ALAP | Associação Latino-Americana de Publicidade

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A PROPAGANDA SÓ FLORESCE EM LUGARES LIVRES

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*João Firme

Nesses tempos dos meus 84 anos floridos, vivo pesquisando para deixar conhecimentos de uma profissão que teve o triste apelido de “picareta”, assim como “rabugenta”para quem defendia os direitos dos cidadãos e as “parteiras” concorriam com os médicos.

Na época, avarentos e sonegadores de impostos, que São Lucas recomendava o pagamento do “Dai a Cesar o que é de Cesar”, impossibilitavam investimentos em obras sociais pela ”Pátria” pela qual, se preciso, morremos na esperança. Aconteceu no dia 15 de junho de 1982, às 20h no Palácio Piratini (matéria publicada no Correio do Povo), a posse da primeira diretoria da Federação Nacional de Agências de Propaganda, pela qual lutei como “lobo” para existir na forma da lei 4.680/65 a profissão de Publicitário e normalizar o mercado.

Minhas ideias de um mundo melhor foram respaldadas por Antonio Mafuz, meu paraninfo de Relações Públicas na FAMECOS em 1973, o capixaba Hesíodo Andrade, o passo-fundense José Daltro Franchini, os paulistas Luiz e Mauro Salles, o goiano Zander Campos, o mineiro Alvaro Rezende e o brasiliense Dário Rezende.

Prestigiaram a solenidade o então vice-governador Octávio Germano, o Secretário Extraordinário Roberto Eduardo Xavier e cerca de 50 empresários. No seu pronunciamento, o governador Amaral de Souza, palmeirense de valor, declarou que “o governo é o maior anunciante do país, mas se vale da Propaganda para informar, esclarecer, educar, para motivar e orientar a população”. E enfatizou que “Propaganda“ é sinônimo de inteligência e imaginação criadora, mas que esta só floresce em sociedades livres, e que não pode ser um instrumento manipulado pelo Estado, e sim em benefício da sociedade. Disse ainda que já venceu preconceitos e usa a Propaganda dentro de princípios morais e éticos.

Na qualidade de presidente do primeiro Sindicato de Agências no Brasil e Secretário-Geral da Fenapro, agraciei o  governador do Estado do Quero-Quero, com o Galo de Ouro de Gramado, lembrando que a cidade das hortênsias, da qual sou Comendador e Cidadão, seria transformada pelos publicitários brasileiros e latinos no ponto de avaliação e premiação da criatividade da Propaganda Ética e Social. O arcebispo Dom Cláudio Kolling nos abençoou sob lágrimas de alegria. Um “viva” com o Vinho de Cristo.

*Publicitário e Jornalista

ESTÁ FALTANDO OTIMISMO ÀS PESSOAS – Artigo de Roberto Duailibi

A crise econômica mexe com a vida de todo mundo. Quando ela perdura, insiste em não terminar, acaba afetando a todos. É como se uma enorme sombra insistisse em pairar sobre nossas cabeças, a despeito de estarmos todo o tempo buscando a fresta do sol. A falta de boas notícias, o desemprego e o dinheiro curto não promovem apenas ajustes nos nossos orçamentos, mas nas nossas vidas. É como se o povo brasileiro, reconhecido por seu espírito alegre, criativo e amistoso, tivesse passado por uma profunda transformação. Mas não podemos deixar que isso aconteça. Precisamos, todos os dias, buscar nas pequenas coisas, nos pequenos prazeres da vida o otimismo que existe dentro de todos nós.

O ditado de que é na crise que surgem as oportunidades certamente foi criado a partir da perspectiva que algumas pessoas têm em enxergar sempre o lado bom da vida. Se a gente analisar as coisas do ponto de vista histórico, sempre houve e sempre haverá motivos para se olhar para a vida com pessimismo ou com otimismo. No fundo, há muito mais razões para ver o lado bom e não se deixar contaminar por pessoas e pensamentos negativos. Essa forma de agir e pensar certamente diferencia pessoas e empresas na condução de suas histórias.

Em vez de esperar que as coisas aconteçam, eu prefiro esperançar, que tem o significado de almejar, sonhar, agir, fazer com que ao meu redor haja uma aura positiva, gente animada e disposta a olhar para o mundo de uma forma diferente. Do contrário, estaremos sempre produzindo uma onda de pessimismo que não nos levará a nada. No caso da economia, por exemplo, os especialistas sempre dizem que todo ciclo ruim, mesmo que pouco se faça para revertê-lo, em determinado momento, atinge o ponto máximo e reinicia um movimento contrário, promovendo uma nova etapa de crescimento. É nisso que temos de nos apegar e acreditar.

