ALAP | Associação Latino-Americana de Publicidade

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AS DAMAS DA SOLIDARIEDADE NA PROPAGANDA

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Com o frio intenso que recém começou, voltei ao guarda-roupa, escolhi peças que ainda podia usá-las por questão de economia e as destinei para o Asilo Padre Cacique, onde era frequentador assíduo na década de 60 com meu colega de microfone na Itaí, Gildo Milmann.

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Recordo que a grande dama da noite Lydia Moschetti (foto acima) recorria à Propaganda comigo ao microfone para saber quais os pontos de moradores de rua no Centro da capital para entregar cobertores que ela comprava. Numa caminhonete, circulava das 22h até 2 horas da madrugada na entrega dessa dádiva mandada por Deus para que muitos continuassem a viver.

Chegou ao ponto que seus sócios na Indústria de Papelões Moschetti notaram que suas retiradas estavam comprometendo o capital da grande empresa, tal era o volume de dinheiro de cobertores distribuídos com alegria.

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Na mesma linha, outra Dama do Dia, Palmira Gobbi (foto acima), usava a Propaganda nas emissoras de rádio para solicitar jornais e comida para os cães, gatos abandonados e cavalos velhos, magros e soltos na rua porque não prestavam mais para o trabalho e eram acolhidos pela Associação Riograndense Protetora de Animais. Com o Rogério Mendelski e o Sergio Zambiasi, nos aliamos como os Três Mosqueteiros e ajudávamos a tradicional entidade, mas notei um líder como D’Artagnan: o Mendelski, que parava carroceiros que batiam nos cavalos e lhes tirava o relho, sob aplausos de motoristas nos volantes.

Vamos promover o 2º Fórum do Bem-Estar dos Animais no aniversário da Cidade Sorriso, no mês de março de 2019, paralelo ao 1º Festival de Propaganda Ética e Social Internacional de Porto Alegre e os resultados das inscrições de material para concorrer à premiação do Troféu Quero-Quero serão revertidos para a ARPA – Associação Riograndense de Animais que vive momentos de penúrias, sem poder ampliar seus serviços sociais. Jornais e Revistas que assino não vão para o lixo, pois os levo para a ARPA, que me recebe de braços abertos.

* João Firme é Publicitário e Jornalista

PROPAGANDA VENDE, PUBLICIDADE CONSCIENTIZA

imageFoto: Coletiva.net

*João Firme 

Recebi, junto com Airton Rocha e Luiz Coronel, a homenagem de Reconhecimento ARP, na tradicional Festa da Associação Riograndense de Propaganda, entidade-mãe do Sindicato das Agências de Propaganda no RS (SINAPRO-RS) e da ALAP – Associação Latino-Americana de Publicidade, esta entidade de utilidade pública, de defesa de direitos sociais, ligada à Cultura, à Arte e à Liberdade de Imprensa.

A cerimônia do Salão ARP Night foi uma noite memorável de alegria, igual ao Clio e Cannes, ocorrida no dia 14 de novembro no Barra Shopping Sul, com o predomínio de lindas “gurias” talentosas. Uma delas me surpreendeu ao pedir a união das produtoras de criação em entidade para afinarem na profissionalização e no crescimento do mercado. Levantei ao lado da presidente Liana Bazanela para beijá-la, mas meus 84 anos me impediram de dar uma de ”Marvel ou Tocha Humana” para a rapidez do ato carinhoso.

O ”tom“ do evento foi de valorização da Propaganda como instrumento de venda de produtos e serviços que nascem todos os dias, assim como disse Erich Fromm ”Nada tipifica tanto a retórica empresarial americana do que a necessidade de criar novos produtos constantemente. De cada dez que nascem, nove fenecem.”

Publicidade é a Conscientização que no Brasil muitas vezes conduz à corrupção, diriam Belmiro Zaffari e Zander Campos. Mas a sociedade está conseguindo reduzi-la “pari passo” .

Hoje quem conscientiza com o aval do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento são as entidades de utilidade pública, reconhecidas pela Receita Federal do Brasil e pelo Ministério da Cultura e da Arte.

