ALAP | Associação Latino-Americana de Publicidade

Artigos

LUÍS AUGUSTO LARA, O PRIMEIRO PUBLICITÁRIO DOS INCENTIVOS FISCAIS

*João Firme

No dia 30 de março de 2007 na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, aconteceu a posse da primeira diretoria do Instituto Ver Hesíodo Andrade, prestigiada pelo saudoso ministro do Trabalho Arnaldo da Costa Prieto e pela presidente da casa, vereadora Maria Celeste. Na pauta, estava um ineditismo: a entrega das carteiras de Publicitário da ALAP de identificação nacional, que foram destinadas para Luis Lara, provando que, durante a lei 4.680/65, trabalhou apresentando programas no Rádio em Bagé, terra do general Médici.

Seguindo a conquista do Lara, estavam orgulhosos com o documento de Publicitário, o bageense Luiz Coronel; Marco Antônio Kraemer oriundo de Antonio Prado, meu colega de turma de jornalismo da FAMECOS de 1965 e de serviço comigo na Minuano Publicidade; e Airton Rocha, ex-vice-presidente da Associação Riograndense de Propaganda e do SINAPRO – Sindicato das Agências de Propaganda no RS. Falou em nome dos laureados o Luiz Lara, defendendo que, se fizesse Propaganda para a Sociedade aplicar os incentivos fiscais para o terceiro setor no Rio Grande do Sul, não deixaria escapar milhões para outros estados.

Na presidência do Rotary Beira Rio em 2008, a Fundação Mauricio Sirotsky Sobrinho me pediu que desenvolvesse um evento para informar aos Rotarianos do estado que na grande maioria são empresários e têm direito a incentivos fiscais para o fundo da criança e do adolescente. Aprovado meu plano de trabalho de conscientização pela publicidade, realizei em Gramado, no hotel Serra Azul em março de 2008, o seminário “O que o Rotary e a Sociedade podem Fazer pela Criança de Rua?“. Compareceram 20% a mais do previsto, com os governadores dos três distritos e de quebra um do Uruguai, que se encantou pela ideia e a levou nossa lei para o Mujica aprovar.

Na mesa de trabalhos, estavam o Delegado da Receita Federal, a Presidente Nacional do Movimento de Abrigo à Criança de Rua e um Pastor, presidente Associação pró–divulgação dos incentivos fiscais, entidade idealizada pela grande mulher e antropóloga Ruth Cardoso, e dizem é dela a autoria das Leis 9.249 e 9.250/12/95, beneficiando o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente.

No inteiro teor da lei, chegamos a ter 12% da pessoa jurídica, mas o “lobby” artístico foi forte e nos tiraram 6%. Protestamos com o Paixão Côrtes, conforme consta no meu artigo que idealizei e o Jornal do Comércio transformou em Caderno de Leis, publicado no dia 7/4/98 (reproduzido abaixo).

A proposta visava a identificação do doador via CPF ou CGC, evitando desvios na arrecadação desses montantes, envolvendo o abatimento de 1% do Imposto da Renda de pessoas jurídicas e uma redução de até 12% destas.

Mas o resultado do seminário foi surpreendente e o inesquecível Raul Randon, meu então cliente na Arauto que pertencia ao Rotary Centenário, saiu na frente com os empresários caxienses e as entidades sociais se fortaleceram, assim como o maravilhoso “Projeto Florescer”, um sucesso admirável no mundo que foi premiado no 5º Fórum Mundial de Comunicação Social da ALAP – Associação Latino-Americana de Publicidade, realizado em setembro de 2008 na FAMECOS/PUCRS. Soubemos que os dois Rotary de Santa Rosa (meu torrão colonial) tomaram como bandeira os incentivos e a APAE passou a ser grande beneficiada nos serviços sociais. E outros fizeram a mesma coisa. Em Porto Alegre, idealizei a Caravana da Comunicação Social com o objetivo de divulgar os incentivos fiscais para ficarem no RS.

Confesso que dei “pulos” de alegria quando vi o lançamento da campanha da Assembleia Legislativa, motivando os que têm imposto a pagar, deixando no Estado em que tudo que se planta cresce e o que mais floresce é o amor.

E recordei que havia convidado o Lara, junto com o Paulo Sergio Pinto em março de 2018, sem pedir auxílio ou patrocínio para ir à 2ª Edição Extra do Festival de Publicidade de Gramado em Paris, no dia 21 de setembro de 2018 na Embaixada do Brasil, para apresentar o evento, pois ele é ótimo nessa missão de radialista-comunicador. Lara receberia a primeira láurea Paixão Côrtes Celestial que a ALAP, com o Instituto Cavaleiros Farroupilhas idealizaram. E justifiquei o Preito de Gratidão, afirmando na conversação ao Lara que sua simplicidade e autenticidade pelas quais eu me espelhava eram notórias. Sublinhei que era seu fã televisivo quando apresentou um programa mostrando o desenvolvimento dos municípios gaúchos numa grande emissora de Porto Alegre, dentro da ideia do “Cidades Gaúchas” que o Paixão Côrtes produziu conosco na TV Piratini e era exportado semanalmente para a TV Tupi-SP, TV Continental-RJ e TV Recife-PE, patrocinado pela Randon.

