ALAP | Associação Latino-Americana de Publicidade

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QUE MARAVILHA DE HISTÓRIAS COM PAIXÃO CORTES E ROSANE MARCHETTI

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Na foto acima, o Paixão Cortes sendo homenageado pelo promotor militar Dr. Jayme Araujo, apresentadores do “Cidades Gaúchas” nos anos 60 na TV Piratini, hoje TVE-RS, o primeiro programa exportado semanalmente para RJ pela TV Continental, São Paulo pela TV Tupi e Recife pela TV Recife dos Diários Associados.

Este preito de gratidão aconteceu no Cozinheiros da Solidariedade no dia 4 de dezembro de 2013, às 20h, no Plaza São Rafael Hotel no Dia Mundial da Propaganda. O Jayme, que era redator da Minuano Publicidade, foi para o céu e o Paixão e eu continuamos Vivendo para Trabalhar e Mudar Vidas. Já tenho o Prefácio assegurado do gaúcho “chega de café de chaleira” para o segundo volume do livro “Causas e Concausas da Vida de um Comunicador”, que será lançado em benefício do Instituto Ver, no dia 21 de setembro às 15h na Embaixada do Brasil na França, durante e 2ª Edição Extra do Festival de Gramado em Paris que tem inscrições abertas de propaganda social e projetos sociais com uma unidade gratuita pelo site www.alap.com.br até 31 de agosto.

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Acima, a comunicadora Rosane Marchetti da Globo, que nos ajudou na realização do 1º Fórum do Bem-Estar dos Animais em comemoração aos 50 anos da ARPA – Associação Riograndense dos Animais em março de 2007, no hotel Continental onde foi homenageada com os troféus São Francisco de Assis juntamente com Rogério Mendelski, Paulo Sant’Ana, Sergio Zambiasi, o global Claudio Cavalcanti, Onyx Lorenzoni (veterinário e deputado Estadual) e a Socialite Vera Loyola.

No evento, foram premiadas peças de propaganda de alimentos, pets e projetos sociais ligadas à Fauna e à Natureza. Rosane Marchetti é a Curadora da categoria Fauna e Flora na premiação de Meio-Ambiente Ecológico nas mídias impressa eletrônica e Web no segundo Prêmio de Criatividade Profissional Internacional de Gramado na Edição Extra do Festival de Paris em setembro e presidirá o 2º Fórum do Bem-Estar dos Animais do Mercosul agendado para os dias 24 a 25 de outubro no Plaza São Rafael Hotel, dentro do 3º Congresso Latino-Americano de Publicidade.

Rosane Marchetti pretende reforçar o convite da ALAP para que Brigitte Bardot possa vir a Porto Alegre para o 3º Congresso, como fada-madrinha do 2º Forum do Bem Estar dos Animais.

Quer fazer a diferença? Que tal fazer menos?

Quer fazer a diferença? Que tal fazer menos?

  • dezembro 6, 2018

Nunca tivemos tantos modelos de liquidificadores.

De carros.

De calças.

De brinquedos.

De cuecas.

De celulares.

De TVs.

De máquinas de fazer pipocas.

Nunca tivemos tantos gadgets, nunca tivemos tantos softwares, tantos apps (e aqui, um dado curioso: 99,99 % deles viram lixo, nunca são utilizados, ou seja, são pura perda de tempo, de dinheiro, de perspectivas).

Nunca tivemos tanto para comprar e tão pouco tempo para usufruir.

E, pior: Quanto mais coisas temos – e cada vez temos mais coisas – não estamos mais felizes.

Aliás, bem ao contrário, estamos cada vez mais frustrados.

Temos milhões de vídeos no Youtube a assistir, bilhões de sites a bisbilhotar, 300 canais na TV para zapear, trocentas redes sociais a furungar e isto em vez de nos agradar, de nos tornar mais plenos, mais humanos, mais nos oprime.

Não conseguimos acessar todos os sites.

Não conseguimos abrir todos os links de vídeos que nos mandam.

Não conseguimos ver todos os programas de TV.

Não conseguimos mais acompanhar todos os jogos do campeonato.

Não conseguimos ler todos os posts do Facebook. Do Instagram. Do Twitter. Do LinkedIn. Do cacete a quatro.