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Foto: André Ávila/Agência RBS

Parabéns Liana Bazanela, heroína da propaganda gaúcha, premiada em Paris na 2ª Edição do Festival de Publicidade de Gramado no dia 21 de setembro na Embaixada do Brasil na capital francesa. A láurea veio através da Propaganda Social de Liberdade de Imprensa, enfrentada pelos 28 jornais centenários brasileiros e 12 de países latinos com páginas expostas em 2015 no 20º Festival Mundial de Publicidade de Gramado. Foi linda de “morrer” pela liberdade de imprensa. O seu espírito organizacional funcionou e foi de primeiro mundo, impressionando o patrocinador da área da exposição, o presidente do Sindicato das Empresas de Jornais e Revistas do RS, Andre Jungblut. Você é a Joana D’Arc que a ALAP precisa para continuar com as Edições Extras no exterior, promovendo o novo Brasil com os nossos talentos. Já a convidei, mas sua opção antes era com a ARP, nossa primeira entidade, desde 1958. Continuamos com esperança!

*Publicitário e Jornalista

FRANCISCO, O PAPA DA PROPAGANDA

*João Firme

Este CASE é o meu grande relicário. No tempo da rádio Difusora, que se tornou Bandeirantes na década de 90, vendi o patrocínio da novela “Os Muckers” que tinha como figura central uma mulher guerreira chamada Jacobina, que vivia no morro do Ferrabraz (próximo a Campo Bom e Sapiranga) e, por ter a vida parecida como a de Maria Madalena, se dizia que sua criança no ventre era filho de Satanás e uma seita a matou quando nasceu, segundo conta Luiz Coronel, publicitário, escritor e poeta.

Vivi na novela como radioator o papel do Papa que queria a Paz e contra qualquer tipo de interrupção da vida. Ao ler o script, no ensaio, reclamei do autor, advogado Fávaro, que o Papa não tinha nome e sugeri que se chamasse Francisco em homenagem ao meu pai, que nasceu no dia 4 de outubro e eu era devoto de São Francisco de Assis e quando criança cuidava do gato, cachorro, vaca de leite, cavalo para entrega de mercadorias, quatro porquinhos e uma junta de bois para lavrar a terra e plantar mandioca e milho. O diretor da novela aceitou a sugestão e fiquei conhecido na época por Francisco e me orgulho disso.

Mais tarde, usando minha carteira de jornalista internacional, programei uma viagem a Roma, saindo de Paris no trem noturno, passando por locais maravilhosos como a Torre de Pisa, obra de engenharia, que inclinada se mantém vencendo as intempéries do tempo. Contando minha história de radioator, agendei como o setor de comunicação da Santa Sé uma audiência para receber uma bênção de Karol Józef Wojtyła, o Papa João Paulo II, que em Porto Alegre repetia o refrão do povo na Catedral: “O Papa é Gaúcho.”

A audiência era na quarta-feira, o dia em que o Papa receberia o povo e meu lugar era na frente. Mas, por volta das 10h30min da terça-feira, 11 de setembro de 2001, estava no hotel com minha mulher e a jornalista Andressa Martins, que possuía máquina fotográfica e câmera para filmagem, quando explodiu a tragédia das Torres de Nova York, uma comoção mundial. Na quarta-feira, foi mudado o programa Papal e proibido cantos e aplausos, pois todos tinham que orar pela Paz mundial e chorei como muitos ao ouvir o Santo Padre Polonês. Frustrado por não ter podido receber a bênção especial, fui conhecer a cidade de São Francisco de Assis e voltei com mais entusiasmo para fazer o bem com bons modos na sociedade, filosofia franciscana.

*Publicitário e Jornalista

BRIZOLA, MARINHO, PELÉ E IEDA NA PROPAGANDA

*João Firme

Maravilha meu trabalho de conclusão do curso que se transformou em entrevista e depois transmitida pela poderosa Voice of América da capital de Thomaz Jeferson, colocado no ar em setembro de 1965, quando era formando de publicidade da Famecos e realizador, em nome da turma, da Exposição dos Financiados da Aliança para o Progresso – EFAP.

Uma proeza jovem no início da triste Revolução de 64, quando eu protestava pela falta de liberdade de imprensa e por isso fui virado no avesso pelo FBI, para poder ir divulgar e convidar para a inauguração os irmãos senadores Ted e Johnson Kennedy, em Washington, e Jacqueline Kennedy, em Nova York.

