ALAP | Associação Latino-Americana de Publicidade

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A PROPAGANDA E OS MINISTROS DO SUPREMO E DO TST

R7 BSB DF NACIONAL STF/EMBARGOS INFRIGENTES Ministra, Rosa Weber participa da segunda parte da sessão no plenário do STF, para analise dos recursos de crimes de lavagem de dinheiro, dos condenados no processo do mensalão, em Brasília. 27/02/2014. FOTO:DIDA SAMPAIO/ESTADAO

O dia 4 de abril de 2018, nesses tempos de longevidade que Deus me deu, entrou na minha história na Propaganda, minha paixão profissional. Fiquei atento à votação de Habeas Corpus para um ex-presidente e lembrei que, nessa casa máxima da Justiça, o SINAPRO-RS – quando eu era presidente nos anos 90  – obteve a primeira Súmula julgando inconstitucional a cobrança do CONFINS, o que beneficiou de imediato cerca de 100 agências que entraram na ação coletiva. Mas o que mais me surpreendeu foi a Ministra Rosa Weber, que votou pela condenação porque esta era a vontade do colegiado.

Recordo que, quando era Juiz Classista do TRT 4ª Região, a nossa Ministra Rosa Weber, de inteligência rara considerada por mim e os juízes concursados (meus colegas da 5ª Turma), me perguntou o motivo pelo qual, na categoria de Publicitário, havia enormes diferenças salariais e respondi que na Criação das Agências é onde se encontram Talentos e as multinacionais, quando os descobrem, oferecem salários altíssimos e ela ficou refletindo.

Entrei na Justiça do Trabalho depois que fiz uma campanha de propaganda de valorização da AMATRA – Associação dos Magistrados do RS, e fui convidado pelo Juiz Ronaldo José Lopes Leal, então presidente da associação referida, para entrar como classista dos empregadores. Gostei do desafio porque escrevia muito sobre direitos comparados da propaganda e da liberdade de imprensa e aceitei o convite. Fiquei pouco tempo na 7ª Junta, logo ingressei para o TRT e depois fui nomeado pelo presidente José Sarney e pelo Ministro da Justiça, Saulo Ramos, este construtor do CONAR e das Câmaras com o qual aprendi quando era convocado como Presidente do Sindicato das Agências de Propaganda do RS.

No Tribunal, me encontrei com os Juízes Gelson de Azevedo, Nestor Hein e o saudoso Antônio Firmo de Oliveira Gonzales, classista dos empregados e então presidente da Associação Riograndense de Imprensa, ferrenho defensor, com o Alberto André, da Liberdade de Expressão. Passamos a ser conhecidos por todos como os juízes da mídia, juntamente com o presidente do TRT que era o Juiz Ronaldo José Lopes Leal, mais tarde aposentado como presidente do Tribunal Superior do Trabalho.

E continuo acreditando que só a Justiça corrige os males da Política, que é necessária para vivermos em democracia.

Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. (Lamentações 3:21)

*Publicitário

Foto: Dida Sampaio/Estadão

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POR QUE OS CHINESES E JAPONESES VIERAM AO FESTIVAL MUNDIAL DE PUBLICIDADE DE GRAMADO?

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Um evento que é referência nacional em comunicação pelo Itamaraty corre o mundo.

Em 2005, compareceu o Ministro das Comunicações da China, Shi Xuezhi, que queria conhecer a nossa Auto-Regulamentação Publicitária e a metodologia para a propaganda dos Ministérios, Autarquias e Sociedades de Economia Mista do governo federal.

Celito de Grandi, Secretário de Comunicação do RS, presidiu um painel com a presença de um de um debatedor de Paris, Jacques Bille, presidente da Associação de Agências da França e transmitiu as informações solicitadas.

Alberto Freitas, diretor da Agência Matriz de Porto Alegre, foi o presidente desta edição e o Patrono Homenageado, Otávio Gadret, presidente da Rede Pampa de Comunicações do RS.