As turbulências políticas não permitiram a saída dele para Paris em setembro de 2018. No convite entregue ao meu amigo Furtado do Cerimonial, sugeri o dia 13 de abril, um sábado, às 8h30min, na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, na abertura do 3º Curso de Habilitação de Técnico em Estimulação e Reabilitação Visual Infantil organizado pelo Instituto Ver com o apoio da ALAP e entidades da indústria da comunicação. Este Curso é gratuito para quem tem o ensino fundamental, de preferência para agentes de saúde, desempregados, idosos e imigrantes que queiram trabalhar por ”hora”.

Tomara que em todos os anos tenhamos Propaganda Ética e Social igual a esta da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, renovando a aplicação dos Incentivos Fiscais à Criança e ao Adolescente no Estado que os gaúchos acreditam e investem.

*Publicitário e Jornalista

incentivos fiscais-1

O INTERNACIONAL, GALINHADA E A PROPAGANDA

56373571_800928616951590_2235833246992564224_n

*João Firme

Dia 7 de abril, data do jornalista e da saúde. Pegando o gancho da véspera em que foram comemorados os 50 anos do Beira-Rio, e do último dia 4 com as 110 primaveras do Internacional, recordo meu envolvimento com o time do Falcão, o “o Rei de Roma”, meu ídolo no futebol e no Bem por ajudar o Instituto da Criança com Diabetes, projeto premiado em Paris na 2ª Edição Extra do Festival de Publicidade de Gramado, realizada no dia 21 de setembro na Embaixada do Brasil.

Minha agência Arauto tinha um criativo chamado Sergio Marques, que fazia a folheteria do time do Tesourinha nos anos 60 e ele era nosso modelo para divulgar obras sociais, doando seu cachê.

Saiu uma concorrência para a venda de 200 títulos patrimoniais para terminar o estádio e um dos itens dizia que a empresa vencedora teria um prêmio, cadeira cativa, se os títulos fossem vendidos antes de 90 dias.

Usamos somente a mídia impressa, orientando os corretores vendedores que aos domingos fossem aos morros e oferecessem “galinhadas” para 20 pessoas e aproveitassem o Clima de Alegria para faturar. Apareceu um turco, chamado Mansur com carta de referência do Saul, diretor das Óticas Precisão. Ele, além da comissão pela venda dos títulos, solicitou 30 galinhas e aos sábados e domingos formava filas para a “galinhada” com pães da padaria da irmã do então frei Irineu Costella, pároco da Igreja Santo Antonio, e após vendia os títulos. Em 60 dias foram todos.

E comemoramos com “galinhada” no morro da Tuca, terreiro do frei Costela, e a venda toda aconteceu um mês antes do prazo com os meus 17 criativos da Arauto. Transferi o prêmio para o funcionário Sergio Marques, que trouxe a conta do Internacional, sonho de todas as agências de propaganda para constar no portfólio.

Como não me envolvo com futebol e política, mas admiro os que são éticos e vencedores, continuo trabalhando para viver com esperança de um Brasil melhor, tudo o que a Sociedade quer.

*Publicitário e Jornalista

A PROPAGANDA E NICO FAGUNDES

IMG_9218

*João Firme

Nos três anos do seu passamento para a Estância do céu, recordo com orações do meu ilustre amigo poliglota e jurista de mão cheia, Nico Fagundes. Ele falava e escrevia em francês, inglês e espanhol com Cultura e Arte invejáveis. O Indiana, um café e chá da tarde na rua da Praia, era nosso ponto de encontro aos sábados onde me reunia com Paixão Cortes, Barbosa Lessa, Darci Fagundes, Lupicínio Rodrigues, Tulio Piva, Lamaison Porto, Rui Ramos, Rubens Alcântara, Carlos Nobre, Ernani Behs, Dilamar Machado, Paulo Ricardo e outros exponenciais da comunicação gaúcha. Na hora das artes, aplaudíamos o bandeonista argentino Malachias do Anibal Troilo, o conjunto do Braguinha com o flautista Plauto e o violonista Darci Alves que foi meu colega no 1º Regimento de Cavalaria Motorizada em Santo Ângelo e em dupla dirigíamos Tanques de Guerra.

Na mesa, o Nico era o comandante da coluna tradicionalista da Legalidade, assim como foi nomeado pelo Brizola. Ele se instalou com gaúchos ”guascas“ no Parque da Redenção, pronto para a “peleia” na defesa da constitucionalidade e fui preservado porque não sabia lutar com facão e boleadeira.

Mas não posso esquecer que as “belas da tarde” do Indiana queriam ser fotografadas com o Nico de cabelos encaracolados iguais aos meus, e o Paixão Cortes, o dono da cidade sorriso. Ele era como o Roberto Carlos.

