema da cultura faz parte do Prêmio de Criatividade Profissional da 2ª Edição Extra do Festival de Gramado em Paris, dia 21 de setembro de 2018, na Embaixada do Brasil. A melhor peça publicitária dessa área receberá o cobiçado Galo de Gramado Paris.

Lembro de meu pai, criado por família alemã de Panambi-RS, onde trabalhou na “roça” até conseguir emprego de “tuco” na Viação Férrea, e da mamãe, que contava que fui salvo por leite de mãe preta. Ela dizia que eu deveria rezar sempre para Nossa Senhora Aparecida, que ajudou em sua fé a minha sobrevivência e, depois, a convivência como “guri”, junto com deficientes visuais e autistas descendentes de nações de Chopin, São Francisco de Assis e do Paizinho Russo no colégio Visconde de Cairu de Santa Rosa de Lima.

Com a triste Segunda Guerra Mundial, se instalou a violência com a caça às “bruxas”, principalmente aos coleguinhas germânicos e italianinhos, e muitas vezes “peleava” e apanhava por eles, ao ponto de um dia ter chegado em casa com hematomas e meu pai se armou e foi ao Visconde de Cairu se oferecer para exercer a guarda voluntária.

Parabéns grande senhora Maria Helena Sartori pela feliz iniciativa.

Acreditemos no Brasil.

Pela Pátria, morremos na esperança.

      * Publicitário e Jornalista

PROPAGANDA PARA EVITAR A MORATÓRIA

        *João Firme

O que disse em Porto Alegre, Rodrigo Maia, foram verdades nuas e cruas sobre o que vai acontecer se não corrigirmos os rumos da Previdência e da Justiça do Trabalho foi sublinhado pelo erro do governo não ter recorrido à Propaganda para  conhecimento público da importância das reformas para a continuidade do crescimento da economia,caso contrário vamos para o fundo do poço com “super- inflação” e veremos de costas o Clube de Paris e o FMI.  Entrevistamos e convidamos juristas internacionais para virem participar de Seminários em Gramado e Passo Fundo entre  os quais, Rafael Caldeira da Venezuela,ex-presidente do país de Simon Boiliviar  que foi um dos redatores mais avançados em Justiça do Trabalho no tempo em que  Getúlio Vargas sancionou a lei da nossa Justiça do Trabalho até então,uma das melhores do mundo e por isso permancem na constituição;  o peruano Montenero Baca, estudioso de leis sociais trabalhistas e amigo de Alcione Niederauer Correa,Juiz do Trabalho em Passo Fundo em 1973 e das mãos dele recebemos nosso diploma   de Ciências Jurídicas e Sociais da UPF;  Francisco Arrazures de Santiago do Chile, Silvio Vioti de Buenos Aires, Oscar Arias da Costa Rica(prêmio nobel da paz e duas vezes presidente da república costarricense)), e os grandes juristas brasileiros:  Vitor Russomano e  Coqueijo Costa que “arrasaram” em Gramado no Seminário de Direito do Trabalho da América Latina, idealizado pelo Juiz José Brunes, presidente do TRT da 4ª Região, quando éramos Juiz Classista substituto da 5ª Turma e fomos o relações públicas do evento por designação.

Sobre a Previdência, o BID-Banco Interamericano de Desenvolvimento Econômico, desembarcou em Porto Alegre em agosto de 2004,com o  médico sanitarista Tomas Engler e  na ARI-Associação Riograndense de Imprensa firmou convênio com  ALAP-Associação Latino-Americana de Publicidade para conscientizar as agências de propaganda da América Latina e do Caribe para criarem anúncios de responsabilidade social(cultura,arte,saúde,sustentabilidade ambiental, desing e artes gráficas, prevenção às drogas, valorização do idoso,liberdade de imprensa, propaganda de Bem Público e de Criatividade Política). Idealizamos o Prêmio Universitário Internacional de Gramado,paralelo ao Festival de Gramado de 2005 e o primeiro tema  foi do BID , Valorização do  Idoso na Sociedade, pois o Brasil será até 2020 o país que terá a maior população de aposentados com saúde e o Chile e o Uruguai estão  no nosso caminho. O vencedor, um jovem da Universidade Uniara de Marília conquistou do júri,o  Galo de Ouro e 1 mil  500 dólares entregues´pelo médico Panamenho,Tomas Engler. O anúncio foi de  Jornal. A FAMECOS/PUCRS recebeu Galo de Ouro na mídia de Rádio.