No Festival de Publicidade de Gramado de 2007, os Japoneses liderados pelo CEO da Dentsu na Ásia deram a surpresa, apresentando a Nova TV Digital no Brasil e o engenheiro Yhauso Takabashi que a criou. Ele deu um show de conhecimentos e foi convocado pelo Cônsul Japonês no RS para palestrar, no dia seguinte, para empresários associados da FIERGS – Federação das Indústrias e Empresas do RS.

Airton Rocha foi o Presidente. Ele é diretor da Martins+Andrade e Presidente da ALAP. Roberto Duailibi da DPZ&T foi o Patrono Homenageado. Duailibi é Conselheiro e presidente Emérito da ALAP.

* João Firme
Publicitário e Jornalista

A PROPAGANDA SÓ FLORESCE EM LUGARES LIVRES

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*João Firme

Nesses tempos dos meus 84 anos floridos, vivo pesquisando para deixar conhecimentos de uma profissão que teve o triste apelido de “picareta”, assim como “rabugenta”para quem defendia os direitos dos cidadãos e as “parteiras” concorriam com os médicos.

Na época, avarentos e sonegadores de impostos, que São Lucas recomendava o pagamento do “Dai a Cesar o que é de Cesar”, impossibilitavam investimentos em obras sociais pela ”Pátria” pela qual, se preciso, morremos na esperança. Aconteceu no dia 15 de junho de 1982, às 20h no Palácio Piratini (matéria publicada no Correio do Povo), a posse da primeira diretoria da Federação Nacional de Agências de Propaganda, pela qual lutei como “lobo” para existir na forma da lei 4.680/65 a profissão de Publicitário e normalizar o mercado.

Minhas ideias de um mundo melhor foram respaldadas por Antonio Mafuz, meu paraninfo de Relações Públicas na FAMECOS em 1973, o capixaba Hesíodo Andrade, o passo-fundense José Daltro Franchini, os paulistas Luiz e Mauro Salles, o goiano Zander Campos, o mineiro Alvaro Rezende e o brasiliense Dário Rezende.

Prestigiaram a solenidade o então vice-governador Octávio Germano, o Secretário Extraordinário Roberto Eduardo Xavier e cerca de 50 empresários. No seu pronunciamento, o governador Amaral de Souza, palmeirense de valor, declarou que “o governo é o maior anunciante do país, mas se vale da Propaganda para informar, esclarecer, educar, para motivar e orientar a população”. E enfatizou que “Propaganda“ é sinônimo de inteligência e imaginação criadora, mas que esta só floresce em sociedades livres, e que não pode ser um instrumento manipulado pelo Estado, e sim em benefício da sociedade. Disse ainda que já venceu preconceitos e usa a Propaganda dentro de princípios morais e éticos.

Na qualidade de presidente do primeiro Sindicato de Agências no Brasil e Secretário-Geral da Fenapro, agraciei o  governador do Estado do Quero-Quero, com o Galo de Ouro de Gramado, lembrando que a cidade das hortênsias, da qual sou Comendador e Cidadão, seria transformada pelos publicitários brasileiros e latinos no ponto de avaliação e premiação da criatividade da Propaganda Ética e Social. O arcebispo Dom Cláudio Kolling nos abençoou sob lágrimas de alegria. Um “viva” com o Vinho de Cristo.

*Publicitário e Jornalista

ESTÁ FALTANDO OTIMISMO ÀS PESSOAS – Artigo de Roberto Duailibi

A crise econômica mexe com a vida de todo mundo. Quando ela perdura, insiste em não terminar, acaba afetando a todos. É como se uma enorme sombra insistisse em pairar sobre nossas cabeças, a despeito de estarmos todo o tempo buscando a fresta do sol. A falta de boas notícias, o desemprego e o dinheiro curto não promovem apenas ajustes nos nossos orçamentos, mas nas nossas vidas. É como se o povo brasileiro, reconhecido por seu espírito alegre, criativo e amistoso, tivesse passado por uma profunda transformação. Mas não podemos deixar que isso aconteça. Precisamos, todos os dias, buscar nas pequenas coisas, nos pequenos prazeres da vida o otimismo que existe dentro de todos nós.