Num dos fins de tardes de sábado, aconteceu com nós três uma brincadeira divertida com uma “garota café” na idade da “loba”, com os lindos olhos dos verdes pampas gaúchos, que perguntou para o Nico o que era gaúcho ”Guasca” e prontamente respondeu: “Macho!”. Mas aqui o primeiro é o Paixão, e ele sorrindo levantou a linda mulher como se fosse bailarino, acariciando-a no rosto com seu bigode, sua barba e ela retribuiu com beijos e fez questão de ser fotografada sentada no coxão direito do Paixão. E ele louco de faceiro. Que história!

Me inspirava muito na Cultura do Nico e, apesar dos meus quatro diplomas universitários e muitos cursos paralelos, como jornalista sou foca e rábula como advogado na frente do querido do gaúcho da cidade de Osvaldo Aranha.

Como repórter na Rádio Itaí com o João Aveline, Almir Acorsi e  Floriano Correa, sob a chefia do Rui Valandro, ouvi pelas cinco da manhã uma rádio pirata e coloquei no gravador de linhas a informação que o Perón estava preso numa belonave no Rio da Plata.

Para dar uma satisfação ao Cônsul Argentino, que protestou energicamente, me deram 15 dias de gancho.

Procurei o Nico e ele me aconselhou que aguardasse, pois a verdade sempre aparece e em uma semana ela foi confirmada e a Rádio voltou atrás me dando o cargo de subgerente com o Lorenzo Gabeline como gerente.

Na Propaganda, ele foi meu redator na Piratini do programa ”O Rio Grande que Quero” e produzia na Itaí um programa que vendi com facilidade: “Roteiro de um Compositor” com Lupicínio Rodrigues e Tulio Piva.

Na Constituição da ALAP – Associação Latino-Americana de Publicidade, me servi dos seus conhecimentos de Direito Internacional Público e Privado para conseguir o reconhecimento pelas leis brasileiras, pois éramos a primeira entidade no gênero, quando saiu do Chile, onde o Roberto Duailibi a fundou em novembro de 1979 no Congresso Latino-Americano de Publicidade.

Com a lei 4.680/65, idealizamos o primeiro Sindicato das Agências de Propaganda do Brasil e o Nico mais uma vez foi o meu professor na feitura do Estatuto.

Na crise que passamos com a Assembléia Legislativa, quando nosso advogado Apolinário Cardoso decidiu fazer uma Ação de Notificação para que se respeitasse a lei e a verba de Propaganda da Casa do Povo Riograndense passasse a ser licitada, o Nico foi para a casa do povo e se reuniu com os deputados a favor e contra e os aconselhou a respeitarem a Lei que era jovem e realizassem licitações para que uma ou duas agências administrassem a verba publicitária. Com a entrada do Zambiasi na presidência, o pleito do Sindicato foi atendido, assim como no governo do Amaral de Souza.

Mas ficaram dois sonhos dele e meus. A fundação de um CTG na capital astecal onde seu programa foi premiado em 2008 pela ALAP-México, quando promovemos a Edição Extra no Museu de Comunicação Nacional; e um em Paris, sonho acalentado desde 2004 quando promovemos, com a presença do governador Germano Rigotto, a 1ª Edição Extra do Festival de Gramado em Paris, quando o então Embaixador Sergio Amaral disse que havia clima para se ter um bom CTG na cidade da Cultura, por onde passou o Paixão Cortes com shows magníficos.

Voltarei a Paris dia 21 de setembro e, com o Dorotéo Fagundes e o Luiz Coronel, pretendemos definir a existência de direito e de fato do CTG Nico Fagundes em 2019, na capital dos Mariates.Talvez o Nico mande um chasque  dos céus para o Paixão entrar nessa causa cultural e social.

PS: Este artigo foi revisado pelo pesquisador e historiador Dorotéo Fagundes.

 *Jornalista e Publicitário

SE VOCÊ QUER SER UNIVERSAL, CANTE SUA ALDEIA NA PROPAGANDA

Parafraseando Tolstói: construí este suelto. A revolução tecnológica que ocorre no mundo, especialmente no que se refere aos meios de comunicação, deverá contribuir para uma sociedade melhor. Esse quadro de democracia eletrônica facilita o quadro de contato com o público, fazendo surgir um novo consumidor, o digital, que, plugado às novas alternativas de comunicação, vai poder consumir melhor, com menor custo e maior facilidade. E para o novo consumidor, que é o básico da propaganda, devemos estar preparados para levar a informação, cada vez mais especializada e mais dinâmica. Construindo um panorama neste século, destacamos que tudo está mudando: profissionais, agências, relações comerciais, até mesmo a linguagem e, obviamente, a própria sociedade. Depois da agricultura, da revolução industrial e da era da comunicação, que são as três primeiras ondas, surge um novo “fenômeno” que sustenta, apoiado em seis correntes: a globalização, a exigência por resultados, a tecnologia digital, o valor do tempo, a fragmentação e o resultado conhecido.

O Festival de Gramado no final do século XX teve uma palestra do inglês Michael Arlen, que tinha uma empresa com 500 designers em Londres. Ele profetizou que, até 2020, não existiria mais a profissão dele como a conhecemos. Passou o tempo, e o designer continua cada vez mais forte e está no mundo digital (os pôsteres e embalagens não vão desaparecer tão cedo).