O Brasil já passou por inúmeros momentos como estes e certamente já está reencontrando seu caminho. Quando, em 1968, decidimos abrir a DPZ Propaganda, por exemplo, boa parte das pessoas à nossa volta desaconselhou. Afinal, vivíamos em meio ao regime militar, sob censura, pouco antes tinha ocorrido a reforma monetária com a criação de uma moeda nova e a economia estava em crise. Mergulhamos no trabalho, buscamos, por meio de nossa criatividade e ousadia, definir os caminhos de uma nova forma de fazer propaganda, a propaganda brasileira. Creio que nossa ousadia conquistou as pessoas, irradiou o nosso otimismo e nos permitiu crescer de forma sem precedentes no mercado.

É nisso que acredito. As pessoas precisam passar a confiar mais em seus potenciais, desengavetar projetos, pensar que sempre haverá espaço para as ideias. O Brasil oferece muitas oportunidades, há muita coisa a ser feita. Se em determinadas áreas a tecnologia está produzindo transformações, vamos olhar pelo lado positivo, que chances de negócios essas mudanças podem trazer? Como é possível se adaptar e surfar no novo momento? As respostas estão no quão otimista você consegue ser. O país precisa muito disso, de otimismo.

O poder transformador está na forma de ver as coisas. Quando se tem momentos de crise que perduram, o comportamento médio das pessoas muda, o humor desaparece, as pessoas sorriem pouco, são menos gentis. A agressividade, a disputa e a falta de bom senso, se acentuam. Por isso é preciso agir com maior tolerância, com ânimo, procurar entender o momento de cada um e tentar mostrar, de alguma forma, que com otimismo as coisas podem sempre serem vistas por outro ângulo.

Roberto Duailibi é publicitário e integrante da Academia Paulista de Letras (roberto.duailibi@dpzt.com.br)

PROPAGANDA X PUBLICIDADE

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Perdemos Belmiro Zaffari, grande empreendedor voltado à Propaganda Ética e Social, nosso norte. Por convite do seu Tio Danilo Zaffari, fundamos a Unesul Turismo em 1966 com capital majoritário em meu nome. Encerrei as atividades da Minuano Propaganda que fundei em 1958 e havia sofrido um enorme prejuízo com a realização da EFAP – Exposição dos Financiados da Aliança para o Progresso, no final de dezembro de 1965 quando eu e o Marco Antonio Kramer (trabalhávamos juntos na minha agência) éramos formandos da primeira turma de Propaganda da FAMECOS, junto com o Plinio Cabral, chefe da Casa Civil do governo Meneghetti. Ele desenhou a EFAP porque havia conseguido financiamento da Aliança para o Progresso em 1964 para o asfaltamento da estrada da Produção, uma obra fantástica do Brizola. Mas com a EFAP ficou pra mim a realização de um sonho, que era fazer um curso na Voice of América na capital do presidente Kennedy. E graças à EFAP, minha esperança se concretizou depois de 10 dias de treinamento intensivo no jornalismo e propaganda em Washington.

Com a Minuano, conquistei a conta do grupo Unetral e Unesul Transportes, o maior do sul do Brasil com ramificações no Uruguai e Paraguai e, a pedido do Danilo, fui a Erechim para motivar o talentoso Belmiro em 1966 a trocar a profissão de professor  para assumir o comando do  empreendedorismo da família Zaffari do Planalto e da Unesul Turismo, que deixei em 1967 voltando à Propaganda, quando fundei a Arauto Publicidade. O Danilo estava enfermo por acidente sofrido num rally automobilístico, não conseguiu controlar o “diabetes” para curar a perna ferida e sentiu que sua vida estava terminando.

Muito inteligente, estudioso de fatos sociais, o Belmiro admirava a mídia e jornalistas que escreviam sobre economia e davam informações exclusivas de interesse da sociedade.

Aos domingos de 1968 a 73, eu estudava Ciências Jurídicas e Sociais na UPF, corria com o Belmiro no Parcão e nos dias chuvosos nos encontrávamos por volta das 10h30min com o colega Fernando Albrecht, que ele admirava como eu, no Restaurante Liliput ou Rex e o assunto girava em torno do desenvolvimento da indústria da comunicação no RS, SC e Paraná.