O ditado de que é na crise que surgem as oportunidades certamente foi criado a partir da perspectiva que algumas pessoas têm em enxergar sempre o lado bom da vida. Se a gente analisar as coisas do ponto de vista histórico, sempre houve e sempre haverá motivos para se olhar para a vida com pessimismo ou com otimismo. No fundo, há muito mais razões para ver o lado bom e não se deixar contaminar por pessoas e pensamentos negativos. Essa forma de agir e pensar certamente diferencia pessoas e empresas na condução de suas histórias.

Em vez de esperar que as coisas aconteçam, eu prefiro esperançar, que tem o significado de almejar, sonhar, agir, fazer com que ao meu redor haja uma aura positiva, gente animada e disposta a olhar para o mundo de uma forma diferente. Do contrário, estaremos sempre produzindo uma onda de pessimismo que não nos levará a nada. No caso da economia, por exemplo, os especialistas sempre dizem que todo ciclo ruim, mesmo que pouco se faça para revertê-lo, em determinado momento, atinge o ponto máximo e reinicia um movimento contrário, promovendo uma nova etapa de crescimento. É nisso que temos de nos apegar e acreditar.

O Brasil já passou por inúmeros momentos como estes e certamente já está reencontrando seu caminho. Quando, em 1968, decidimos abrir a DPZ Propaganda, por exemplo, boa parte das pessoas à nossa volta desaconselhou. Afinal, vivíamos em meio ao regime militar, sob censura, pouco antes tinha ocorrido a reforma monetária com a criação de uma moeda nova e a economia estava em crise. Mergulhamos no trabalho, buscamos, por meio de nossa criatividade e ousadia, definir os caminhos de uma nova forma de fazer propaganda, a propaganda brasileira. Creio que nossa ousadia conquistou as pessoas, irradiou o nosso otimismo e nos permitiu crescer de forma sem precedentes no mercado.

É nisso que acredito. As pessoas precisam passar a confiar mais em seus potenciais, desengavetar projetos, pensar que sempre haverá espaço para as ideias. O Brasil oferece muitas oportunidades, há muita coisa a ser feita. Se em determinadas áreas a tecnologia está produzindo transformações, vamos olhar pelo lado positivo, que chances de negócios essas mudanças podem trazer? Como é possível se adaptar e surfar no novo momento? As respostas estão no quão otimista você consegue ser. O país precisa muito disso, de otimismo.

O poder transformador está na forma de ver as coisas. Quando se tem momentos de crise que perduram, o comportamento médio das pessoas muda, o humor desaparece, as pessoas sorriem pouco, são menos gentis. A agressividade, a disputa e a falta de bom senso, se acentuam. Por isso é preciso agir com maior tolerância, com ânimo, procurar entender o momento de cada um e tentar mostrar, de alguma forma, que com otimismo as coisas podem sempre serem vistas por outro ângulo.

Roberto Duailibi é publicitário e integrante da Academia Paulista de Letras (roberto.duailibi@dpzt.com.br)

PROPAGANDA X PUBLICIDADE

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Perdemos Belmiro Zaffari, grande empreendedor voltado à Propaganda Ética e Social, nosso norte. Por convite do seu Tio Danilo Zaffari, fundamos a Unesul Turismo em 1966 com capital majoritário em meu nome. Encerrei as atividades da Minuano Propaganda que fundei em 1958 e havia sofrido um enorme prejuízo com a realização da EFAP – Exposição dos Financiados da Aliança para o Progresso, no final de dezembro de 1965 quando eu e o Marco Antonio Kramer (trabalhávamos juntos na minha agência) éramos formandos da primeira turma de Propaganda da FAMECOS, junto com o Plinio Cabral, chefe da Casa Civil do governo Meneghetti. Ele desenhou a EFAP porque havia conseguido financiamento da Aliança para o Progresso em 1964 para o asfaltamento da estrada da Produção, uma obra fantástica do Brizola. Mas com a EFAP ficou pra mim a realização de um sonho, que era fazer um curso na Voice of América na capital do presidente Kennedy. E graças à EFAP, minha esperança se concretizou depois de 10 dias de treinamento intensivo no jornalismo e propaganda em Washington.