O uátz apita e nos irrita.

A tela é interrompida por avisos de publicação.

Mais e mais, sempre.

Temos cada vez mais e mais nos frustramos.

Não conseguimos mais experimentar a variedade de pães à nossa disposição.

Não conseguimos mais degustar todos os rótulos de vinhos que nos surgem.

Não conseguimos mais tomar todos os sucos, ler todos os livros, ver todos os filmes, comer todas os chocolates, vestir todas as marcas, beber todas as cervejas, experimentar todos os iogurtes, testar todos os xampus.

Temos cada vez mais e mais nos frustramos.

Eis, então, que o mundo do marketing passa a pregar uma compulsão quase doentia por explorar formatos e plataformas, gerando conteúdo prolífico e diverso, tudo no afã de a marca se tornar omnichannel.

Multitudo.

Onipresente.

Basicamente, de novo, a comunicação reflete a sociedade.

Mais uma vez, a “propaganda” (multiforme) meio que retrata um mundo atual que prega que o negócio é fazer mais, vender mais, produzir mais, comer mais, engajar mais, consumir mais, vivenciar mais, beber mais, envolver mais…

Certa feita – num simpósio muito louco em Boston – ouvi de uma professora de Wharton, a seguinte colocação:

“Em vez de pensar em vender mais, em empurrar mais do mesmo aos consumidores cada vez mais infelizes e irresponsáveis, assuma seu papel na história e pense qual vai ser a sua contribuição, qual a sua maneira de ajudar seu consumidor, seu cliente, sua cidade, o país, o planeta e a humanidade? Como seus produtos podem ajudar as pessoas a viverem melhor – não fazendo mais do mesmo – na vida real?”

Pensando e agindo assim, o marketing passaria a ser um jogo de muito mais do que oportunidades para vender mais, acabando por se tornar um negócio de detectar e aproveitar o que poderíamos chamar de “oportunidades sociais”.

Em vez de empanturrar o mercado com mais um modelo de batedeira, o desafio é pensar em alguma tecnologia capaz de fazer bem às pessoas, de impactar-lhes de maneira nova, gerando soluções para a vida.

Pense em produtos que possam ajudar as pessoas em sua realização pessoal.

Pense nas pessoas.

Procure necessidades humanas que ainda são obscuras, desconhecidas, ou melhor, estão escondidas.

Fazendo o bem para a vida real, sempre haverá perspectivas para seu produto.

No futuro, apregoa ela, o crescimento de mercado virá dos sentimentos de gratidão para com a marca, não mais pura e simplesmente de slogans publicitários.

Não pense mecanicamente, em como somente vender mais.

Baita insight:

Pensar dinamicamente, como melhorar a vida das pessoas.

Produtos. Sistemas. Objetos.

Baita insight:

Em vez de poluir timelines por aí, produza uma ideia que faça a diferença.

Um filme. Uma ação. Algo remarkable!

Seja inesquecível. Impacte. Pare de encher o saco.

Do nada, eis que surge um pensamento contraditório:

 “Faça menos! Faça a diferença! O mundo lhe agradecerá!”

Por Luciano Vignoli.

AS DAMAS DA SOLIDARIEDADE NA PROPAGANDA

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Com o frio intenso que recém começou, voltei ao guarda-roupa, escolhi peças que ainda podia usá-las por questão de economia e as destinei para o Asilo Padre Cacique, onde era frequentador assíduo na década de 60 com meu colega de microfone na Itaí, Gildo Milmann.

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Recordo que a grande dama da noite Lydia Moschetti (foto acima) recorria à Propaganda comigo ao microfone para saber quais os pontos de moradores de rua no Centro da capital para entregar cobertores que ela comprava. Numa caminhonete, circulava das 22h até 2 horas da madrugada na entrega dessa dádiva mandada por Deus para que muitos continuassem a viver.

Chegou ao ponto que seus sócios na Indústria de Papelões Moschetti notaram que suas retiradas estavam comprometendo o capital da grande empresa, tal era o volume de dinheiro de cobertores distribuídos com alegria.