Com a coragem de Paixão Côrtes, sentei à mesa no estúdio e me senti livre para o debate como um Quero-Quero dos Pampas. “Cite três obras e as personalidades mais conhecidas no Brasil”. Respondi: “O governador Leonel Brizola, pelo Plano de Escolarização, conquista da Refinaria Alberto Pasqualini e a construção da Estrada da Produção que corta o Estado do RS, que teve em 64 o financiamento do asfalto pela Aliança para o Progresso”.

Quanto às Personaldades: “Pelé, ‘rei da bola’; Roberto Marinho, pela defesa de liberdade de imprensa e Ieda Maria Vargas, Miss Universo que casualmente é do meu Clube Cantegril, onde sou diretor social”.

Ao terminar, apareceu um sinal verde no estúdio e, ao sair da mesa, quase caí pelos abraços do meu entrevistador Emilio Braier, de Cachoeira do Sul, que era o diretor do setor brasileiro da Voz da América.

Na mesma linha, dei entrevistas na Voz da OEA – Organização dos Estados Americanos, no Washington Post, New York Times e na rede de TV CBS que, em 15 de dezembro de 1965, vieram à EFAP no Parque Menino Deus de Porto Alegre. A exposição foi inaugurada pelo poderoso Justino Bastos, comandante do do III Exército e fui escolhido para mostrá-la com um batalhão de seguranças. Não tocaram em mim em nenhum momento porque entenderam que tenho a bandeira da Propaganda, a mão direita da liberdade de imprensa. 

*Publicitário e Jornalista

SEDUÇÃO NA PROPAGANDA

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*João Firme 

A Propaganda tem por fim seduzir o consumidor. O despreparado empreendedor que quer se desenvolver às vezes se mete na criação e acaba querendo uma campanha provocando a Propaganda enganosa, um mal combatido pelo CONAR e o Código do Consumidor. Mas os piores, na nossa modesta opinião, são fornecedores da indústria da comunicação, alguns corruptos que apresentavam orçamentos tripartite.

As mulheres nas agências nos anos 60 e 70 na mídia, produção gráfica e eletrônica eram atraídas por tudo que é proposta de sedução (flores, jantares, presentes, depósitos na conta) e muitas vezes enfrentavam o lobo mau, embora estivessem na idade da loba. Era o que me contavam minhas duas irmãs bem casadas de 40 anos, que trabalharam comigo na Minuano e na Arauto Publicidade.

Dizia São Francisco que Deus quer que se pregue ”bons modos na sociedade”, filosofia ética que derruba muitos pensadores.

Me perguntaram certa vez numa palestra porque eu não falava na minha vida, antes do casamento que aconteceu com 32 anos. Respondi que vivi quando juvenil como Verdi e Mozart e não sei porque estou nesses últimos tempos com dois filhos antes de conhecer minha companheira de 63 anos e quem me cuida hoje, além dela, é o nosso único do matrimônio que não quis ser publicitário e é aeronauta bem sucedido e feliz com três netos que tenho dele.

Nos meus clientes que misturavam o assedio às modelos com a propaganda eu me afastava. Para mim tudo tinha que ser profissional.

No ginásio como adolescente e nas quatro faculdades que passei, minhas colegas admiravam meus cabelos crespos e olhos negros, mas não namorei nenhuma que me lembro.

Respeito a mulher como a rainha do lar e da natureza, pois se Deus não a criasse para seduzir Adão, o mundo não existiria com essa enorme população.

*Publicitário e Jornalista

RECEITA FEDERAL RECOMENDA PROPAGANDA DE PROJETOS SOCIAIS

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O Encontro do Bem realizado no último dia 9 de março na Receita Federal, que está comemorando 50 anos e incluiu a ALAP no seu calendário de programações, deu luz para as entidades carentes do RS receberem recursos de imposto devido e doações de mercadorias apreendidas pela Receita Federal que, após leilão, escolherá a entidade que pode ser aquinhoada com caminhão, automóvel, televisor, computador e outros bens de consumo, desde uma vez que seja de utilidade pública, documento que é fornecido pelo município, pelo Estado, Distrito Federal ou pela União. Mas é necessário ser feito um processo para isso e a ALAP criou um Departamento de Projetos Sociais para orientação às entidades carentes que desejarem obter bens leiloados pela Receita Federal.