Com a Minuano, conquistei a conta do grupo Unetral e Unesul Transportes, o maior do sul do Brasil com ramificações no Uruguai e Paraguai e, a pedido do Danilo, fui a Erechim para motivar o talentoso Belmiro em 1966 a trocar a profissão de professor  para assumir o comando do  empreendedorismo da família Zaffari do Planalto e da Unesul Turismo, que deixei em 1967 voltando à Propaganda, quando fundei a Arauto Publicidade. O Danilo estava enfermo por acidente sofrido num rally automobilístico, não conseguiu controlar o “diabetes” para curar a perna ferida e sentiu que sua vida estava terminando.

Muito inteligente, estudioso de fatos sociais, o Belmiro admirava a mídia e jornalistas que escreviam sobre economia e davam informações exclusivas de interesse da sociedade.

Aos domingos de 1968 a 73, eu estudava Ciências Jurídicas e Sociais na UPF, corria com o Belmiro no Parcão e nos dias chuvosos nos encontrávamos por volta das 10h30min com o colega Fernando Albrecht, que ele admirava como eu, no Restaurante Liliput ou Rex e o assunto girava em torno do desenvolvimento da indústria da comunicação no RS, SC e Paraná.

Num desses Encontros, perguntei para o Belmiro qual a diferença entre Propaganda e Publicidade? Sem pestanejar esclareceu: “A Propaganda é Ética e Social, a Publicidade muitas vezes é antiética e corrompe profissionais que dela vivem”. O Fernando anotou a afirmação. Eu, como presidente do Sindicato das Agências de Propaganda no RS, levantei da cadeira e cumprimentei-o com alegria.

Em 2007, fui motivado por uma gráfica que queria ajudar o Instituto Ver Hesíodo Andrade, a ONG da Propaganda, a contar para uma jornalista cases da minha trajetória na Propaganda e na Justiça e o depoimento do Belmiro Zaffari que a jornalista Clarice Ledur conseguiu está no meu livro beneficente “Causas e Concausas da Vida de um Comunicador” na página 126: “João Firme foi o lançador do Turismo Empresa, pois até a época de 1967, somente existia turismo com características familiares.’

Recordarei no livro 2, que será lançado em Paris no dia 21 de setembro na Embaixada do Brasil, que desenvolvi um projeto rentável para a Unesul Turismo comprando diárias em apartamentos de hotéis 4 e 5 estrelas em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Gramado e passagens da VASP para usá-las em 90 dias. Pagava à vista com aportes da Unesul Transportes. Depois fazia alguns anúncios em jornais e rádios com os menores preços do mercado e vendia rapidamente para grandes empresas. Foi uma “dinheirama” de lucro mensal.

Foi por isso que escrevi o artigo “Turismo sem Propaganda não Existe” que ganhou reprodução na mídia nacional e internacional.

Com o Belmiro Zaffari que está me esperando no céu, “quero trazer à memória o que me pode dar esperança”. (Lamentações 3:21)

*João Firme é publicitário e jornalista

RAUL RANDON DA PROPAGANDA

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Um amigo do bem nos deixou nesses tempos que vivemos e nos encontramos na eternidade com Deus. Foi assim que disse o Paixão Côrtes por telefone, enfatizando que ele era o melhor na Propaganda Social, pois todas as mensagens que fazia no programa “Cidade Gaúchas”, de exportação para três estados na década de 60, eram de otimismo no Brasil e da participação da sociedade na ajuda ao terceiro setor.