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Na mesma linha, outra Dama do Dia, Palmira Gobbi (foto acima), usava a Propaganda nas emissoras de rádio para solicitar jornais e comida para os cães, gatos abandonados e cavalos velhos, magros e soltos na rua porque não prestavam mais para o trabalho e eram acolhidos pela Associação Riograndense Protetora de Animais. Com o Rogério Mendelski e o Sergio Zambiasi, nos aliamos como os Três Mosqueteiros e ajudávamos a tradicional entidade, mas notei um líder como D’Artagnan: o Mendelski, que parava carroceiros que batiam nos cavalos e lhes tirava o relho, sob aplausos de motoristas nos volantes.

Vamos promover o 2º Fórum do Bem-Estar dos Animais no aniversário da Cidade Sorriso, no mês de março de 2019, paralelo ao 1º Festival de Propaganda Ética e Social Internacional de Porto Alegre e os resultados das inscrições de material para concorrer à premiação do Troféu Quero-Quero serão revertidos para a ARPA – Associação Riograndense de Animais que vive momentos de penúrias, sem poder ampliar seus serviços sociais. Jornais e Revistas que assino não vão para o lixo, pois os levo para a ARPA, que me recebe de braços abertos.

* João Firme é Publicitário e Jornalista

PROPAGANDA VENDE, PUBLICIDADE CONSCIENTIZA

imageFoto: Coletiva.net

*João Firme 

Recebi, junto com Airton Rocha e Luiz Coronel, a homenagem de Reconhecimento ARP, na tradicional Festa da Associação Riograndense de Propaganda, entidade-mãe do Sindicato das Agências de Propaganda no RS (SINAPRO-RS) e da ALAP – Associação Latino-Americana de Publicidade, esta entidade de utilidade pública, de defesa de direitos sociais, ligada à Cultura, à Arte e à Liberdade de Imprensa.

A cerimônia do Salão ARP Night foi uma noite memorável de alegria, igual ao Clio e Cannes, ocorrida no dia 14 de novembro no Barra Shopping Sul, com o predomínio de lindas “gurias” talentosas. Uma delas me surpreendeu ao pedir a união das produtoras de criação em entidade para afinarem na profissionalização e no crescimento do mercado. Levantei ao lado da presidente Liana Bazanela para beijá-la, mas meus 84 anos me impediram de dar uma de ”Marvel ou Tocha Humana” para a rapidez do ato carinhoso.

O ”tom“ do evento foi de valorização da Propaganda como instrumento de venda de produtos e serviços que nascem todos os dias, assim como disse Erich Fromm ”Nada tipifica tanto a retórica empresarial americana do que a necessidade de criar novos produtos constantemente. De cada dez que nascem, nove fenecem.”

Publicidade é a Conscientização que no Brasil muitas vezes conduz à corrupção, diriam Belmiro Zaffari e Zander Campos. Mas a sociedade está conseguindo reduzi-la “pari passo” .

Hoje quem conscientiza com o aval do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento são as entidades de utilidade pública, reconhecidas pela Receita Federal do Brasil e pelo Ministério da Cultura e da Arte.

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Foto: André Ávila/Agência RBS

Parabéns Liana Bazanela, heroína da propaganda gaúcha, premiada em Paris na 2ª Edição do Festival de Publicidade de Gramado no dia 21 de setembro na Embaixada do Brasil na capital francesa. A láurea veio através da Propaganda Social de Liberdade de Imprensa, enfrentada pelos 28 jornais centenários brasileiros e 12 de países latinos com páginas expostas em 2015 no 20º Festival Mundial de Publicidade de Gramado. Foi linda de “morrer” pela liberdade de imprensa. O seu espírito organizacional funcionou e foi de primeiro mundo, impressionando o patrocinador da área da exposição, o presidente do Sindicato das Empresas de Jornais e Revistas do RS, Andre Jungblut. Você é a Joana D’Arc que a ALAP precisa para continuar com as Edições Extras no exterior, promovendo o novo Brasil com os nossos talentos. Já a convidei, mas sua opção antes era com a ARP, nossa primeira entidade, desde 1958. Continuamos com esperança!