Num desses Encontros, perguntei para o Belmiro qual a diferença entre Propaganda e Publicidade? Sem pestanejar esclareceu: “A Propaganda é Ética e Social, a Publicidade muitas vezes é antiética e corrompe profissionais que dela vivem”. O Fernando anotou a afirmação. Eu, como presidente do Sindicato das Agências de Propaganda no RS, levantei da cadeira e cumprimentei-o com alegria.

Em 2007, fui motivado por uma gráfica que queria ajudar o Instituto Ver Hesíodo Andrade, a ONG da Propaganda, a contar para uma jornalista cases da minha trajetória na Propaganda e na Justiça e o depoimento do Belmiro Zaffari que a jornalista Clarice Ledur conseguiu está no meu livro beneficente “Causas e Concausas da Vida de um Comunicador” na página 126: “João Firme foi o lançador do Turismo Empresa, pois até a época de 1967, somente existia turismo com características familiares.’

Recordarei no livro 2, que será lançado em Paris no dia 21 de setembro na Embaixada do Brasil, que desenvolvi um projeto rentável para a Unesul Turismo comprando diárias em apartamentos de hotéis 4 e 5 estrelas em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Gramado e passagens da VASP para usá-las em 90 dias. Pagava à vista com aportes da Unesul Transportes. Depois fazia alguns anúncios em jornais e rádios com os menores preços do mercado e vendia rapidamente para grandes empresas. Foi uma “dinheirama” de lucro mensal.

Foi por isso que escrevi o artigo “Turismo sem Propaganda não Existe” que ganhou reprodução na mídia nacional e internacional.

Com o Belmiro Zaffari que está me esperando no céu, “quero trazer à memória o que me pode dar esperança”. (Lamentações 3:21)

*João Firme é publicitário e jornalista

A PROPAGANDA, A ECONOMIA INTERATIVA E A QUÂNTICA

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Luiz Carlos Zancanella, presidente da Safeweb.

*João Firme

Ultimamente venho me preparando para defender uma tese no 3º Congresso Latino-Americano de Publicidade nos dias 24 e 25 de outubro em Porto Alegre, para que os comunicadores tenham empregos e, o governo, arrecadação de impostos para as obras sociais.

Leio que a economia interativa está mudando tudo com as compras e vendas por aplicativo e a quântica com a certificação digital interferindo na inteligência, antecipando-se até na matemática.

Vaticino que os meios de comunicação, antenas de rádios, torres para sinais, celulares vão desaparecer, ficar na lapela como o Galinho de Gramado criativo “louco” idealizou. E os juristas terão que mudar de profissão, pois jurisprudências, acórdãos, súmulas e enunciados estarão num botão, disse num programa de TV o professor catarinense, especialista em computação, Luiz Carlos Zancanella (foto acima).

Na medicina, a Quântica vai atuar forte e já existe estudos adiantados transformando a vida das pessoas. Há poucos dias, Rosane Ferreira, oftalmologista e pediatra, pesquisadora e cientista da Organização Mundial da Saúde, fundadora e responsável técnica do Instituto Ver, deu uma declaração fantástica: “Tem muitas crianças que estão sendo clinicadas erroneamente como autistas, quando na verdade precisam só de óculos.” Se a visão se forma no cérebro e estudos concluem doenças oculares, é a ciência da Quântica sendo aplicada.

A física nos deu a bomba atômica e eu, como guri aos 14 anos no ginásio em Santa Rosa, tive um professor de geografia russo de nome Henzel que se opôs à explicação que ele deu em aula sobre Oásis, me respondendo que tratava-se de um milagre divino. E lhe disse que consultaria um professor de Física. No dia seguinte, meu pai foi chamado e o “paizinho” russo colocou à disposição uma bolsa de estudos em Moscou.

Mas o convite foi rechaçado porque eu era necessário para ajudar meus quatro irmãos vendendo “pé de moleque” para soldados do Quartel do Exército do berço nacional da soja.

E tudo isso aconteceu porque a Quântica me despertou.

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Que maravilha de entrevista com o cientista da Computação Quântica, Luiz Carlos Zancanella, diretor-presidente da SAFEWEB.

