ALAP | Associação Latino-Americana de Publicidade

Artigos

PARIS SAN GERMAN NA HISTÓRIA DA PROPAGANDA

*João Firme

Em maio de 98, promovemos em Gramado, com a parceria  da Gerdau, a 1ª Convenção Mundial de Produtividade e Qualidade Total, objetivando preparar as agências de propaganda para a conquista da Certificação ISO 9000. O evento teve o conteúdo de  Alain Cayzac, presidente do Paris Saint Germain, da EURO/RSCG e da Associação das Agências de Comunicação e Comunicadores-AACC.

O Festival de Publicidade de Gramado que em 1975 começamos a divulgar por Paris nos possibilitou a cair nas graças dos franceses porque tivemos colegas de curso na Voice of América em Washington em 1965 e quis o destino que caísse nas graças do  Cayzac para   participar de um “petit” seminário das Normas ISO 9000 que nos foram apresentadas numa noite de gala de Bil Gates no Bateau Mouche, ancorado próxima a  Torre Eifel.

No encerramento me apresentaram como o único estrangeiro presente e ouvi emocionado que a AACC havia escolhido a ALAP como entidade precursora da Certificação ISO na América Latina.

Me entregaram um programa pronto com 5 palestrantes internacionais experts em ISSO,sem custos para a ALAP.

Na época era Juiz Classista do TRT, chamei a Eliana da Capacitá e ela me ajudou mais uma vez reunindo os colegas da Gaúcha, Guaíba e Band numa confraternização do Bem no Praia de Belas e acertamos uma coletiva na qual  o Rech da Guaíba argüiu o Cayzak para que ele visitasse a Dupla Grenal e informasse para quem daria o prêmio de melhor marketing e se poderia acontecer um jogo em POA.  Risonho disse que visitaria comigo o Inter e o Grêmio, depois eu devia ir a cidade luz e traria os resultados. Voltei, novo almoço e informei. Marketing ISO : Internacional.  Jogar em Porto Alegre com renda para entidade social seria o caminho.

 

 

*Publicitário, Jornalista e Advogado

O RÁDIO, O EXÉRCITO E GETÚLIO VARGAS NA MINHA HISTÓRIA

*João Firme

Dia 24 de agosto é um dia de marca para nós há 53 anos.

Estávamos presentes como único repórter no Aeroporto de São Borja, recebendo  respeitosamente o corpo do estadista Getulio Vargas e entrevistamos  Oswaldo Aranha, Tancredo Neves, João Goulart, Ernesto Dorneles, Leonel Brizola e inúmeras autoridades do seu estado maior.

Na condição de gerente da Rádio Santiago conseguimos no esplendor da nossa juventude convencer o general Djalma Bayna, general da 1ª Divisão de Cavalaria de Santiago a liberação de uma emissora portátil RD 400 que transmitia e recebia mensagens em ondas tropicais e curtas entre as unidades militares. Entendíamos desse serviço por termos cursado comunicações na Cia Média de Manutenção  na cidade das Ruínas de São Miguel, gerar audiência e propaganda,e  inventamos o

convite para as cerimônias fúnebres com centenas de mensagens fora da transmissão naturalmente.

Ficamos sabendo que a freqüência para outras Rádios no país tinha sido liberada pelo Exército.

Nossa ousadia de repórter se tornou no maior Preito ao insigne Getulio Vargas que se saiu da vida para entrar na história.
*Publicitário – Jornalista – Advogado

 LEIS DA PROPAGANDA, DA CULTURA E ARTE SÃO O NORTE DA ALAP

A propaganda surgiu como braço  informativo do sistema econômico em que se inseria. Antes do final do século XIX,a mídia impressa veiculava anúncios  que, na maioria dos casos, consistiam em texto puro, mas datam  já desta época as primeiras ilustrações de produtos aceitos pela  sociedade. O anúncio nasceu,assim,da incorporação de diferentes manifestações culturais: da literatura e do jornalismo.absorveu o texto, do desenho e da pintura,trouxe as ilustrações – dando origem a algo diverso e novo nas artes plásticas  e em muitas outras áreas da expressão humana.

A chegada do Rádio nas décadas de 20 e 30, traz grande impacto ao desenvolvimento da sociedade,dando-lhe gradualmente,formato próprio pela inclusão do som e da música. O “reclame é substituído pelas peças fotográficas e hoje digitalizadas. Se com a chegada do Rádio, foi dada voz às mensagens publicitárias, com o nascimento da TV a ela foi dada imagem em movimento.