*Publicitário e Jornalista

FRANCISCO, O PAPA DA PROPAGANDA

*João Firme

Este CASE é o meu grande relicário. No tempo da rádio Difusora, que se tornou Bandeirantes na década de 90, vendi o patrocínio da novela “Os Muckers” que tinha como figura central uma mulher guerreira chamada Jacobina, que vivia no morro do Ferrabraz (próximo a Campo Bom e Sapiranga) e, por ter a vida parecida como a de Maria Madalena, se dizia que sua criança no ventre era filho de Satanás e uma seita a matou quando nasceu, segundo conta Luiz Coronel, publicitário, escritor e poeta.

Vivi na novela como radioator o papel do Papa que queria a Paz e contra qualquer tipo de interrupção da vida. Ao ler o script, no ensaio, reclamei do autor, advogado Fávaro, que o Papa não tinha nome e sugeri que se chamasse Francisco em homenagem ao meu pai, que nasceu no dia 4 de outubro e eu era devoto de São Francisco de Assis e quando criança cuidava do gato, cachorro, vaca de leite, cavalo para entrega de mercadorias, quatro porquinhos e uma junta de bois para lavrar a terra e plantar mandioca e milho. O diretor da novela aceitou a sugestão e fiquei conhecido na época por Francisco e me orgulho disso.

Mais tarde, usando minha carteira de jornalista internacional, programei uma viagem a Roma, saindo de Paris no trem noturno, passando por locais maravilhosos como a Torre de Pisa, obra de engenharia, que inclinada se mantém vencendo as intempéries do tempo. Contando minha história de radioator, agendei como o setor de comunicação da Santa Sé uma audiência para receber uma bênção de Karol Józef Wojtyła, o Papa João Paulo II, que em Porto Alegre repetia o refrão do povo na Catedral: “O Papa é Gaúcho.”

A audiência era na quarta-feira, o dia em que o Papa receberia o povo e meu lugar era na frente. Mas, por volta das 10h30min da terça-feira, 11 de setembro de 2001, estava no hotel com minha mulher e a jornalista Andressa Martins, que possuía máquina fotográfica e câmera para filmagem, quando explodiu a tragédia das Torres de Nova York, uma comoção mundial. Na quarta-feira, foi mudado o programa Papal e proibido cantos e aplausos, pois todos tinham que orar pela Paz mundial e chorei como muitos ao ouvir o Santo Padre Polonês. Frustrado por não ter podido receber a bênção especial, fui conhecer a cidade de São Francisco de Assis e voltei com mais entusiasmo para fazer o bem com bons modos na sociedade, filosofia franciscana.

*Publicitário e Jornalista

BRIZOLA, MARINHO, PELÉ E IEDA NA PROPAGANDA

*João Firme

Maravilha meu trabalho de conclusão do curso que se transformou em entrevista e depois transmitida pela poderosa Voice of América da capital de Thomaz Jeferson, colocado no ar em setembro de 1965, quando era formando de publicidade da Famecos e realizador, em nome da turma, da Exposição dos Financiados da Aliança para o Progresso – EFAP.

Uma proeza jovem no início da triste Revolução de 64, quando eu protestava pela falta de liberdade de imprensa e por isso fui virado no avesso pelo FBI, para poder ir divulgar e convidar para a inauguração os irmãos senadores Ted e Johnson Kennedy, em Washington, e Jacqueline Kennedy, em Nova York.

Com a coragem de Paixão Côrtes, sentei à mesa no estúdio e me senti livre para o debate como um Quero-Quero dos Pampas. “Cite três obras e as personalidades mais conhecidas no Brasil”. Respondi: “O governador Leonel Brizola, pelo Plano de Escolarização, conquista da Refinaria Alberto Pasqualini e a construção da Estrada da Produção que corta o Estado do RS, que teve em 64 o financiamento do asfalto pela Aliança para o Progresso”.

Quanto às Personaldades: “Pelé, ‘rei da bola’; Roberto Marinho, pela defesa de liberdade de imprensa e Ieda Maria Vargas, Miss Universo que casualmente é do meu Clube Cantegril, onde sou diretor social”.

Ao terminar, apareceu um sinal verde no estúdio e, ao sair da mesa, quase caí pelos abraços do meu entrevistador Emilio Braier, de Cachoeira do Sul, que era o diretor do setor brasileiro da Voz da América.