A computação quântica existe em vários aspectos. Física quântica e  química quântica. A computação quântica vem como um poder computacional inimaginável, vai transformar nossa computação atual numa outra mil vezes acima que está fazendo hoje. Esse poder computacional extraordinário que permite você desenvolver a inteligência artificial. Isso vai afetar principalmente as profissões que dependem essencialmente de consulta de dados. Profissões que envolvem conhecimentos históricos e registrados vão ser afetadas.        

Uma área jurídica tem relação bastante direta porque é uma consulta de leis e uma tomada de decisão partida do conhecimento já definido no banco de dados, na área médica também. Nesse aspecto, a computação quântica vai trazer um impacto muito grande nessas áreas. Há previsões que a profissão de advogado tende a desaparecer no futuro. É o que eu vejo nas discussões internacionais, não é a minha previsão, não é minha premonição.

É uma idéia que as novas tecnologias, a computação quântica, a física quântica, a química quântica, elas vão eliminar em torno de 30% a 40% das profissões que existem hoje até o ano 2050, ou seja, não vão mais existir essas profissões, sendo substituídas pela inteligência artificial e pelos novos recursos. Isso na questão da área jurídica.

Na questão da matemática, certamente vai ter a possibilidade de fazer cálculos que hoje só são viáveis em supercomputadores e hoje dará para fazer em computadores menores. Isso vai acelerar o processo do conhecimento científico em cima da matemática, porque você vai conseguir ter mais resultados na hora, imediatos. Vai ser um impacto muito grande.

A quântica está muito associada ao nível subatômico da matéria, do átomo. Nesse nível, as coisas acontecem com uma velocidade muito grande e nível de ocupação de espaço e memória muito pequenos, conseguindo produzir aí informações grandes, acelerando o processo. Desce no nível quântico, para a nanotecnologia. Ela vai fazer uma transformação muito grande na sociedade, nada mais é que o uso da física quântica.

Você por exemplo pode mudar a cor da janela, da parede apertando um botão. Você atua num nível subatômico em cima da matéria, e não no nível atômico que é o que a gente faz hoje.

Outra coisa que será revolucionária será a rapidez da comunicação, que será extraordinária. No nível subatômico, quântico, o volume de informações que você conseguirá manipular de um lado para o outro será muito maior. Eu preconizo que não haverá mais meios de comunicação no mundo.

Não haverá mais temas de rádio, fibra ótica até talvez tenha, mas o meu corpo é que vai transmitir informações para chegar em você mesmo, a informação vai estar na sua pessoa. O celular vai deixar de existir porque você vai apertar um micro botão na sua camisa pra falar e ouvir, a visualização da informação também pode estar no seu óculos, imagino a Microsoft fazendo isso.

 Na pesquisa da informação, você vai pensar no que quer e vai aparecer na sua frente.

Tem uma perspectiva de uma revolução muito grande nos próximos 20 ou 30 anos na ciência. No momento em que você ligar o seu cérebro a uma base de dados inteligentes, todo mundo terá a mesma inteligência e capacidade.

A Propaganda ética e social não vai desaparecer, pois é eterna por Deus.

*Publicitário e Jornalista

A PROPAGANDA E OS MINISTROS DO SUPREMO E DO TST

R7 BSB DF NACIONAL STF/EMBARGOS INFRIGENTES Ministra, Rosa Weber participa da segunda parte da sessão no plenário do STF, para analise dos recursos de crimes de lavagem de dinheiro, dos condenados no processo do mensalão, em Brasília. 27/02/2014. FOTO:DIDA SAMPAIO/ESTADAO

O dia 4 de abril de 2018, nesses tempos de longevidade que Deus me deu, entrou na minha história na Propaganda, minha paixão profissional. Fiquei atento à votação de Habeas Corpus para um ex-presidente e lembrei que, nessa casa máxima da Justiça, o SINAPRO-RS – quando eu era presidente nos anos 90  – obteve a primeira Súmula julgando inconstitucional a cobrança do CONFINS, o que beneficiou de imediato cerca de 100 agências que entraram na ação coletiva. Mas o que mais me surpreendeu foi a Ministra Rosa Weber, que votou pela condenação porque esta era a vontade do colegiado.

Recordo que, quando era Juiz Classista do TRT 4ª Região, a nossa Ministra Rosa Weber, de inteligência rara considerada por mim e os juízes concursados (meus colegas da 5ª Turma), me perguntou o motivo pelo qual, na categoria de Publicitário, havia enormes diferenças salariais e respondi que na Criação das Agências é onde se encontram Talentos e as multinacionais, quando os descobrem, oferecem salários altíssimos e ela ficou refletindo.