O Brasil tem demonstrado que pode produzir publicidade com características culturais próprias, capaz de ser confrontada com produtos de outras nações.inclusive para o Ocidente industrializado.  Por isso é freqüentemente apresentado como um país que lutou contra a intrusão cultural e ganhou a batalha.  De fato  há evidências de que este parece ser o caso. Sustentação para tal é fornecida pelas premiações obtidas,no exterior. Com o objetivo de dimensionar a publicidade como manifestação cultural foi promovido em novembro de 2002 pela Associação Latino-Americana de Agências de Publicidade(Alap) e a Faculdade dos Meios de Comunicação  Social da Pucrs, o seminário “A Cultura como Fundamento da Publicidade”.

Este seminário foi aprovado em setembro do mesmo de 2002 pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura,através da Secretaria do  Audiovisual do Ministério da Cultura,possibilitando a utilização pela primeira vez num evento publicitário, dos incentivos da Lei Rouanet para a realização para a realização do 14º Festival Mundial de Publicidade de Gramado realizado de 11 a 13 de junho 2003 sob o tema “Criatividade Vale Ouro”.

E reconhecido assim a propaganda como um balizador da cultura premiando a ALAP como entidade de defesa de direitos sociais ligadas à cultura e arte, oficializando seu prêmio Galo de Gramado para a propaganda  e Festival de Gramado como evento de comunicação  de referência nacional pelo Itamaraty.

Que me chamem de escritor de bairro assim como disseram para outros que foram para a Academia de Letras mas os que não entenderem a importância da Legislação Publicitária, e da Cultura e da Arte  lhes responderei com um Aqui Farroupilha de Paixão Cortes e Érico Veríssimo que se consagraram como escritores e redatores de propaganda.

*João Firme
Publicitário,Jornalista e Advogado

CAUSAS E CONCAUSAS DA CORRUPÇÃO NA PROPAGANDA

Já que o assunto da moda é corrupção, mal contra o bem, lembro que na época em que nos tornamos empresários de propaganda detectamos que nas agências de porte os profissionais mais paparicados por fornecedores eram os diretores de produção gráfica, eletrônica e o mídia e nesta eu me metia negociando direto muitas vezes com a presença do cliente e os resultados sempre foram positivos. Perdi algumas empresas porque me negava ao “del credere”, deixando o veículo faturar.

Chegou a um ponto esta vergonha que um troféu que era entregue para painelistas no Festival de Gramado nos idos de 80, foi apelidado jocosamente de TOCO.

Nas concorrências,algumas agências tentavam e tentam reduzir seus direitos na mídia(20%) que os meios de comunicação lhes concede sob o escopo da regis 4.680/65 e  o decreto 57.690/66.

Grandes agências brasileiras que optaram,quebraram,entre elas a Denison que veio do RJ conquistar a conta do Governo do RS e outras sobreviveram às crises adquiridas pelas multinacionais.

Contatos de contas prospectavam clientes prometendo o menor preço, embora não fosse o real, e alguns órgãos públicos embarcavam na sustentação e depois não concluíam seus projetos no prazo projetado porque eram notificados pela empresa da impossibilidade culpando a inflação e o processo terminava no impedimento da agência  participar de licitações por 2 anos.

A ABAP e o SINAPRO-RS se uniram e solicitaram que as suas associadas não participassem de concorrências especulativas com a proposta vexatória de redução do desconto na mídia (20%).

Com o “boom” do crescimento da economia depois do plano real, para a alegria de bons publicitários veio o CENP, para ditar as normas  nas licitações públicas com 80% cobrados pelo veículo e 20% do desconto pela agência.

Na iniciativa privada,  as House Agencies e o Varejo  tornaram-se atrativos e instalou-se o FEE como nova maneira de favorecer o grande anunciante e a tranquilidade da agência no pagamento da sua folha.

E apareceu na década de noventa um bicho papão da liberdade de imprensa, os bureau de mídia, que felizmente não vingou no nosso país porque as entidades de propaganda se uniram com grandes meios de comunicação e correram com os bolseiros, como chamam os argentinos.

Sabemos nessa crise que inúmeros anunciantes querem voltar ao normal, isto é, faturamento oeki preço de mídia negociada o que é ótimo para o crescimento da indústria da comunicação.

E vaticino a vinda de uma Instrução Normativa de declaração contábil que os 20%  da mídia, não serão tributados  no valor do FEE que glosado cairá  na malha fina da RFD, assim como eventos de qualquer espécie,  clubes de serviços, produtoras de filmes e outros que não emitiam NF para fugir do dai  a Cezar o  que é de Cezar.