Comecei a trabalhar com a Randon conhecendo seu irmão engenheiro Ercilio, que cuidava da imagem da empresa e meus encontros com o Raul começaram acontecer no centro das indústrias onde eu frequentava semanalmente para produzir um programa que idealizei na TV Piratini com o nome “Caxias na TV”, baseado com o que aprendi na “Voice of América” em 1965 como formando de Publicidade da primeira turma da PUCRS, estágio ocorrido em setembro para divulgar a Exposição dos Financiados da Aliança para o Progresso e poder convidar a Jacqueline Kennedy para vir inaugurar a EFAP no Parque de Exposições em dezembro de 65, o ano da revolução que nos tirou a liberdade de imprensa.

O “Caxias na TV” idealizei depois de constatar que, nos EUA, a imprensa dos condados (cidades) tinha 60% de preferência, pois cada município tinha interesse de destacar a Cultura e a Arte onde se encontra talentos. O ex-prefeito Hermes Weber gostou da ideia e me disse que só um homem poderia tornar realidade minha ideia semanal na TV Piratini. E após visitar o Raul, ele me levou para a Federação das Indústrias presidida pelo Cipola e após minha explanação perguntaram o preço da TV do Chateubriand e cobriram os custos em minutos. O programa que era para apenas três meses durou mais de um ano com escolas de ballet, Sing House, CTGs, músicos, empresários e locutores na apresentação aos domingos de manhã.

Certo dia, o seu Raul me convidou para abrir a filial da Minuano Publicidade em Caxias do Sul, para atender a conta da empresa.  Recusei informando-o que tinha um projeto de vida e, em 1973, no ano do convite eu estaria recebendo dois diplomas universitários: Ciências Jurídicas e Sociais em Passo Fundo e Relações Públicas na PUCRS. Ele ficou surpreso com o que relatei e mandou abrir uma champanhe do Michelon, com quem tive a conta. Sugeri a Martins+Andrade, pois trabalhava com o Hesíodo Andrade na ABAP e no Sindicato, um capixaba de valor.  Ele aceitou a minha indicação e a Martins foi a primeira agência de Porto Alegre com filial em Caxias.

Já premiei o projeto social FLORESCER na Caravana da Comunicação Social e pretendia premiar outro extraordinário que tem na Edição Extra do Festival de Publicidade de Gramado em Paris no dia 21 de setembro.

Prêmios por ser empresário, empreendedor autêntico e simples, voltado para o trabalho com solução para o crescimento do Brasil, creio que ele é o primeiro no nosso Estado onde ele investe sem medo. Vivo hoje, Raul Randon, mas amanhã poderei estar contigo na santa paz.

João Firme é Publicitário e Jornalista

FOTO: Randon/Divulgação

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Publicação original do Jornal do Comércio de 6 de março de 2018.

PROPAGANDA ABRIU A IGREJA DE HAVANA NO NATAL

*João Firme

Em 1992, fui inaugurar um capítulo da ALAP em Cuba, que ficou com a agência estatal Publicitur, que tinha filial em São Paulo para vender turismo, principalmente em Varadero, pérola das águas do Caribe. No dia 24 de dezembro, participei de um Congresso de Publicidade no hotel Nacional e, na minha intervenção no painel com um argentino e um espanhol, declarei que, quando estudava propaganda em Porto Alegre na Famecos, me inscrevi para cortar cana nas férias de janeiro e fevereiro em Cuba, mas não consegui pelo mar de estudantes que se apresentou.

Finalizei que vinha de um país fantástico com liberdade de imprensa, mas com problemas terríveis de crianças e adultos morrendo de fome e frio nas ruas, fatos que não vi neste país, pois nas ruas falava com pessoas com esperança de dias melhores. Fui aplaudido de pé demoradamente por cerca de 800 participantes de inúmeros países latinos. O jornal Grama e a televisão oficial me chamaram para entrevistas, ignorando outros colegas conferencistas da Argentina e Espanha.