Roberto Duailibi, outro ás da Publicidade, declarou em Gramado, quando Patrono do Festival de 2007, que existiria uma linguagem latino-americana universal, lembrando o fato que o mercado do Sul está no “olho do furacão” de um novo, enfatizando que a atual geração tem oportunidades, como nenhuma outra, de dar uma grande virada criativa, alertando para o respeito às particularidades e à cultura de cada região, de cada país, citando novamente Tolstói: ”Se você quer ser universal, cante sua aldeia”.

João Firme – Publicitário e Jornalista

A ÉTICA E O SOCIAL NA PROPAGANDA

joaoanos70

*João Firme

Nesses 40 anos do SINAPRO-RS e nos meus 60 como empreendedor em três agências de publicidade e uma de turismo, posso afirmar que o norte que adotei de Ética e Propaganda Social me deu alegrias e trabalho, e nunca tive problemas com grandes empresas que tive suas contas e se me permitem cito algumas que guardo  como relicários: SLC Automotriz, Tramontina, Randon, Agrale, Azaléia, Ortopé, Água Sarandi, Marco Polo, Brahma no centenário, Cerveja Caracu no lançamento, Semeato, Menegaz, Grazziotin, M Lojas Obino, Hospital Conceição e Cristo Redentor, Exposição dos Financiados da Aliança para o Progresso (EFAP), Frigorífico Alegretense, Calçados Bibi, Reicher, Adams e Randak; Masal, Jacui, Metalurgica Venax, Cerâmica Cordeiro, Cerâmica Aita, Erva Mate Saphira, Café Dinamite, Marrocos e Haiti; Churrascaria Santo Antonio, Lacesa, Danoni, Laticínios DEAL, Sabão Fontana, Sabão Maraschin, Casa das Blusas, Casa Kluwe, Opticas Precisão, Cooperativa Vinícola Aurora, Aliança, Garibaldi, Languiru, Minuano e Encantado; Livrarias Sulina, Menegaz, Universidade de Passo Fundo, Unisc (onde fui Patrono da Turma de Propaganda de 2003), Massas Damiani, Manoela e Isabela; Princesa dos Móveis, Instituto Cultural Norte-Americano, Construtora Satusil, Gerdau, Broilo Bolas, Tintas Killing, Philco, Cosméticos Wella, Prefeitura de Porto Alegre, Gramado, Santa Rosa, Passo Fundo, Guaporé, Osório e Getúlio Vargas; Frigorífico Rizzo, Frigorosa, Moinhos Riograndense, Fenasoja, Fenatrigo e Fenac, Casas Cavasoto de NH, Ind. de Confecções Kiefer, Construtora Satuzil, Princesa dos Móveis, Soberana dos Móveis, Casas Schmitz, Importadora Americana, Fiergs, Todeschini, Indústria Ideal de Colheitadeiras, Nova Tramandaí, Capão Novo, Internacional, Albornoz de Livramento, Cerveja Gazapina, Cerveja Pérola, Muraro Vinhos e Conhaques de Flores da Cunha, Vinhos Michelon, Dreher, Prátika Produtos Alimentícios Instantâneos, BRDE, Caixa Estadual, Banrisul, Governo do Estado do RS, Epatur, Ouro e Prata, Frederes, Unesul, Gaúcha Madeireira, Siveipeças, Móveis Artema, Móveis Esplêndidos, DAER, Secretaria de Comunicação, Chocolate Caracol, Mamma Mia, Móveis Dinnibier e Muraro & Cia. Vinhos e Whisky; Secretaria do Turismo do RS e EMBRATUR; Banco do Brasil, Associação dos Magistrados do Trabalho do RS, Serra Malte, Plaza São Rafael Hotel, Hotel Comodoro São Paulo, Hotel Laje de Pedra, Hotel Serra Azul, Assembleia Legislativa do RS, Instituto dos Advogados do RS,  Cremers, Amrigs, Camisaria Tanhauser, Casa das Sedas, Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, Clubes Cantegril e Caixeiros Viajantes de Porto Alegre.

O social é fazer o bem com projetos e propaganda de responsabilidade social como prevenção às drogas, valorização da Cultura/Educação, Arte, Saúde, Idoso na sociedade, Violência nas escolas, Meio-Ambiente, onde está inserido a sustentabilidade ambiental como ecologia,  água, clima, flora e fauna; o Turismo ecológico, de aventura, destino, palenteológico, eventos e negócios, designer e artes gráficas, bem público, propaganda política criativa para existir a democracia e a liberdade de imprensa.

A Ética é os bons modos na sociedade, segundo São Francisco de Assis, quando não pregava, sorria limpando leprosos e por isso um Papa lhe beijou os pés, após ter sido expulso por guardas da igreja quando entrava com alguns franciscanos.

E os Emaús diziam: dai a Cesar o que é de Cesar como Ética.