Entrei na Justiça do Trabalho depois que fiz uma campanha de propaganda de valorização da AMATRA – Associação dos Magistrados do RS, e fui convidado pelo Juiz Ronaldo José Lopes Leal, então presidente da associação referida, para entrar como classista dos empregadores. Gostei do desafio porque escrevia muito sobre direitos comparados da propaganda e da liberdade de imprensa e aceitei o convite. Fiquei pouco tempo na 7ª Junta, logo ingressei para o TRT e depois fui nomeado pelo presidente José Sarney e pelo Ministro da Justiça, Saulo Ramos, este construtor do CONAR e das Câmaras com o qual aprendi quando era convocado como Presidente do Sindicato das Agências de Propaganda do RS.

No Tribunal, me encontrei com os Juízes Gelson de Azevedo, Nestor Hein e o saudoso Antônio Firmo de Oliveira Gonzales, classista dos empregados e então presidente da Associação Riograndense de Imprensa, ferrenho defensor, com o Alberto André, da Liberdade de Expressão. Passamos a ser conhecidos por todos como os juízes da mídia, juntamente com o presidente do TRT que era o Juiz Ronaldo José Lopes Leal, mais tarde aposentado como presidente do Tribunal Superior do Trabalho.

E continuo acreditando que só a Justiça corrige os males da Política, que é necessária para vivermos em democracia.

Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. (Lamentações 3:21)

*Publicitário

Foto: Dida Sampaio/Estadão

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A ÉTICA E O SOCIAL NA PROPAGANDA

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*João Firme

Nesses 40 anos do SINAPRO-RS e nos meus 60 como empreendedor em três agências de publicidade e uma de turismo, posso afirmar que o norte que adotei de Ética e Propaganda Social me deu alegrias e trabalho, e nunca tive problemas com grandes empresas que tive suas contas e se me permitem cito algumas que guardo  como relicários: SLC Automotriz, Tramontina, Randon, Agrale, Azaléia, Ortopé, Água Sarandi, Marco Polo, Brahma no centenário, Cerveja Caracu no lançamento, Semeato, Menegaz, Grazziotin, M Lojas Obino, Hospital Conceição e Cristo Redentor, Exposição dos Financiados da Aliança para o Progresso (EFAP), Frigorífico Alegretense, Calçados Bibi, Reicher, Adams e Randak; Masal, Jacui, Metalurgica Venax, Cerâmica Cordeiro, Cerâmica Aita, Erva Mate Saphira, Café Dinamite, Marrocos e Haiti; Churrascaria Santo Antonio, Lacesa, Danoni, Laticínios DEAL, Sabão Fontana, Sabão Maraschin, Casa das Blusas, Casa Kluwe, Opticas Precisão, Cooperativa Vinícola Aurora, Aliança, Garibaldi, Languiru, Minuano e Encantado; Livrarias Sulina, Menegaz, Universidade de Passo Fundo, Unisc (onde fui Patrono da Turma de Propaganda de 2003), Massas Damiani, Manoela e Isabela; Princesa dos Móveis, Instituto Cultural Norte-Americano, Construtora Satusil, Gerdau, Broilo Bolas, Tintas Killing, Philco, Cosméticos Wella, Prefeitura de Porto Alegre, Gramado, Santa Rosa, Passo Fundo, Guaporé, Osório e Getúlio Vargas; Frigorífico Rizzo, Frigorosa, Moinhos Riograndense, Fenasoja, Fenatrigo e Fenac, Casas Cavasoto de NH, Ind. de Confecções Kiefer, Construtora Satuzil, Princesa dos Móveis, Soberana dos Móveis, Casas Schmitz, Importadora Americana, Fiergs, Todeschini, Indústria Ideal de Colheitadeiras, Nova Tramandaí, Capão Novo, Internacional, Albornoz de Livramento, Cerveja Gazapina, Cerveja Pérola, Muraro Vinhos e Conhaques de Flores da Cunha, Vinhos Michelon, Dreher, Prátika Produtos Alimentícios Instantâneos, BRDE, Caixa Estadual, Banrisul, Governo do Estado do RS, Epatur, Ouro e Prata, Frederes, Unesul, Gaúcha Madeireira, Siveipeças, Móveis Artema, Móveis Esplêndidos, DAER, Secretaria de Comunicação, Chocolate Caracol, Mamma Mia, Móveis Dinnibier e Muraro & Cia. Vinhos e Whisky; Secretaria do Turismo do RS e EMBRATUR; Banco do Brasil, Associação dos Magistrados do Trabalho do RS, Serra Malte, Plaza São Rafael Hotel, Hotel Comodoro São Paulo, Hotel Laje de Pedra, Hotel Serra Azul, Assembleia Legislativa do RS, Instituto dos Advogados do RS,  Cremers, Amrigs, Camisaria Tanhauser, Casa das Sedas, Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, Clubes Cantegril e Caixeiros Viajantes de Porto Alegre.