Respondendo a uma pergunta nossa, o Superintendente Adjunto Ademir Gomes declarou que somente são analisadas para receberem bens leiloados, entidades com CNPJ, reconhecidas de Utilidade Pública pelo Estado ou Município, enfatizando que estas condições estão no site da RFB. E disse mais: 60% dos municípios não têm projetos sociais para se candidatarem aos incentivos fiscais a pagar, razão pela qual 80% do que poderia deixar para o terceiro setor no RS vão para outros destinos, resultando numa perda de 280 milhões em 2016.

Na mesma linha, consegui uma empresa de Venâncio Aires cujo diretor é meu amigo do tempo em que eu tinha a agência Arauto que não existe mais, para doar um forno para pãezinhos aos esfomeados do morro da Tuca, cujo valor beirava aos 6 mil. Consegui com o jovem empresário. Este me argumentou que estava diminuindo seus investimentos em propaganda, e a doação não seria a melhor solução. E fiz o “mea-culpa”, não peço mais e nem recomendo doações assistenciais de mercadorias, porque estas reduzem investimentos publicitários que poderiam acontecer até em entidades que praticam o bem.

Mas o que me encheu de alegria foi o fato do Dr. Ademir Gomes ficar sabendo que a ALAP é de Utilidade Pública de Gramado.

*João Firme é publicitário e jornalista

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A PROPAGANDA E OS MINISTROS DO SUPREMO E DO TST

R7 BSB DF NACIONAL STF/EMBARGOS INFRIGENTES Ministra, Rosa Weber participa da segunda parte da sessão no plenário do STF, para analise dos recursos de crimes de lavagem de dinheiro, dos condenados no processo do mensalão, em Brasília. 27/02/2014. FOTO:DIDA SAMPAIO/ESTADAO

O dia 4 de abril de 2018, nesses tempos de longevidade que Deus me deu, entrou na minha história na Propaganda, minha paixão profissional. Fiquei atento à votação de Habeas Corpus para um ex-presidente e lembrei que, nessa casa máxima da Justiça, o SINAPRO-RS – quando eu era presidente nos anos 90  – obteve a primeira Súmula julgando inconstitucional a cobrança do CONFINS, o que beneficiou de imediato cerca de 100 agências que entraram na ação coletiva. Mas o que mais me surpreendeu foi a Ministra Rosa Weber, que votou pela condenação porque esta era a vontade do colegiado.

Recordo que, quando era Juiz Classista do TRT 4ª Região, a nossa Ministra Rosa Weber, de inteligência rara considerada por mim e os juízes concursados (meus colegas da 5ª Turma), me perguntou o motivo pelo qual, na categoria de Publicitário, havia enormes diferenças salariais e respondi que na Criação das Agências é onde se encontram Talentos e as multinacionais, quando os descobrem, oferecem salários altíssimos e ela ficou refletindo.

Entrei na Justiça do Trabalho depois que fiz uma campanha de propaganda de valorização da AMATRA – Associação dos Magistrados do RS, e fui convidado pelo Juiz Ronaldo José Lopes Leal, então presidente da associação referida, para entrar como classista dos empregadores. Gostei do desafio porque escrevia muito sobre direitos comparados da propaganda e da liberdade de imprensa e aceitei o convite. Fiquei pouco tempo na 7ª Junta, logo ingressei para o TRT e depois fui nomeado pelo presidente José Sarney e pelo Ministro da Justiça, Saulo Ramos, este construtor do CONAR e das Câmaras com o qual aprendi quando era convocado como Presidente do Sindicato das Agências de Propaganda do RS.

No Tribunal, me encontrei com os Juízes Gelson de Azevedo, Nestor Hein e o saudoso Antônio Firmo de Oliveira Gonzales, classista dos empregados e então presidente da Associação Riograndense de Imprensa, ferrenho defensor, com o Alberto André, da Liberdade de Expressão. Passamos a ser conhecidos por todos como os juízes da mídia, juntamente com o presidente do TRT que era o Juiz Ronaldo José Lopes Leal, mais tarde aposentado como presidente do Tribunal Superior do Trabalho.