Na mesma linha, dei entrevistas na Voz da OEA – Organização dos Estados Americanos, no Washington Post, New York Times e na rede de TV CBS que, em 15 de dezembro de 1965, vieram à EFAP no Parque Menino Deus de Porto Alegre. A exposição foi inaugurada pelo poderoso Justino Bastos, comandante do do III Exército e fui escolhido para mostrá-la com um batalhão de seguranças. Não tocaram em mim em nenhum momento porque entenderam que tenho a bandeira da Propaganda, a mão direita da liberdade de imprensa. 

*Publicitário e Jornalista

POR QUE OS CHINESES E JAPONESES VIERAM AO FESTIVAL MUNDIAL DE PUBLICIDADE DE GRAMADO?

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Um evento que é referência nacional em comunicação pelo Itamaraty corre o mundo.

Em 2005, compareceu o Ministro das Comunicações da China, Shi Xuezhi, que queria conhecer a nossa Auto-Regulamentação Publicitária e a metodologia para a propaganda dos Ministérios, Autarquias e Sociedades de Economia Mista do governo federal.

Celito de Grandi, Secretário de Comunicação do RS, presidiu um painel com a presença de um de um debatedor de Paris, Jacques Bille, presidente da Associação de Agências da França e transmitiu as informações solicitadas.

Alberto Freitas, diretor da Agência Matriz de Porto Alegre, foi o presidente desta edição e o Patrono Homenageado, Otávio Gadret, presidente da Rede Pampa de Comunicações do RS.

No Festival de Publicidade de Gramado de 2007, os Japoneses liderados pelo CEO da Dentsu na Ásia deram a surpresa, apresentando a Nova TV Digital no Brasil e o engenheiro Yhauso Takabashi que a criou. Ele deu um show de conhecimentos e foi convocado pelo Cônsul Japonês no RS para palestrar, no dia seguinte, para empresários associados da FIERGS – Federação das Indústrias e Empresas do RS.

Airton Rocha foi o Presidente. Ele é diretor da Martins+Andrade e Presidente da ALAP. Roberto Duailibi da DPZ&T foi o Patrono Homenageado. Duailibi é Conselheiro e presidente Emérito da ALAP.

* João Firme
Publicitário e Jornalista

A PROPAGANDA SÓ FLORESCE EM LUGARES LIVRES

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*João Firme

Nesses tempos dos meus 84 anos floridos, vivo pesquisando para deixar conhecimentos de uma profissão que teve o triste apelido de “picareta”, assim como “rabugenta”para quem defendia os direitos dos cidadãos e as “parteiras” concorriam com os médicos.

Na época, avarentos e sonegadores de impostos, que São Lucas recomendava o pagamento do “Dai a Cesar o que é de Cesar”, impossibilitavam investimentos em obras sociais pela ”Pátria” pela qual, se preciso, morremos na esperança. Aconteceu no dia 15 de junho de 1982, às 20h no Palácio Piratini (matéria publicada no Correio do Povo), a posse da primeira diretoria da Federação Nacional de Agências de Propaganda, pela qual lutei como “lobo” para existir na forma da lei 4.680/65 a profissão de Publicitário e normalizar o mercado.

Minhas ideias de um mundo melhor foram respaldadas por Antonio Mafuz, meu paraninfo de Relações Públicas na FAMECOS em 1973, o capixaba Hesíodo Andrade, o passo-fundense José Daltro Franchini, os paulistas Luiz e Mauro Salles, o goiano Zander Campos, o mineiro Alvaro Rezende e o brasiliense Dário Rezende.

Prestigiaram a solenidade o então vice-governador Octávio Germano, o Secretário Extraordinário Roberto Eduardo Xavier e cerca de 50 empresários. No seu pronunciamento, o governador Amaral de Souza, palmeirense de valor, declarou que “o governo é o maior anunciante do país, mas se vale da Propaganda para informar, esclarecer, educar, para motivar e orientar a população”. E enfatizou que “Propaganda“ é sinônimo de inteligência e imaginação criadora, mas que esta só floresce em sociedades livres, e que não pode ser um instrumento manipulado pelo Estado, e sim em benefício da sociedade. Disse ainda que já venceu preconceitos e usa a Propaganda dentro de princípios morais e éticos.

