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ARI RECEBE MAIS UMA EDIÇÃO DO ENCONTRO DO BEM

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Da esquerda pra direita: José Amadeu Vargas, João Firme, Noara Bernardy Lisboa, Luiz Adolfo Lino de Souza e Saulo Bornhorst

Foi realizado na manhã do dia 15 de dezembro o “Encontro do Bem – Natal Solidário”, na sede da ARI (Associação Riograndense de Imprensa) em Porto Alegre, no auditório Hipólito José da Costa. O evento foi em benefício ao Instituto Ver Hesíodo Andrade, ONG que busca reduzir a cegueira precoce através do Teste do Olhinho e de sessões de estimulação e reabilitação visual em crianças de 0 a 10 anos.

O Teste do Olhinho foi o tema vigente no Encontro do Bem. Um dos fundadores do Instituto Ver em 2007, o oftalmologista José Amadeu Vargas afirma que o procedimento é simples, consistindo numa luz para a avaliação ocular que testa o reflexo, citando como exemplo os olhos vermelhos nas fotografias que ressaltam suas normalidades e reforçando a afirmação de que as pessoas enxergam com o cérebro. “A visão é o apêndice do cérebro, é como se fosse máquina fotográfica. O olho só capta”, explica didaticamente o médico do Hospital São Lucas da PUCRS, que enaltece aqueles que não têm problemas oculares. “Se vocês têm 20% de visão, vocês são reis”, exclamou Amadeu.

O pediatra e diretor técnico do Hospital São Lucas da PUCRS, Saulo Bornhorst, destacou a importância da prevenção e monitoramento desde a gestação até o milésimo dia de vida da criança, alertando para o pouco caso do Brasil com relação às ações para evitar doenças, como o Teste do Olhinho. “A prevenção garante uma vida mais plena e mais fácil. O cego encontra mais barreiras porque nosso mundo é extremamente visual”, complementa, citando as pesquisas do médico epidemiologista gaúcho César Victora, que desde a década de 80 faz recomendações sobre amamentação e nutrição fundamentais para prevenir a mortalidade infantil pelo mundo. “Victora pode ganhar o primeiro Nobel de Medicina do Brasil”, prevê Bornhorst.

Representando o Ministério Público, a Procuradora de Justiça Noara Bernardy Lisboa se mostrou surpresa com a consequência de sua atuação no inquérito sobre o Teste do Olhinho na década passada. “Esse momento é muito especial para mim”, se emocionou Noara, que trabalhou seis anos na área da saúde, período no qual aprendeu, nas reuniões realizadas com médicos, o quanto eles são objetivos para detectar as falhas do sistema e propor correções e mudanças muitas vezes de baixo custo, que podem fazer a diferença na vida de incontável número de pessoas, como no caso do Teste do Olhinho. “Os médicos veem o sofrimento todo o dia e não têm tempo a perder”, justificou a procuradora.

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João Firme palestrou para os presentes

O presidente do Instituto Ver, João Firme, se lembrou do esforço do amigo e tradicionalista Paixão Côrtes, morto em agosto, em oficializar em 2007 a lei municipal do Teste do Olhinho em Porto Alegre. “Ele ia pilchado aos vereadores e botava o dedo na cara de todo mundo, até aprovarem a lei”, se diverte Firme, que revelou o objetivo para o próximo ano da realização do segundo curso de formação de novos técnicos a fim de executarem o Teste do Olhinho e as sessões de reabilitação e estimulação visual para crianças. “Precisamos de 10 mil reais e temos a intenção de realizá-lo em abril”, explicou o presidente do IVER. O primeiro curso ocorreu em 2010 na Clínica Lavinsky, na capital gaúcha.

O presidente da ARI, Luiz Adolfo Lino de Souza, encerrou o evento ressaltando a aula dos palestrantes que envolveu Jornalismo, Direito e Medicina. “Com essa energia, disposição e persistência, sempre se consegue alguma coisa de positivo”, declarou Adolfo.

O próximo Encontro do Bem acontecerá no Asilo Padre Cacique na quarta-feira, dia 19 de dezembro, às 10h da manhã.

TEXTO E FOTOS: Marco Maciel

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