* Publicitário e Jornalista

FERNANDO ALBRECHT E A PROPAGANDA

albrechtfirme

Falar de um colega do bem, tão bom profissional como Fernando Albrecht, não é fácil. Fui seu leitor em outro veículo e continuo no Jornal do Comércio, assíduo. Viajava muito para atendimento de clientes do interior e inúmeras boas contas em Porto Alegre. Eu era seu confidente em informações da nossa economia para quem sempre gostei de trabalhar com a Propaganda para se desenvolverem. Encontrava-me com ele aos domingos, depois de minha missa das 9h30 na Pompéia, que era perto do apartamento dele e do meu na Comendador Coruja e nosso assunto era a notícia com exclusividade. Ele não fazia ‘releases’, e muitos que enviaram pelo departamento de imprensa da Arauto Publicidade foram para o lixo. Dava a informação que a economia queria, sem prejudicar a Propaganda, que é o maior investimento para vender.

Lembro um dia quando cheguei no Liliput, com um quarto de ovelha que havia ganho de um fazendeiro parente da minha esposa de Alegrete e que fora buscá-lo naquele domingo às 6h30 na rodoviária. Veio em mãos pelo motorista e encontrei o meu colega da ARI e da Comissão de Ética, Sergio da Costa Franco, também esperando um ‘saco’ de ovelhas de um estancieiro de Quaraí, que gostou de seu artigo ‘descendo a lenha’ na censura prévia imposta ao Jornal do Brasil, à rádio Gaúcha, à Veja e a um jornal de Novo Hamburgo. Em 10 dias, conseguimos levantar juntos ao Tribunal de Alçada do Rio Grande do Sul.

O Fernandinho ficou sabendo da história no meu livro, quando o Sergio declarou que nós dois poderíamos ser investigados como abigeatários, nos condenando pela atitude. Nunca mais aceitei presentes proibidos. Certa vez, envolvi-me com a Polícia Federal por deter dois pilotos de um jatinho paraguaio, oito jornalistas do ABC Color que, chefiados pelo genro do marechal Stroner, vieram participar do Festival de Publicidade de Gramado em 1985, quando Otávio Gadret foi patrono e Germano Rigotto inaugurou o evento com a Dona Ione Sirotsky.

Os policiais acharam pedante o homem de branco, que tirava baforadas de charutos na verificação das malas e estava alcoolizado. Desconfiaram de uma harpa que era presente para o Cônsul Paraguaio, desconfiaram que ali tinha marijuana e estavam pensando em abrir o grande instrumento de cordas. Pedi para falar com o superintendente da PF no Aeroporto, usando minha carteira da OAB. Permitiram-me a entrada, fui logo dizendo que eram meus convidados para o Festival de Publicidade e ouvi a história do porque da demora na liberação. Fiz uma proposta com argumentos, aceita na hora: “Libere os pilotos e os jornalistas, não abram a harpa e o Cônsul está no aguardo, muito nervoso. Ponha-me ao telefone com o superintendente Federal, caso contrário, vou pedir socorro já para a OAB”. Falei com sustentação oral que nada tínhamos a ver com os turistas que entram legalmente e estejam embriagados. Minha tese foi aceita e, para surpresa na hora da homenagem como o jornal que mais divulgou o Festival de Publicidade no Paraguai, na feijoada oferecida pelo patrono Otávio Gadret, fui chamado ao palco e ganhei a harpa com a justificativa do presidente do ABC Color.

O Fernando me surpreendeu ao historiar meu diálogo com a PF (não sei onde conseguiu as informações) e publicou o régio presente, a foto com a harpa que é mais alta que eu e a doei para uma entidade de meninos músicos carentes de uma escola de Caxias do Sul, mantida pelo Raul Randon, dando a informação do meu diálogo cordial com a Polícia Federal.

Que maravilha de história, Fernandinho. Sei que você não bebe, mas quando eu for chamado, vou perguntar para São Pedro se é permitido uma taça por dia do vinho de Cristo, que aprendi a tomar como sacristão em Santa Rosa e depois com o Raul Randon (que está no céu, feliz). Ele sempre me esperava nas reuniões no final da tarde com uma taça de tinto para saborearmos e, hoje, minha neurologista e geriatra me receita duas e continuo vivendo.

João Firme é jornalista e publicitário.

PAULO VELLINHO E A PROPAGANDA ÉTICA E SOCIAL

20180313_140218Na foto, da esquerda pra direita, João Firme, o publicitário Roberto Sirotsky e Paulo Vellinho

*João Firme 

Paulo Vellinho foi insigne empreendedor que adquiriu a marca Admiral porque olhou fundo nos olhos do americano que lhe deu os direitos no Brasil, afirmando que não tinha dólares nem cruzeiros, mas iria lhe pagar em pouco tempo, pois tinha convicção no seu trabalho que transformaria vidas. Vellinho merece um Monumento para ficar na história e estou trabalhando na idealização deste para talvez colocá-lo ao lado do Carlos Nobre, jornalista, radialista e pianista que marcou época quando, juntos, laboramos com o Mauricio Sobrinho em 1968 na Rádio Gaúcha no Edifício União.