O social é fazer o bem com projetos e propaganda de responsabilidade social como prevenção às drogas, valorização da Cultura/Educação, Arte, Saúde, Idoso na sociedade, Violência nas escolas, Meio-Ambiente, onde está inserido a sustentabilidade ambiental como ecologia,  água, clima, flora e fauna; o Turismo ecológico, de aventura, destino, palenteológico, eventos e negócios, designer e artes gráficas, bem público, propaganda política criativa para existir a democracia e a liberdade de imprensa.

A Ética é os bons modos na sociedade, segundo São Francisco de Assis, quando não pregava, sorria limpando leprosos e por isso um Papa lhe beijou os pés, após ter sido expulso por guardas da igreja quando entrava com alguns franciscanos.

E os Emaús diziam: dai a Cesar o que é de Cesar como Ética.

* Publicitário e Jornalista

FERNANDO ALBRECHT E A PROPAGANDA

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Falar de um colega do bem, tão bom profissional como Fernando Albrecht, não é fácil. Fui seu leitor em outro veículo e continuo no Jornal do Comércio, assíduo. Viajava muito para atendimento de clientes do interior e inúmeras boas contas em Porto Alegre. Eu era seu confidente em informações da nossa economia para quem sempre gostei de trabalhar com a Propaganda para se desenvolverem. Encontrava-me com ele aos domingos, depois de minha missa das 9h30 na Pompéia, que era perto do apartamento dele e do meu na Comendador Coruja e nosso assunto era a notícia com exclusividade. Ele não fazia ‘releases’, e muitos que enviaram pelo departamento de imprensa da Arauto Publicidade foram para o lixo. Dava a informação que a economia queria, sem prejudicar a Propaganda, que é o maior investimento para vender.

Lembro um dia quando cheguei no Liliput, com um quarto de ovelha que havia ganho de um fazendeiro parente da minha esposa de Alegrete e que fora buscá-lo naquele domingo às 6h30 na rodoviária. Veio em mãos pelo motorista e encontrei o meu colega da ARI e da Comissão de Ética, Sergio da Costa Franco, também esperando um ‘saco’ de ovelhas de um estancieiro de Quaraí, que gostou de seu artigo ‘descendo a lenha’ na censura prévia imposta ao Jornal do Brasil, à rádio Gaúcha, à Veja e a um jornal de Novo Hamburgo. Em 10 dias, conseguimos levantar juntos ao Tribunal de Alçada do Rio Grande do Sul.

O Fernandinho ficou sabendo da história no meu livro, quando o Sergio declarou que nós dois poderíamos ser investigados como abigeatários, nos condenando pela atitude. Nunca mais aceitei presentes proibidos. Certa vez, envolvi-me com a Polícia Federal por deter dois pilotos de um jatinho paraguaio, oito jornalistas do ABC Color que, chefiados pelo genro do marechal Stroner, vieram participar do Festival de Publicidade de Gramado em 1985, quando Otávio Gadret foi patrono e Germano Rigotto inaugurou o evento com a Dona Ione Sirotsky.

Os policiais acharam pedante o homem de branco, que tirava baforadas de charutos na verificação das malas e estava alcoolizado. Desconfiaram de uma harpa que era presente para o Cônsul Paraguaio, desconfiaram que ali tinha marijuana e estavam pensando em abrir o grande instrumento de cordas. Pedi para falar com o superintendente da PF no Aeroporto, usando minha carteira da OAB. Permitiram-me a entrada, fui logo dizendo que eram meus convidados para o Festival de Publicidade e ouvi a história do porque da demora na liberação. Fiz uma proposta com argumentos, aceita na hora: “Libere os pilotos e os jornalistas, não abram a harpa e o Cônsul está no aguardo, muito nervoso. Ponha-me ao telefone com o superintendente Federal, caso contrário, vou pedir socorro já para a OAB”. Falei com sustentação oral que nada tínhamos a ver com os turistas que entram legalmente e estejam embriagados. Minha tese foi aceita e, para surpresa na hora da homenagem como o jornal que mais divulgou o Festival de Publicidade no Paraguai, na feijoada oferecida pelo patrono Otávio Gadret, fui chamado ao palco e ganhei a harpa com a justificativa do presidente do ABC Color.