Na reunião fechada em Gramado com o médico,diretor do BID em 2005 com dirigentes de Sindicatos de Agências ele nos disse que a Previdência com aposentadoria entre 50 e 60 anos será a causa do empobrecimento de muitas nações latino-americanas.

 Com referência ao que o deputado do DEM,Rodrigo Maia afirmou da Justiça do Trabalho foi uma reprise da conferência do ministro dos TST,Gelson de Azevedo que assistimos na Associação de Dirigentes Cristãos  na última quinta-feira de outubro quando   enfatizou com simplicidade e autenticidade que toda lei é ambígua e a transformação que defendia é dentro de uma nova realidade requerida pela sociedade para que o país tenha  desenvolvimento e os empresários mais segurança jurídica.

 Na  constituição  continuam todos os direitos dos trabalhadores,disse ele. Para quem não sabe, o ministro Gelson é de uma linhagem de publicitários,pois seu pai foi diretor financeiro por mais de 30 anos do Correio do Povo e somos  testemunho quando éramos presidente do Sindicato das Agências de Propaganda  no RS, da sua preocupação com as pequenas agências que perdiam o direito de veicular por atraso de pagamento das faturas dos anunciantes.  Trabalhamos juntos com o seu irmão Gilberto que foi fundador da Texto & Arte Propaganda e mais tarde Juiz Classista numa das Juntas de CJT  de Porto Alegre  e ainda vive praticamente sem visão pelo dibetis  e glaucoma. Gilberto de Azevedo, ex-colega da 5ª Turma do TRT que nos ajudou  em Acórdãos, palestrou dia 9 de junho num evento paralelo pela manhã no Festival Gramado no dia 9 de junho e ouvimos dele que o autor do projeto da Transformação é o jurista Ives Gandra, presidente do TST, acrescentado: “Pelas ideias de acompanhar os fatos sociais para a realidade do julgamento, fui incumbido pela JT para estudar na França e na Espanha para dirigir depois que aprovada a lei  a Escola da Magistratura onde terei que dar aulas para colegas magistrados e recusei o cargo de diretor,preferindo ficar como co-criador.” -Na transformação, teremos o Enunciado que vale para centenas de ações e a redução da sucumbência dos honorários advocatícios encargo do empregador que  passará pelo valor da causa apurada em sentença após o parecer do  perito quando o pedido envolver horas extras,”horas “in itineri” e equiparação salarial.Os empresários condenados pela JT e que não podem mais prosseguir empreendimentos porque as negativas são positivas recebem a lição que serve para novos: todo contrato de compra e venda de uma empresa tem que constar um cláusula de responsabilidade a partir da data da compra e assim serão salvos de reclamatórias de antigos empregados. O empresário que faz o bem é o que humaniza a empresa.

        *Publicitário e Jornalista

A PROPAGANDA MUDA NA POLÍTICA

*João Firme

Decidi liberar este suelto que deixei no prelo há algum tempo, pois estava esperando a paz e o crescimento da economia com a ampliação de empregos e na certeza que a política continuará como instrumento da democracia.

Certa vez fomos procurados por um advogado ilustre de Santo Antônio da Patrulha, de nome Curi, para que nossa agência Arauto idealizasse uma campanha para as vendas de dezenas de terrenos junto à praia de Tramandaí, onde o domínio era de areia. Quando apresentamos os “layouts”, conhecemos o diretor de marketing da firma do Curi: o jovem advogado Eliseu Padilha.

Ele contestou o nome de Nova Tramandaí e tivemos muito trabalho para convencê-lo, embora seu sócio tenha concordado e desafiou-nos a vender, com a mídia proposta, 20% da nova praia entre 15 de novembro e 30 de janeiro do ano seguinte, sob pena de perdermos a conta.

Entregamos o briefing ao Paixão Côrtes, que nos dava ideias e ele nos aconselhou um desenho animado com uma criança olhando num binóculo (miragem) com outros “niños” na praia e a mensagem: “Aqui terá parque de diversões e campo de futebol”. No planejamento, incluímos o lançamento na ARI e justificamos que lá era o palco para isso, pois os empreendedores de balneários estavam muito desacreditados e argumentamos que, para falarmos com o Alberto André, onde éramos diretor de patrimônio, a Nova Tramandaí deveria doar dois terrenos. O André concordou e a coletiva aconteceu com o atual ministro confraternizando com inúmeros comunicadores que, aos sábados, frequentavam o Bar que hoje é o Encontro do Bem Érico Veríssimo. A credibilidade da ARI resultou no bumerangue da propaganda e, 30 dias antes do prazo, o Dr. Padilha convidou a equipe de criação para uma peixada e foi para a cozinha. Como cliente, nunca discutiu os preços internos do material de produção e nem das tabelas dos veículos, confiança total na agência.