Por que ao lado Carlos Nobre? Tive a felicidade de conviver com o Vellinho nos tristes tempos de sete anos com a espada da Censura Prévia no Rádio e na Televisão. Em 1974, o Bispo Hoara, o censor mais “durão” que conheci em toda a revolução, suspendeu por um domingo Nobre na TV Gaúcha pela afirmação que estava suando por falta de  “frescura” no estúdio, pois não estava funcionando o aparelho Springer/Admiral, seu patrocinador. Na condição de Presidente do Sindicato das Agências de Propaganda no RS, recém-formado em Direito, enfrentei a “fera” com o Aurélio na mão, lendo o que era “frescura”: clima bom e aproveitei para reclamar dos cortes indevidos que ele vinha fazendo nos textos de promoção que continham peças de lingerie de mulher. Mas o Bispo, que não gostava nem de Igreja, não aceitou minha defesa oral, e soltou seu verbo de “ignorante” com palavras de baixo calão como: veado, fresco e p…, e na gritaria perguntei sobre calcinhas e soutiens: o que as agências deveriam fazer? A resposta foi incontinente: Calças de Mulher e Corpinho. Que barbaridade Bispo, eu não acredito nesta volta ao passado. Hasta la vista!

Com  o apoio do Paulo Vellinho e do Ernani Behs da Ogilvy&Mather, que tinha a conta da Springer/Admiral, fui ao 3º Congresso Brasileiro de Propaganda em São Paulo e apresentei a tese ”O Direito à Propaganda sem Censura” aprovada pelo auditório em pé no Anhembi e, no dia seguinte, era noticia de capa da Folha de São Paulo, o Estadão, o Globo e outros grandes jornais com o Rádio e a Televisão na retaguarda. Em três meses, Marco Antonio Kraemer, meu ex-funcionário na Arauto e colega da turma de publicitários de 1965 na FAMECOS, convenceu o Presidente Figueiredo, do qual nosso gaúcho de Flores da Cunha era porta-voz de imprensa, para mandar o Ministro da Justiça acabar com a vexatória Censura Prévia nos meios eletrônicos que são concedidos pelo Governo Federal.

Certo dia com o Vellinho, sentamos na VASP para voltarmos à nossa cidade sorriso e o comandante falou conosco para trocarmos de aeronave pela Varig via Foz do Iguaçu, para darmos lugar a um enfermo de idade que precisava urgente chegar no hospital Albert Einstein em SP. Prontamente atendemos e voltamos sorrindo com um banquete de primeira classe proporcionado pela tripulação.

O Rio Grande e o Brasil precisam tanto de Paulos Vellinhos para se reerguerem com a Ética e o Social.

Quero trazer à memória aquilo que me pode dar esperança.

*Publicitário e Jornalista

vellinho

araujocortes

Na foto acima, o Paixão Cortes sendo homenageado pelo promotor militar Dr. Jayme Araujo, apresentadores do “Cidades Gaúchas” nos anos 60 na TV Piratini, hoje TVE-RS, o primeiro programa exportado semanalmente para RJ pela TV Continental, São Paulo pela TV Tupi e Recife pela TV Recife dos Diários Associados.

Este preito de gratidão aconteceu no Cozinheiros da Solidariedade no dia 4 de dezembro de 2013, às 20h, no Plaza São Rafael Hotel no Dia Mundial da Propaganda. O Jayme, que era redator da Minuano Publicidade, foi para o céu e o Paixão e eu continuamos Vivendo para Trabalhar e Mudar Vidas. Já tenho o Prefácio assegurado do gaúcho “chega de café de chaleira” para o segundo volume do livro “Causas e Concausas da Vida de um Comunicador”, que será lançado em benefício do Instituto Ver, no dia 21 de setembro às 15h na Embaixada do Brasil na França, durante e 2ª Edição Extra do Festival de Gramado em Paris que tem inscrições abertas de propaganda social e projetos sociais com uma unidade gratuita pelo site www.alap.com.br até 31 de agosto.

marchetti

Acima, a comunicadora Rosane Marchetti da Globo, que nos ajudou na realização do 1º Fórum do Bem-Estar dos Animais em comemoração aos 50 anos da ARPA – Associação Riograndense dos Animais em março de 2007, no hotel Continental onde foi homenageada com os troféus São Francisco de Assis juntamente com Rogério Mendelski, Paulo Sant’Ana, Sergio Zambiasi, o global Claudio Cavalcanti, Onyx Lorenzoni (veterinário e deputado Estadual) e a Socialite Vera Loyola.

No evento, foram premiadas peças de propaganda de alimentos, pets e projetos sociais ligadas à Fauna e à Natureza. Rosane Marchetti é a Curadora da categoria Fauna e Flora na premiação de Meio-Ambiente Ecológico nas mídias impressa eletrônica e Web no segundo Prêmio de Criatividade Profissional Internacional de Gramado na Edição Extra do Festival de Paris em setembro e presidirá o 2º Fórum do Bem-Estar dos Animais do Mercosul agendado para os dias 24 a 25 de outubro no Plaza São Rafael Hotel, dentro do 3º Congresso Latino-Americano de Publicidade.

Rosane Marchetti pretende reforçar o convite da ALAP para que Brigitte Bardot possa vir a Porto Alegre para o 3º Congresso, como fada-madrinha do 2º Forum do Bem Estar dos Animais.