E continuo acreditando que só a Justiça corrige os males da Política, que é necessária para vivermos em democracia.

Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. (Lamentações 3:21)

*Publicitário

Foto: Dida Sampaio/Estadão

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POR QUE OS CHINESES E JAPONESES VIERAM AO FESTIVAL MUNDIAL DE PUBLICIDADE DE GRAMADO?

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Um evento que é referência nacional em comunicação pelo Itamaraty corre o mundo.

Em 2005, compareceu o Ministro das Comunicações da China, Shi Xuezhi, que queria conhecer a nossa Auto-Regulamentação Publicitária e a metodologia para a propaganda dos Ministérios, Autarquias e Sociedades de Economia Mista do governo federal.

Celito de Grandi, Secretário de Comunicação do RS, presidiu um painel com a presença de um de um debatedor de Paris, Jacques Bille, presidente da Associação de Agências da França e transmitiu as informações solicitadas.

Alberto Freitas, diretor da Agência Matriz de Porto Alegre, foi o presidente desta edição e o Patrono Homenageado, Otávio Gadret, presidente da Rede Pampa de Comunicações do RS.

No Festival de Publicidade de Gramado de 2007, os Japoneses liderados pelo CEO da Dentsu na Ásia deram a surpresa, apresentando a Nova TV Digital no Brasil e o engenheiro Yhauso Takabashi que a criou. Ele deu um show de conhecimentos e foi convocado pelo Cônsul Japonês no RS para palestrar, no dia seguinte, para empresários associados da FIERGS – Federação das Indústrias e Empresas do RS.

Airton Rocha foi o Presidente. Ele é diretor da Martins+Andrade e Presidente da ALAP. Roberto Duailibi da DPZ&T foi o Patrono Homenageado. Duailibi é Conselheiro e presidente Emérito da ALAP.

* João Firme
Publicitário e Jornalista

A PROPAGANDA SÓ FLORESCE EM LUGARES LIVRES

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*João Firme

Nesses tempos dos meus 84 anos floridos, vivo pesquisando para deixar conhecimentos de uma profissão que teve o triste apelido de “picareta”, assim como “rabugenta”para quem defendia os direitos dos cidadãos e as “parteiras” concorriam com os médicos.

Na época, avarentos e sonegadores de impostos, que São Lucas recomendava o pagamento do “Dai a Cesar o que é de Cesar”, impossibilitavam investimentos em obras sociais pela ”Pátria” pela qual, se preciso, morremos na esperança. Aconteceu no dia 15 de junho de 1982, às 20h no Palácio Piratini (matéria publicada no Correio do Povo), a posse da primeira diretoria da Federação Nacional de Agências de Propaganda, pela qual lutei como “lobo” para existir na forma da lei 4.680/65 a profissão de Publicitário e normalizar o mercado.

Minhas ideias de um mundo melhor foram respaldadas por Antonio Mafuz, meu paraninfo de Relações Públicas na FAMECOS em 1973, o capixaba Hesíodo Andrade, o passo-fundense José Daltro Franchini, os paulistas Luiz e Mauro Salles, o goiano Zander Campos, o mineiro Alvaro Rezende e o brasiliense Dário Rezende.

Prestigiaram a solenidade o então vice-governador Octávio Germano, o Secretário Extraordinário Roberto Eduardo Xavier e cerca de 50 empresários. No seu pronunciamento, o governador Amaral de Souza, palmeirense de valor, declarou que “o governo é o maior anunciante do país, mas se vale da Propaganda para informar, esclarecer, educar, para motivar e orientar a população”. E enfatizou que “Propaganda“ é sinônimo de inteligência e imaginação criadora, mas que esta só floresce em sociedades livres, e que não pode ser um instrumento manipulado pelo Estado, e sim em benefício da sociedade. Disse ainda que já venceu preconceitos e usa a Propaganda dentro de princípios morais e éticos.