O então empreendedor era uma pessoa alegre e passou a frequentar meu apartamento com a esposa e suas lindas filhas que brincavam com os meus dois “guris” na Comendador Coruja e me arguia das minhas ideias sobre propaganda social, Festival de Gramado, Exposição dos Financiados da Aliança para o Progresso em 1965 que promovi como formando em Propaganda da FAMECOS/PUCRS, dos meus quatro diplomas universitários, liderança sindical, enfim, dissecava com categoria minha vida como se fosse do MP, CNI ou da Polícia Federal e jamais tocou em política.

Os terrenos da ARI, o Padilha recomprou para ajudar a entidade que não podia construir.

Somos todos Propaganda.

*Publicitário e Jornalista

DEUS, PÁTRIA E FAMÍLIA NA PROPAGANDA AMERICANA

*João Firme

Convidado pelo departamento de Estado dos EUA depois de passar pelo FBI como estudante formando em propaganda em 1965 pela FAMECOS/PUCRS, fizemos um curso de imersão por 6 dias na Voice of America em Washington, condição” sine quanon ” para convidarmos Jacqueline Kennedy para inaugurar, no dia 15 de dezembro, a EFAP-Exposição dos Financiados da Aliança para o Progresso,  da qual eu o Marco Antônio Kraemer, ambos da Minuano Publicidade éramos os líderes eleitos pelos nossos colegas de curso.

Conhecemos Emilio Braier de Cachoeira do Sul, que era o diretor de 17 brasileiros jornalistas que trabalhavam  na grande emissora de 43 frequências em ondas curtas e tropicais (100 kilowates), que tinha  dois mil funcionários e, em determinados horários, apresentava  noticiários relacionados à educação, saúde, meio-ambiente, economia, turismo  e política para países diferentes no mundo.

No terceiro dia do curso  fui jantar na linda casa do Cachoeirense de origem alemã e seus dois meninos,  de mais ou menos 5 e 7 anos, que me agarravam e brincavam comigo como se eu tivesse idade de avô.

Sorvendo a erva-mate que não entope, que  o Paixão Cortes fazia propaganda para a Minuano, tive que lembrar  detalhes como ter sido retido por duas horas no Aeroporto de Kennedy em Nova York e de nada adiantaram os telefonemas do Emílio. que ficou apreensivo no aeroporto Thomaz Jeferson me aguardando com sua família. Meus carteiraços do Consulado de Porto Alegre, convite da USAID e identificação da ARI de nada adiantaram para a poderosa polícia aduaneira agrícola,superior ao FBI  na entrada de produtos agrícolas. Fui liberado duas horas após a análise de sangue com  o resultado negativo de maconha.

Perguntei ao Emílio por que aquele cartazete exposto na sala de visitas com DEUS. PÁTRIA E FAMÍLIA. Ele então  me contou uma história que seus “guris” não podiam brincar com os demais do seu condomínio horizontal: “Fui tirar satisfação de um vizinho da direita da minha casa, e surpreso fiquei sabendo que era porque eu não tinha religião e respondi que jornalista é independente e se me pedirem para escrever contra ou a  favor de Cristo eu faria isso.” –  E não deu outra João, voltei aos cultos da Igreja Luterana e passei a exercer minha fé em Deus que Ele nunca me abandonou e na minha pátria pela qual morremos, na esperança e na família convivendo em paz. Finalizamos o “papo” para uma feijoada com feijão preto que levei. Pedi para ir no domingo à Igreja com ele, apesar de ser católico e devoto  em Nossa Senhora Aparecida, que os pescadores conheceram na  rede recolhida cheia de peixes e São Francisco de Assis, que o Papa beijou-lhe os pés, porque fazia o bem sem pensar em si, eu frequentava  as luteranas e adventistas porque faziam Propaganda do Pregador do amor e da paz.

*Publicitário e Jornalista

A PROPAGANDA VIVE DE GRANDES IDEIAS

*João Firme

Os pensamentos de Albert Einstein e Thomas Edson foram lembrados por Washington Olivetto na solenidade de sua posse como Patrono da Edição Extra do Festival de Gramado na cidade do México no dia 16 de outubro de 2008 e do 17º Festival Mundial de Publicidade de Gramado de junho de 2009. Outro evento da posse de Washington aconteceu no dia 30 de setembro de 2008 na Embaixada do Brasil.