No Natal, visitei a agência Publicitur pela manhã e entreguei presentes (sabonetes, cremes dentais e quatro pares de tênis) para a diretoria composta por quatro publicitários com duas universidades cada um, e na conversação enfatizei que no meu país se comemora o Natal, é dia de presentes e cristãos oram nas igrejas para Deus dar a paz e o amor. Argumentei que o único sentimento que levava da ilha do vovô Fidel era não poder rezar na Catedral de Havana para terminar os embargos às importações e deixar seu povo viver sua cultura. Convidado para almoçar no Emiguai, o restaurante mais visitado pelos intelectuais, recebi a notícia que a Igreja estaria aberta após o almoço por meia hora para orar por Cuba e pelo Brasil.

Quando me deixaram no hotel, me avisaram que às 20h teria uma “cena” especial no restaurante francês “Bonaparte do Nacional”. Ao entrar, vimos uma decoração verde e amarela e médicos, biólogos, engenheiros, químicos, físicos, advogados, publicitários e jornalistas das agências, todos vestidos com camisetas com a bandeira da minha idolatrada pátria. O jantar à luz de velas no fino hotel foi abrilhantado pelo conjunto Los Panchos, que entre as músicas interpretou: “Tico-Tico no Fubá”, “Amélia”, “Felicidades”, “Nervos de Aço” (as duas últimas de Lupicínio Rodrigues) e “Jacaré” do Paixão Cortes. Um conjunto de cordas com várias músicas latinas terminou a inesquecível ”ceia de natal” com “Noite Feliz” e “Aquarela do Brasil”. A minha mulher Eloah, que me aguenta há 52 anos, chorou muito abraçada comigo e os doutores cubanos.

       *Jornalista e Publicitário

PROPAGANDA PREMIADA DE PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS

*João Firme

Louvável a iniciativa da primeira-dama do RS, senhora Maria Helena Sartori, de contratar uma agência de propaganda para idealizar um concurso de trabalhos voltado à prevenção da violência ou ao “bullying” nos colégios e premiar as melhores peças de propaganda neste sentido.

Este tema da cultura faz parte do Prêmio de Criatividade Profissional da 2ª Edição Extra do Festival de Gramado em Paris, dia 21 de setembro de 2018, na Embaixada do Brasil. A melhor peça publicitária dessa área receberá o cobiçado Galo de Gramado Paris.

Lembro de meu pai, criado por família alemã de Panambi-RS, onde trabalhou na “roça” até conseguir emprego de “tuco” na Viação Férrea, e da mamãe, que contava que fui salvo por leite de mãe preta. Ela dizia que eu deveria rezar sempre para Nossa Senhora Aparecida, que ajudou em sua fé a minha sobrevivência e, depois, a convivência como “guri”, junto com deficientes visuais e autistas descendentes de nações de Chopin, São Francisco de Assis e do Paizinho Russo no colégio Visconde de Cairu de Santa Rosa de Lima.

Com a triste Segunda Guerra Mundial, se instalou a violência com a caça às “bruxas”, principalmente aos coleguinhas germânicos e italianinhos, e muitas vezes “peleava” e apanhava por eles, ao ponto de um dia ter chegado em casa com hematomas e meu pai se armou e foi ao Visconde de Cairu se oferecer para exercer a guarda voluntária.

Parabéns grande senhora Maria Helena Sartori pela feliz iniciativa.

Acreditemos no Brasil.

Pela Pátria, morremos na esperança.