A PROPAGANDA, A ECONOMIA INTERATIVA E A QUÂNTICA

1497344966_safeweb

Luiz Carlos Zancanella, presidente da Safeweb.

*João Firme

Ultimamente venho me preparando para defender uma tese no 3º Congresso Latino-Americano de Publicidade nos dias 24 e 25 de outubro em Porto Alegre, para que os comunicadores tenham empregos e, o governo, arrecadação de impostos para as obras sociais.

Leio que a economia interativa está mudando tudo com as compras e vendas por aplicativo e a quântica com a certificação digital interferindo na inteligência, antecipando-se até na matemática.

Vaticino que os meios de comunicação, antenas de rádios, torres para sinais, celulares vão desaparecer, ficar na lapela como o Galinho de Gramado criativo “louco” idealizou. E os juristas terão que mudar de profissão, pois jurisprudências, acórdãos, súmulas e enunciados estarão num botão, disse num programa de TV o professor catarinense, especialista em computação, Luiz Carlos Zancanella (foto acima).

Na medicina, a Quântica vai atuar forte e já existe estudos adiantados transformando a vida das pessoas. Há poucos dias, Rosane Ferreira, oftalmologista e pediatra, pesquisadora e cientista da Organização Mundial da Saúde, fundadora e responsável técnica do Instituto Ver, deu uma declaração fantástica: “Tem muitas crianças que estão sendo clinicadas erroneamente como autistas, quando na verdade precisam só de óculos.” Se a visão se forma no cérebro e estudos concluem doenças oculares, é a ciência da Quântica sendo aplicada.

A física nos deu a bomba atômica e eu, como guri aos 14 anos no ginásio em Santa Rosa, tive um professor de geografia russo de nome Henzel que se opôs à explicação que ele deu em aula sobre Oásis, me respondendo que tratava-se de um milagre divino. E lhe disse que consultaria um professor de Física. No dia seguinte, meu pai foi chamado e o “paizinho” russo colocou à disposição uma bolsa de estudos em Moscou.

Mas o convite foi rechaçado porque eu era necessário para ajudar meus quatro irmãos vendendo “pé de moleque” para soldados do Quartel do Exército do berço nacional da soja.

E tudo isso aconteceu porque a Quântica me despertou.

————————————————-

Que maravilha de entrevista com o cientista da Computação Quântica, Luiz Carlos Zancanella, diretor-presidente da SAFEWEB.

A computação quântica existe em vários aspectos. Física quântica e  química quântica. A computação quântica vem como um poder computacional inimaginável, vai transformar nossa computação atual numa outra mil vezes acima que está fazendo hoje. Esse poder computacional extraordinário que permite você desenvolver a inteligência artificial. Isso vai afetar principalmente as profissões que dependem essencialmente de consulta de dados. Profissões que envolvem conhecimentos históricos e registrados vão ser afetadas.        

Uma área jurídica tem relação bastante direta porque é uma consulta de leis e uma tomada de decisão partida do conhecimento já definido no banco de dados, na área médica também. Nesse aspecto, a computação quântica vai trazer um impacto muito grande nessas áreas. Há previsões que a profissão de advogado tende a desaparecer no futuro. É o que eu vejo nas discussões internacionais, não é a minha previsão, não é minha premonição.

É uma idéia que as novas tecnologias, a computação quântica, a física quântica, a química quântica, elas vão eliminar em torno de 30% a 40% das profissões que existem hoje até o ano 2050, ou seja, não vão mais existir essas profissões, sendo substituídas pela inteligência artificial e pelos novos recursos. Isso na questão da área jurídica.

Na questão da matemática, certamente vai ter a possibilidade de fazer cálculos que hoje só são viáveis em supercomputadores e hoje dará para fazer em computadores menores. Isso vai acelerar o processo do conhecimento científico em cima da matemática, porque você vai conseguir ter mais resultados na hora, imediatos. Vai ser um impacto muito grande.

A quântica está muito associada ao nível subatômico da matéria, do átomo. Nesse nível, as coisas acontecem com uma velocidade muito grande e nível de ocupação de espaço e memória muito pequenos, conseguindo produzir aí informações grandes, acelerando o processo. Desce no nível quântico, para a nanotecnologia. Ela vai fazer uma transformação muito grande na sociedade, nada mais é que o uso da física quântica.

Você por exemplo pode mudar a cor da janela, da parede apertando um botão. Você atua num nível subatômico em cima da matéria, e não no nível atômico que é o que a gente faz hoje.

Outra coisa que será revolucionária será a rapidez da comunicação, que será extraordinária. No nível subatômico, quântico, o volume de informações que você conseguirá manipular de um lado para o outro será muito maior. Eu preconizo que não haverá mais meios de comunicação no mundo.

Não haverá mais temas de rádio, fibra ótica até talvez tenha, mas o meu corpo é que vai transmitir informações para chegar em você mesmo, a informação vai estar na sua pessoa. O celular vai deixar de existir porque você vai apertar um micro botão na sua camisa pra falar e ouvir, a visualização da informação também pode estar no seu óculos, imagino a Microsoft fazendo isso.