Ele encantou empreendedores e publicitários com esta   afirmação: “Na propaganda, a imaginação supera a inteligência. O criativo tem mais ou menos 10% de imaginação(criatividade) e 90% transpiração (trabalho) e quem cria está idealizando.” E Olivetto disse mais: ” A ALAP-Associação Latino-Americana de Publicidade desenvolve uma grande ideia na América do Sul e Central na criação de uma identidade profissional na atividade publicitária.”

Por feliz coincidência, o embaixador Ivan Cannabrava, após ter empossado Clemente Câmara na presidência do Capítulo da ALAP do México, da Argentina, Colômbia, Costa Rica e Guatemala, deu este testemunhal: – Compartilhar, intercambiar experiências e conhecimentos com países-irmãos é uma prioridade para competir em um mundo globalizado.

E no final sublinhou na sua alocução que o Festival de Gramado é o mais importante evento de propaganda  no Brasil e tem o apoio do  Itamaraty.

*Publicitário e Jornalista

3º CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE PUBLICIDADE DE 2018

*João Firme

Sob o tema “o Conhecimento é a maior Herança”, a ALAP – Associação Latino-Americana de Publicidade, entidade de defesa de direitos sociais ligada à arte e à cultura, realizará em Porto Alegre, no Hotel Plaza São Rafael, o 3º Congresso Latino-Americano de Publicidade nos dias 24 e 25 de outubro de 2018. O evento tem como fim primordial: Educar para a Vida. Todos desejamos a paz e muitos a constroem todos os dias através da Propaganda, que é a essência da liberdade de imprensa.

No momento em que o Brasil passa a ocupar o país dos latinos que não podem realizar sonhos de viver nos EUA, a sociedade tem que aperfeiçoar-se a si mesma, até chegar a ser o modelo que as gerações futuras haverão de admirar. Nossos irmãos de Cristóvão Colombo e Simon Bolívar agora estudam mais português do que inglês, pois novos horizontes estão no Brasil e em Portugal, nosso irmão de igual cidadania.

Na Propaganda na América, somos copiados no CONAR, CENP, na Legislação Publicitária, Liberdade de Imprensa, Agronegócio, Produtividade, Qualidade, Cultura, Arte, na Sustentabilidade Ambiental e doravante, na nova Justiça do Trabalho que se voltou para os fatos sociais, atendendo aos anseios da sociedade.

Todos que colaboraram para a existência dessas ideias merecem nosso preito no 3º Congresso Latino-Americano de Publicidade, elevado empreendimento de igualdade, fraternidade, diversidade e superação da violência com responsabilidade social. Somos todos Propaganda.

*Publicitário e Jornalista

BANRISUL, O PRIMEIRO BANCO DA PROPAGANDA

*João Firme

Quem diria que como ex-bancário (trabalhei no Agrícola Mercantil na Rua da Praia como datilógrafo, deixando a instituição por ordem do psiquiatra), depois como líder sindical das agências de propaganda consegui a primeira Carta Patronal em 3l de março de 78, conforme a lei 4680/65. Tive que “pelear” como o Paixão Côrtes para abir conta no BANRISUL pois na época todos os Sindicatos e as Federações só podiam movimentar pela Caixa Federal e Banco do Brasil. Lembro de ter idealizado um artigo neste sentido e publicado no Jornal do Comércio.

Mas a história diz que reivindiquei o direito por ofício bem arrazoado ( aleguei a inconstitucionalidade da Normativa da Exclusividade) ao Ministério do Trabalho, que tinha como ministro o leopoldense Arnaldo da Costa Prieto e delegado regional, Celito De Grandi (que Deus os tenha nos céus), ambos competentes e ínclitos. Isto foi em 1981, quando chegou o despacho do ministro Prieto, autorizando as entidades sindicais a terem contas nos bancos estaduais. O Celito me ligou pela manhã, dando-me a informação, e já havia agendado audiência com o presidente Lemos, e à tarde fomos recebidos com alegria e champanha com a abertura da conta.

A ALAP-Associação Latino-Americana de Publicidade que nos foi presenteada pelo Chile, depois de 8 anos inerte em Santiago, comemora desde 3 de janeiro 30 anos de fundação no Brasil, com a primeira conta de entidade internacional de propaganda, design e digital.

O SINAPRO-RS, fundador da ALAP e da FENAPRO, que está no limiar dos seus 40 anos, é o primeiro a empunhar a bandeira Farroupilha para acreditar no Brasil e a investir no Rio Grande.

Somos todos Propaganda.

*Publicitário e Jornalista