      * Publicitário e Jornalista

PROPAGANDA PARA EVITAR A MORATÓRIA

        *João Firme

O que disse em Porto Alegre, Rodrigo Maia, foram verdades nuas e cruas sobre o que vai acontecer se não corrigirmos os rumos da Previdência e da Justiça do Trabalho foi sublinhado pelo erro do governo não ter recorrido à Propaganda para  conhecimento público da importância das reformas para a continuidade do crescimento da economia,caso contrário vamos para o fundo do poço com “super- inflação” e veremos de costas o Clube de Paris e o FMI.  Entrevistamos e convidamos juristas internacionais para virem participar de Seminários em Gramado e Passo Fundo entre  os quais, Rafael Caldeira da Venezuela,ex-presidente do país de Simon Boiliviar  que foi um dos redatores mais avançados em Justiça do Trabalho no tempo em que  Getúlio Vargas sancionou a lei da nossa Justiça do Trabalho até então,uma das melhores do mundo e por isso permancem na constituição;  o peruano Montenero Baca, estudioso de leis sociais trabalhistas e amigo de Alcione Niederauer Correa,Juiz do Trabalho em Passo Fundo em 1973 e das mãos dele recebemos nosso diploma   de Ciências Jurídicas e Sociais da UPF;  Francisco Arrazures de Santiago do Chile, Silvio Vioti de Buenos Aires, Oscar Arias da Costa Rica(prêmio nobel da paz e duas vezes presidente da república costarricense)), e os grandes juristas brasileiros:  Vitor Russomano e  Coqueijo Costa que “arrasaram” em Gramado no Seminário de Direito do Trabalho da América Latina, idealizado pelo Juiz José Brunes, presidente do TRT da 4ª Região, quando éramos Juiz Classista substituto da 5ª Turma e fomos o relações públicas do evento por designação.

Sobre a Previdência, o BID-Banco Interamericano de Desenvolvimento Econômico, desembarcou em Porto Alegre em agosto de 2004,com o  médico sanitarista Tomas Engler e  na ARI-Associação Riograndense de Imprensa firmou convênio com  ALAP-Associação Latino-Americana de Publicidade para conscientizar as agências de propaganda da América Latina e do Caribe para criarem anúncios de responsabilidade social(cultura,arte,saúde,sustentabilidade ambiental, desing e artes gráficas, prevenção às drogas, valorização do idoso,liberdade de imprensa, propaganda de Bem Público e de Criatividade Política). Idealizamos o Prêmio Universitário Internacional de Gramado,paralelo ao Festival de Gramado de 2005 e o primeiro tema  foi do BID , Valorização do  Idoso na Sociedade, pois o Brasil será até 2020 o país que terá a maior população de aposentados com saúde e o Chile e o Uruguai estão  no nosso caminho. O vencedor, um jovem da Universidade Uniara de Marília conquistou do júri,o  Galo de Ouro e 1 mil  500 dólares entregues´pelo médico Panamenho,Tomas Engler. O anúncio foi de  Jornal. A FAMECOS/PUCRS recebeu Galo de Ouro na mídia de Rádio.

Na reunião fechada em Gramado com o médico,diretor do BID em 2005 com dirigentes de Sindicatos de Agências ele nos disse que a Previdência com aposentadoria entre 50 e 60 anos será a causa do empobrecimento de muitas nações latino-americanas.

 Com referência ao que o deputado do DEM,Rodrigo Maia afirmou da Justiça do Trabalho foi uma reprise da conferência do ministro dos TST,Gelson de Azevedo que assistimos na Associação de Dirigentes Cristãos  na última quinta-feira de outubro quando   enfatizou com simplicidade e autenticidade que toda lei é ambígua e a transformação que defendia é dentro de uma nova realidade requerida pela sociedade para que o país tenha  desenvolvimento e os empresários mais segurança jurídica.