Na qualidade de presidente do primeiro Sindicato de Agências no Brasil e Secretário-Geral da Fenapro, agraciei o  governador do Estado do Quero-Quero, com o Galo de Ouro de Gramado, lembrando que a cidade das hortênsias, da qual sou Comendador e Cidadão, seria transformada pelos publicitários brasileiros e latinos no ponto de avaliação e premiação da criatividade da Propaganda Ética e Social. O arcebispo Dom Cláudio Kolling nos abençoou sob lágrimas de alegria. Um “viva” com o Vinho de Cristo.

*Publicitário e Jornalista

ESTÁ FALTANDO OTIMISMO ÀS PESSOAS – Artigo de Roberto Duailibi

A crise econômica mexe com a vida de todo mundo. Quando ela perdura, insiste em não terminar, acaba afetando a todos. É como se uma enorme sombra insistisse em pairar sobre nossas cabeças, a despeito de estarmos todo o tempo buscando a fresta do sol. A falta de boas notícias, o desemprego e o dinheiro curto não promovem apenas ajustes nos nossos orçamentos, mas nas nossas vidas. É como se o povo brasileiro, reconhecido por seu espírito alegre, criativo e amistoso, tivesse passado por uma profunda transformação. Mas não podemos deixar que isso aconteça. Precisamos, todos os dias, buscar nas pequenas coisas, nos pequenos prazeres da vida o otimismo que existe dentro de todos nós.

O ditado de que é na crise que surgem as oportunidades certamente foi criado a partir da perspectiva que algumas pessoas têm em enxergar sempre o lado bom da vida. Se a gente analisar as coisas do ponto de vista histórico, sempre houve e sempre haverá motivos para se olhar para a vida com pessimismo ou com otimismo. No fundo, há muito mais razões para ver o lado bom e não se deixar contaminar por pessoas e pensamentos negativos. Essa forma de agir e pensar certamente diferencia pessoas e empresas na condução de suas histórias.

Em vez de esperar que as coisas aconteçam, eu prefiro esperançar, que tem o significado de almejar, sonhar, agir, fazer com que ao meu redor haja uma aura positiva, gente animada e disposta a olhar para o mundo de uma forma diferente. Do contrário, estaremos sempre produzindo uma onda de pessimismo que não nos levará a nada. No caso da economia, por exemplo, os especialistas sempre dizem que todo ciclo ruim, mesmo que pouco se faça para revertê-lo, em determinado momento, atinge o ponto máximo e reinicia um movimento contrário, promovendo uma nova etapa de crescimento. É nisso que temos de nos apegar e acreditar.

O Brasil já passou por inúmeros momentos como estes e certamente já está reencontrando seu caminho. Quando, em 1968, decidimos abrir a DPZ Propaganda, por exemplo, boa parte das pessoas à nossa volta desaconselhou. Afinal, vivíamos em meio ao regime militar, sob censura, pouco antes tinha ocorrido a reforma monetária com a criação de uma moeda nova e a economia estava em crise. Mergulhamos no trabalho, buscamos, por meio de nossa criatividade e ousadia, definir os caminhos de uma nova forma de fazer propaganda, a propaganda brasileira. Creio que nossa ousadia conquistou as pessoas, irradiou o nosso otimismo e nos permitiu crescer de forma sem precedentes no mercado.

É nisso que acredito. As pessoas precisam passar a confiar mais em seus potenciais, desengavetar projetos, pensar que sempre haverá espaço para as ideias. O Brasil oferece muitas oportunidades, há muita coisa a ser feita. Se em determinadas áreas a tecnologia está produzindo transformações, vamos olhar pelo lado positivo, que chances de negócios essas mudanças podem trazer? Como é possível se adaptar e surfar no novo momento? As respostas estão no quão otimista você consegue ser. O país precisa muito disso, de otimismo.

O poder transformador está na forma de ver as coisas. Quando se tem momentos de crise que perduram, o comportamento médio das pessoas muda, o humor desaparece, as pessoas sorriem pouco, são menos gentis. A agressividade, a disputa e a falta de bom senso, se acentuam. Por isso é preciso agir com maior tolerância, com ânimo, procurar entender o momento de cada um e tentar mostrar, de alguma forma, que com otimismo as coisas podem sempre serem vistas por outro ângulo.