 Na pesquisa da informação, você vai pensar no que quer e vai aparecer na sua frente.

Tem uma perspectiva de uma revolução muito grande nos próximos 20 ou 30 anos na ciência. No momento em que você ligar o seu cérebro a uma base de dados inteligentes, todo mundo terá a mesma inteligência e capacidade.

A Propaganda ética e social não vai desaparecer, pois é eterna por Deus.

*Publicitário e Jornalista

Quer fazer a diferença? Que tal fazer menos?

Quer fazer a diferença? Que tal fazer menos?

  • dezembro 6, 2018

Nunca tivemos tantos modelos de liquidificadores.

De carros.

De calças.

De brinquedos.

De cuecas.

De celulares.

De TVs.

De máquinas de fazer pipocas.

Nunca tivemos tantos gadgets, nunca tivemos tantos softwares, tantos apps (e aqui, um dado curioso: 99,99 % deles viram lixo, nunca são utilizados, ou seja, são pura perda de tempo, de dinheiro, de perspectivas).

Nunca tivemos tanto para comprar e tão pouco tempo para usufruir.

E, pior: Quanto mais coisas temos – e cada vez temos mais coisas – não estamos mais felizes.

Aliás, bem ao contrário, estamos cada vez mais frustrados.

Temos milhões de vídeos no Youtube a assistir, bilhões de sites a bisbilhotar, 300 canais na TV para zapear, trocentas redes sociais a furungar e isto em vez de nos agradar, de nos tornar mais plenos, mais humanos, mais nos oprime.

Não conseguimos acessar todos os sites.

Não conseguimos abrir todos os links de vídeos que nos mandam.

Não conseguimos ver todos os programas de TV.

Não conseguimos mais acompanhar todos os jogos do campeonato.

Não conseguimos ler todos os posts do Facebook. Do Instagram. Do Twitter. Do LinkedIn. Do cacete a quatro.

O uátz apita e nos irrita.

A tela é interrompida por avisos de publicação.

Mais e mais, sempre.

Temos cada vez mais e mais nos frustramos.

Não conseguimos mais experimentar a variedade de pães à nossa disposição.

Não conseguimos mais degustar todos os rótulos de vinhos que nos surgem.

Não conseguimos mais tomar todos os sucos, ler todos os livros, ver todos os filmes, comer todas os chocolates, vestir todas as marcas, beber todas as cervejas, experimentar todos os iogurtes, testar todos os xampus.

Temos cada vez mais e mais nos frustramos.

Eis, então, que o mundo do marketing passa a pregar uma compulsão quase doentia por explorar formatos e plataformas, gerando conteúdo prolífico e diverso, tudo no afã de a marca se tornar omnichannel.

Multitudo.

Onipresente.

Basicamente, de novo, a comunicação reflete a sociedade.

Mais uma vez, a “propaganda” (multiforme) meio que retrata um mundo atual que prega que o negócio é fazer mais, vender mais, produzir mais, comer mais, engajar mais, consumir mais, vivenciar mais, beber mais, envolver mais…

Certa feita – num simpósio muito louco em Boston – ouvi de uma professora de Wharton, a seguinte colocação:

“Em vez de pensar em vender mais, em empurrar mais do mesmo aos consumidores cada vez mais infelizes e irresponsáveis, assuma seu papel na história e pense qual vai ser a sua contribuição, qual a sua maneira de ajudar seu consumidor, seu cliente, sua cidade, o país, o planeta e a humanidade? Como seus produtos podem ajudar as pessoas a viverem melhor – não fazendo mais do mesmo – na vida real?”

Pensando e agindo assim, o marketing passaria a ser um jogo de muito mais do que oportunidades para vender mais, acabando por se tornar um negócio de detectar e aproveitar o que poderíamos chamar de “oportunidades sociais”.

Em vez de empanturrar o mercado com mais um modelo de batedeira, o desafio é pensar em alguma tecnologia capaz de fazer bem às pessoas, de impactar-lhes de maneira nova, gerando soluções para a vida.

Pense em produtos que possam ajudar as pessoas em sua realização pessoal.

Pense nas pessoas.

Procure necessidades humanas que ainda são obscuras, desconhecidas, ou melhor, estão escondidas.

Fazendo o bem para a vida real, sempre haverá perspectivas para seu produto.

No futuro, apregoa ela, o crescimento de mercado virá dos sentimentos de gratidão para com a marca, não mais pura e simplesmente de slogans publicitários.

Não pense mecanicamente, em como somente vender mais.

Baita insight:

Pensar dinamicamente, como melhorar a vida das pessoas.

Produtos. Sistemas. Objetos.

Baita insight:

Em vez de poluir timelines por aí, produza uma ideia que faça a diferença.

Um filme. Uma ação. Algo remarkable!

Seja inesquecível. Impacte. Pare de encher o saco.

Do nada, eis que surge um pensamento contraditório:

 “Faça menos! Faça a diferença! O mundo lhe agradecerá!”

Por Luciano Vignoli.