O Fernando me surpreendeu ao historiar meu diálogo com a PF (não sei onde conseguiu as informações) e publicou o régio presente, a foto com a harpa que é mais alta que eu e a doei para uma entidade de meninos músicos carentes de uma escola de Caxias do Sul, mantida pelo Raul Randon, dando a informação do meu diálogo cordial com a Polícia Federal.

Que maravilha de história, Fernandinho. Sei que você não bebe, mas quando eu for chamado, vou perguntar para São Pedro se é permitido uma taça por dia do vinho de Cristo, que aprendi a tomar como sacristão em Santa Rosa e depois com o Raul Randon (que está no céu, feliz). Ele sempre me esperava nas reuniões no final da tarde com uma taça de tinto para saborearmos e, hoje, minha neurologista e geriatra me receita duas e continuo vivendo.

João Firme é jornalista e publicitário.

RECEITA FEDERAL RECOMENDA PROPAGANDA DE PROJETOS SOCIAIS

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O Encontro do Bem realizado no último dia 9 de março na Receita Federal, que está comemorando 50 anos e incluiu a ALAP no seu calendário de programações, deu luz para as entidades carentes do RS receberem recursos de imposto devido e doações de mercadorias apreendidas pela Receita Federal que, após leilão, escolherá a entidade que pode ser aquinhoada com caminhão, automóvel, televisor, computador e outros bens de consumo, desde uma vez que seja de utilidade pública, documento que é fornecido pelo município, pelo Estado, Distrito Federal ou pela União. Mas é necessário ser feito um processo para isso e a ALAP criou um Departamento de Projetos Sociais para orientação às entidades carentes que desejarem obter bens leiloados pela Receita Federal.

Respondendo a uma pergunta nossa, o Superintendente Adjunto Ademir Gomes declarou que somente são analisadas para receberem bens leiloados, entidades com CNPJ, reconhecidas de Utilidade Pública pelo Estado ou Município, enfatizando que estas condições estão no site da RFB. E disse mais: 60% dos municípios não têm projetos sociais para se candidatarem aos incentivos fiscais a pagar, razão pela qual 80% do que poderia deixar para o terceiro setor no RS vão para outros destinos, resultando numa perda de 280 milhões em 2016.

Na mesma linha, consegui uma empresa de Venâncio Aires cujo diretor é meu amigo do tempo em que eu tinha a agência Arauto que não existe mais, para doar um forno para pãezinhos aos esfomeados do morro da Tuca, cujo valor beirava aos 6 mil. Consegui com o jovem empresário. Este me argumentou que estava diminuindo seus investimentos em propaganda, e a doação não seria a melhor solução. E fiz o “mea-culpa”, não peço mais e nem recomendo doações assistenciais de mercadorias, porque estas reduzem investimentos publicitários que poderiam acontecer até em entidades que praticam o bem.

Mas o que me encheu de alegria foi o fato do Dr. Ademir Gomes ficar sabendo que a ALAP é de Utilidade Pública de Gramado.

*João Firme é publicitário e jornalista

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RAUL RANDON DA PROPAGANDA

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Um amigo do bem nos deixou nesses tempos que vivemos e nos encontramos na eternidade com Deus. Foi assim que disse o Paixão Côrtes por telefone, enfatizando que ele era o melhor na Propaganda Social, pois todas as mensagens que fazia no programa “Cidade Gaúchas”, de exportação para três estados na década de 60, eram de otimismo no Brasil e da participação da sociedade na ajuda ao terceiro setor.

Comecei a trabalhar com a Randon conhecendo seu irmão engenheiro Ercilio, que cuidava da imagem da empresa e meus encontros com o Raul começaram acontecer no centro das indústrias onde eu frequentava semanalmente para produzir um programa que idealizei na TV Piratini com o nome “Caxias na TV”, baseado com o que aprendi na “Voice of América” em 1965 como formando de Publicidade da primeira turma da PUCRS, estágio ocorrido em setembro para divulgar a Exposição dos Financiados da Aliança para o Progresso e poder convidar a Jacqueline Kennedy para vir inaugurar a EFAP no Parque de Exposições em dezembro de 65, o ano da revolução que nos tirou a liberdade de imprensa.