Na qualidade de presidente do primeiro Sindicato de Agências no Brasil e Secretário-Geral da Fenapro, agraciei o  governador do Estado do Quero-Quero, com o Galo de Ouro de Gramado, lembrando que a cidade das hortênsias, da qual sou Comendador e Cidadão, seria transformada pelos publicitários brasileiros e latinos no ponto de avaliação e premiação da criatividade da Propaganda Ética e Social. O arcebispo Dom Cláudio Kolling nos abençoou sob lágrimas de alegria. Um “viva” com o Vinho de Cristo.

*Publicitário e Jornalista

ESTÁ FALTANDO OTIMISMO ÀS PESSOAS – Artigo de Roberto Duailibi

A crise econômica mexe com a vida de todo mundo. Quando ela perdura, insiste em não terminar, acaba afetando a todos. É como se uma enorme sombra insistisse em pairar sobre nossas cabeças, a despeito de estarmos todo o tempo buscando a fresta do sol. A falta de boas notícias, o desemprego e o dinheiro curto não promovem apenas ajustes nos nossos orçamentos, mas nas nossas vidas. É como se o povo brasileiro, reconhecido por seu espírito alegre, criativo e amistoso, tivesse passado por uma profunda transformação. Mas não podemos deixar que isso aconteça. Precisamos, todos os dias, buscar nas pequenas coisas, nos pequenos prazeres da vida o otimismo que existe dentro de todos nós.

O ditado de que é na crise que surgem as oportunidades certamente foi criado a partir da perspectiva que algumas pessoas têm em enxergar sempre o lado bom da vida. Se a gente analisar as coisas do ponto de vista histórico, sempre houve e sempre haverá motivos para se olhar para a vida com pessimismo ou com otimismo. No fundo, há muito mais razões para ver o lado bom e não se deixar contaminar por pessoas e pensamentos negativos. Essa forma de agir e pensar certamente diferencia pessoas e empresas na condução de suas histórias.

Em vez de esperar que as coisas aconteçam, eu prefiro esperançar, que tem o significado de almejar, sonhar, agir, fazer com que ao meu redor haja uma aura positiva, gente animada e disposta a olhar para o mundo de uma forma diferente. Do contrário, estaremos sempre produzindo uma onda de pessimismo que não nos levará a nada. No caso da economia, por exemplo, os especialistas sempre dizem que todo ciclo ruim, mesmo que pouco se faça para revertê-lo, em determinado momento, atinge o ponto máximo e reinicia um movimento contrário, promovendo uma nova etapa de crescimento. É nisso que temos de nos apegar e acreditar.

O Brasil já passou por inúmeros momentos como estes e certamente já está reencontrando seu caminho. Quando, em 1968, decidimos abrir a DPZ Propaganda, por exemplo, boa parte das pessoas à nossa volta desaconselhou. Afinal, vivíamos em meio ao regime militar, sob censura, pouco antes tinha ocorrido a reforma monetária com a criação de uma moeda nova e a economia estava em crise. Mergulhamos no trabalho, buscamos, por meio de nossa criatividade e ousadia, definir os caminhos de uma nova forma de fazer propaganda, a propaganda brasileira. Creio que nossa ousadia conquistou as pessoas, irradiou o nosso otimismo e nos permitiu crescer de forma sem precedentes no mercado.

É nisso que acredito. As pessoas precisam passar a confiar mais em seus potenciais, desengavetar projetos, pensar que sempre haverá espaço para as ideias. O Brasil oferece muitas oportunidades, há muita coisa a ser feita. Se em determinadas áreas a tecnologia está produzindo transformações, vamos olhar pelo lado positivo, que chances de negócios essas mudanças podem trazer? Como é possível se adaptar e surfar no novo momento? As respostas estão no quão otimista você consegue ser. O país precisa muito disso, de otimismo.

O poder transformador está na forma de ver as coisas. Quando se tem momentos de crise que perduram, o comportamento médio das pessoas muda, o humor desaparece, as pessoas sorriem pouco, são menos gentis. A agressividade, a disputa e a falta de bom senso, se acentuam. Por isso é preciso agir com maior tolerância, com ânimo, procurar entender o momento de cada um e tentar mostrar, de alguma forma, que com otimismo as coisas podem sempre serem vistas por outro ângulo.

Roberto Duailibi é publicitário e integrante da Academia Paulista de Letras (roberto.duailibi@dpzt.com.br)