 Na  constituição  continuam todos os direitos dos trabalhadores,disse ele. Para quem não sabe, o ministro Gelson é de uma linhagem de publicitários,pois seu pai foi diretor financeiro por mais de 30 anos do Correio do Povo e somos  testemunho quando éramos presidente do Sindicato das Agências de Propaganda  no RS, da sua preocupação com as pequenas agências que perdiam o direito de veicular por atraso de pagamento das faturas dos anunciantes.  Trabalhamos juntos com o seu irmão Gilberto que foi fundador da Texto & Arte Propaganda e mais tarde Juiz Classista numa das Juntas de CJT  de Porto Alegre  e ainda vive praticamente sem visão pelo dibetis  e glaucoma. Gilberto de Azevedo, ex-colega da 5ª Turma do TRT que nos ajudou  em Acórdãos, palestrou dia 9 de junho num evento paralelo pela manhã no Festival Gramado no dia 9 de junho e ouvimos dele que o autor do projeto da Transformação é o jurista Ives Gandra, presidente do TST, acrescentado: “Pelas ideias de acompanhar os fatos sociais para a realidade do julgamento, fui incumbido pela JT para estudar na França e na Espanha para dirigir depois que aprovada a lei  a Escola da Magistratura onde terei que dar aulas para colegas magistrados e recusei o cargo de diretor,preferindo ficar como co-criador.” -Na transformação, teremos o Enunciado que vale para centenas de ações e a redução da sucumbência dos honorários advocatícios encargo do empregador que  passará pelo valor da causa apurada em sentença após o parecer do  perito quando o pedido envolver horas extras,”horas “in itineri” e equiparação salarial.Os empresários condenados pela JT e que não podem mais prosseguir empreendimentos porque as negativas são positivas recebem a lição que serve para novos: todo contrato de compra e venda de uma empresa tem que constar um cláusula de responsabilidade a partir da data da compra e assim serão salvos de reclamatórias de antigos empregados. O empresário que faz o bem é o que humaniza a empresa.

        *Publicitário e Jornalista

A PROPAGANDA MUDA NA POLÍTICA

*João Firme

Decidi liberar este suelto que deixei no prelo há algum tempo, pois estava esperando a paz e o crescimento da economia com a ampliação de empregos e na certeza que a política continuará como instrumento da democracia.

Certa vez fomos procurados por um advogado ilustre de Santo Antônio da Patrulha, de nome Curi, para que nossa agência Arauto idealizasse uma campanha para as vendas de dezenas de terrenos junto à praia de Tramandaí, onde o domínio era de areia. Quando apresentamos os “layouts”, conhecemos o diretor de marketing da firma do Curi: o jovem advogado Eliseu Padilha.

Ele contestou o nome de Nova Tramandaí e tivemos muito trabalho para convencê-lo, embora seu sócio tenha concordado e desafiou-nos a vender, com a mídia proposta, 20% da nova praia entre 15 de novembro e 30 de janeiro do ano seguinte, sob pena de perdermos a conta.

Entregamos o briefing ao Paixão Côrtes, que nos dava ideias e ele nos aconselhou um desenho animado com uma criança olhando num binóculo (miragem) com outros “niños” na praia e a mensagem: “Aqui terá parque de diversões e campo de futebol”. No planejamento, incluímos o lançamento na ARI e justificamos que lá era o palco para isso, pois os empreendedores de balneários estavam muito desacreditados e argumentamos que, para falarmos com o Alberto André, onde éramos diretor de patrimônio, a Nova Tramandaí deveria doar dois terrenos. O André concordou e a coletiva aconteceu com o atual ministro confraternizando com inúmeros comunicadores que, aos sábados, frequentavam o Bar que hoje é o Encontro do Bem Érico Veríssimo. A credibilidade da ARI resultou no bumerangue da propaganda e, 30 dias antes do prazo, o Dr. Padilha convidou a equipe de criação para uma peixada e foi para a cozinha. Como cliente, nunca discutiu os preços internos do material de produção e nem das tabelas dos veículos, confiança total na agência.

O então empreendedor era uma pessoa alegre e passou a frequentar meu apartamento com a esposa e suas lindas filhas que brincavam com os meus dois “guris” na Comendador Coruja e me arguia das minhas ideias sobre propaganda social, Festival de Gramado, Exposição dos Financiados da Aliança para o Progresso em 1965 que promovi como formando em Propaganda da FAMECOS/PUCRS, dos meus quatro diplomas universitários, liderança sindical, enfim, dissecava com categoria minha vida como se fosse do MP, CNI ou da Polícia Federal e jamais tocou em política.

Os terrenos da ARI, o Padilha recomprou para ajudar a entidade que não podia construir.

Somos todos Propaganda.

*Publicitário e Jornalista