O “Caxias na TV” idealizei depois de constatar que, nos EUA, a imprensa dos condados (cidades) tinha 60% de preferência, pois cada município tinha interesse de destacar a Cultura e a Arte onde se encontra talentos. O ex-prefeito Hermes Weber gostou da ideia e me disse que só um homem poderia tornar realidade minha ideia semanal na TV Piratini. E após visitar o Raul, ele me levou para a Federação das Indústrias presidida pelo Cipola e após minha explanação perguntaram o preço da TV do Chateubriand e cobriram os custos em minutos. O programa que era para apenas três meses durou mais de um ano com escolas de ballet, Sing House, CTGs, músicos, empresários e locutores na apresentação aos domingos de manhã.

Certo dia, o seu Raul me convidou para abrir a filial da Minuano Publicidade em Caxias do Sul, para atender a conta da empresa.  Recusei informando-o que tinha um projeto de vida e, em 1973, no ano do convite eu estaria recebendo dois diplomas universitários: Ciências Jurídicas e Sociais em Passo Fundo e Relações Públicas na PUCRS. Ele ficou surpreso com o que relatei e mandou abrir uma champanhe do Michelon, com quem tive a conta. Sugeri a Martins+Andrade, pois trabalhava com o Hesíodo Andrade na ABAP e no Sindicato, um capixaba de valor.  Ele aceitou a minha indicação e a Martins foi a primeira agência de Porto Alegre com filial em Caxias.

Já premiei o projeto social FLORESCER na Caravana da Comunicação Social e pretendia premiar outro extraordinário que tem na Edição Extra do Festival de Publicidade de Gramado em Paris no dia 21 de setembro.

Prêmios por ser empresário, empreendedor autêntico e simples, voltado para o trabalho com solução para o crescimento do Brasil, creio que ele é o primeiro no nosso Estado onde ele investe sem medo. Vivo hoje, Raul Randon, mas amanhã poderei estar contigo na santa paz.

João Firme é Publicitário e Jornalista

FOTO: Randon/Divulgação

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Publicação original do Jornal do Comércio de 6 de março de 2018.

SEDUÇÃO NA PROPAGANDA

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*João Firme 

A Propaganda tem por fim seduzir o consumidor. O despreparado empreendedor que quer se desenvolver às vezes se mete na criação e acaba querendo uma campanha provocando a Propaganda enganosa, um mal combatido pelo CONAR e o Código do Consumidor. Mas os piores, na nossa modesta opinião, são fornecedores da indústria da comunicação, alguns corruptos que apresentavam orçamentos tripartite.

As mulheres nas agências nos anos 60 e 70 na mídia, produção gráfica e eletrônica eram atraídas por tudo que é proposta de sedução (flores, jantares, presentes, depósitos na conta) e muitas vezes enfrentavam o lobo mau, embora estivessem na idade da loba. Era o que me contavam minhas duas irmãs bem casadas de 40 anos, que trabalharam comigo na Minuano e na Arauto Publicidade.

Dizia São Francisco que Deus quer que se pregue ”bons modos na sociedade”, filosofia ética que derruba muitos pensadores.

Me perguntaram certa vez numa palestra porque eu não falava na minha vida, antes do casamento que aconteceu com 32 anos. Respondi que vivi quando juvenil como Verdi e Mozart e não sei porque estou nesses últimos tempos com dois filhos antes de conhecer minha companheira de 63 anos e quem me cuida hoje, além dela, é o nosso único do matrimônio que não quis ser publicitário e é aeronauta bem sucedido e feliz com três netos que tenho dele.

Nos meus clientes que misturavam o assedio às modelos com a propaganda eu me afastava. Para mim tudo tinha que ser profissional.

No ginásio como adolescente e nas quatro faculdades que passei, minhas colegas admiravam meus cabelos crespos e olhos negros, mas não namorei nenhuma que me lembro.

Respeito a mulher como a rainha do lar e da natureza, pois se Deus não a criasse para seduzir Adão, o mundo não existiria com essa enorme população.

*Publicitário e Jornalista