Roberto Duailibi é publicitário e integrante da Academia Paulista de Letras (roberto.duailibi@dpzt.com.br)

PROPAGANDA X PUBLICIDADE

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Perdemos Belmiro Zaffari, grande empreendedor voltado à Propaganda Ética e Social, nosso norte. Por convite do seu Tio Danilo Zaffari, fundamos a Unesul Turismo em 1966 com capital majoritário em meu nome. Encerrei as atividades da Minuano Propaganda que fundei em 1958 e havia sofrido um enorme prejuízo com a realização da EFAP – Exposição dos Financiados da Aliança para o Progresso, no final de dezembro de 1965 quando eu e o Marco Antonio Kramer (trabalhávamos juntos na minha agência) éramos formandos da primeira turma de Propaganda da FAMECOS, junto com o Plinio Cabral, chefe da Casa Civil do governo Meneghetti. Ele desenhou a EFAP porque havia conseguido financiamento da Aliança para o Progresso em 1964 para o asfaltamento da estrada da Produção, uma obra fantástica do Brizola. Mas com a EFAP ficou pra mim a realização de um sonho, que era fazer um curso na Voice of América na capital do presidente Kennedy. E graças à EFAP, minha esperança se concretizou depois de 10 dias de treinamento intensivo no jornalismo e propaganda em Washington.

Com a Minuano, conquistei a conta do grupo Unetral e Unesul Transportes, o maior do sul do Brasil com ramificações no Uruguai e Paraguai e, a pedido do Danilo, fui a Erechim para motivar o talentoso Belmiro em 1966 a trocar a profissão de professor  para assumir o comando do  empreendedorismo da família Zaffari do Planalto e da Unesul Turismo, que deixei em 1967 voltando à Propaganda, quando fundei a Arauto Publicidade. O Danilo estava enfermo por acidente sofrido num rally automobilístico, não conseguiu controlar o “diabetes” para curar a perna ferida e sentiu que sua vida estava terminando.

Muito inteligente, estudioso de fatos sociais, o Belmiro admirava a mídia e jornalistas que escreviam sobre economia e davam informações exclusivas de interesse da sociedade.

Aos domingos de 1968 a 73, eu estudava Ciências Jurídicas e Sociais na UPF, corria com o Belmiro no Parcão e nos dias chuvosos nos encontrávamos por volta das 10h30min com o colega Fernando Albrecht, que ele admirava como eu, no Restaurante Liliput ou Rex e o assunto girava em torno do desenvolvimento da indústria da comunicação no RS, SC e Paraná.

Num desses Encontros, perguntei para o Belmiro qual a diferença entre Propaganda e Publicidade? Sem pestanejar esclareceu: “A Propaganda é Ética e Social, a Publicidade muitas vezes é antiética e corrompe profissionais que dela vivem”. O Fernando anotou a afirmação. Eu, como presidente do Sindicato das Agências de Propaganda no RS, levantei da cadeira e cumprimentei-o com alegria.

Em 2007, fui motivado por uma gráfica que queria ajudar o Instituto Ver Hesíodo Andrade, a ONG da Propaganda, a contar para uma jornalista cases da minha trajetória na Propaganda e na Justiça e o depoimento do Belmiro Zaffari que a jornalista Clarice Ledur conseguiu está no meu livro beneficente “Causas e Concausas da Vida de um Comunicador” na página 126: “João Firme foi o lançador do Turismo Empresa, pois até a época de 1967, somente existia turismo com características familiares.’

Recordarei no livro 2, que será lançado em Paris no dia 21 de setembro na Embaixada do Brasil, que desenvolvi um projeto rentável para a Unesul Turismo comprando diárias em apartamentos de hotéis 4 e 5 estrelas em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Gramado e passagens da VASP para usá-las em 90 dias. Pagava à vista com aportes da Unesul Transportes. Depois fazia alguns anúncios em jornais e rádios com os menores preços do mercado e vendia rapidamente para grandes empresas. Foi uma “dinheirama” de lucro mensal.

Foi por isso que escrevi o artigo “Turismo sem Propaganda não Existe” que ganhou reprodução na mídia nacional e internacional.

Com o Belmiro Zaffari que está me esperando no céu, “quero trazer à memória o que me pode dar esperança”. (Lamentações 3:21)

*João Firme é publicitário e jornalista