João Firme
Publicitário e Jornalista

ORQUESTRA SINFÔNICA DE BERLIM NAS COMEMORAÇÕES DO TRIÊNIO 188-190 ANOS DA IMIGRAÇÃO ALEMÃ NO RS EM 2018

Às vezes me pergunto, mas que vida Deus me deu na diversidade. Sobrevivi com  leite de mãe preta. Meu pai Francisco, colono, me disse certa vez que o meu avô o deu para ser criado  por uma família  alemã de Panambi, RS.

 Na guerra defendia nas ruas da minha Santa Rosa de Lima os guris germânicos que estudavam comigo no colégio Visconde de Rio Branco  e no Rádio organizava um programa noturno com músicas clássicas entre as quais se destacavam  Bethoven, Mozart, Brahms, Straus e Scherman.

 Quis o destino que em 77 eu conquistasse a conta da Continental (Brahma) onde  continua a torre no shopping Total e nos 100 anos trouxesse a Porto Alegre a Sinfônica de Berlim. Pois está prestes de se realizar meu sonho de assisti-la neste período de vida novamente em Berlim na edição Extra do Festival de Gramado que acontecerá em 2018 nos quase  200 anos da imigração alemã no Brasil e quem sabe trazê-la de volta  para inaugurar a 51ª Festa Nacional da Soja, cuja conta foi minha através da Minuano Publicidade da primeira a terceira e lhe dei o nome de  berço nacional da Soja, graças ao pastor luterano teuto-americano Lehenbauer que trouxe as primeiras sementes  para  florescerem na capital nacional da soja.

Com a  Soja, veio o  boom agrícola no Brasil com o surgimento da automotriz  SLC em Horizontina, minha grande conta que possibilitou a ida de Érico Veríssimo inaugurar a 1ª FENATRIGO em Cruz Alta, onde outrora viveram Ana Terra e o capitão Rodrigo Cambará com novos verdes e o ouro dos trigais.  Érico colheu as sementes de trigo  na famosa colheitadeira, além de desempenhar voluntariamente a função de redator criativo de um anúncio convite de outra agência que tive, a Arauto Publicidade  convidando os compatriotas a visitarem a cidade onde outrora viveram   Ana Terra e Rodrigo Cambará.

Mas o RS tem a dádiva germânica com empresas que tive orgulho de prestar serviços como publicitário:  Eickoff e Fankauser (Tuparendi), plantadeiras; Ideal Colheitadeiras de Santa Rosa;  Curtume Silveira, Indústria de Calçados Muller e 1ª FENAC de Novo Hamburgo; Calçados Reichert de Campo Bom; Ortopé de Gramado, Bibi de Parobé; Guerdau, Sapucaia do Sul. Me interessei no país que tem investimentos de  10% do seu PIB no Brasil e tem indústrias de renome como Volkswagen, Siemens, Mannesmann, VARIG, Stihl, Thyssen Krupp, Siemens, Voith, Mercedes-Benz, Motores MWM, Renner e Kohlbach.

Tenho amor  pelo movimento alemão de Valorização do Idoso na Sociedade com voluntários aposentados com saúde que ensinam tecnologia gratuitamente em uma centenas de países no mundo sem cobrar nada, razão do Publicitários sem Fronteiras, um núcleo vitorioso da ALAP-Associação Latino-Americana de Publicidade, entidade sem fins lucrativos de defesa dos direitos sociais ligadas à cultura e arte e que vão às Embaixadas brasileiras e estrangeiras divulgarem o nosso grande Brasil.

João Firme
*Publicitário e Jornalista

OS REIS MAGO E OS MOSQUETEIROS DA PROPAGANDA

Encontrei em meu baú . artigos  e entrevistas que os considerei exemplo de vida que eu os comparam  com os Magos e Mosqueteiros.

Roberto Duailibi ao receber a Medalha Mauricio Sirotsky Sobrinho no Festival de Gramado de 2007 deu esta joia de afirmação na Revista Advertising,edição 111:”Dediquei meu passado para a construção do meu futuro”. Para ele a função da publicidade é “tirar as pessoas de seus invólucros, de suas amarras e levá-las a assumir atitudes com relação à vida.” E assino embaixo o que o Duailibi tem feito pela propaganda, fundando a ALAP-Associação Latino-Americana em Santiago do Chile e me incluiu sem saber na diretoria como Secretário-geral. Foi Patrono do Festival de Gramado em Buenos Aires em 2006 na Embaixada do Brasil, Patrono do de Gramado em 2007, Patrono da Edição Extra  de 2012 em Montevidéu e 2014 na cidade do Panamá, Presidente do 20º  Festival Mundial de Publicidade de Gramado e este ano Patrono do núcleo da ALAP –Publicitários sem Fronteiras que será apresentado dia 8 de junho, às 8 horas no Café da Manhã no hotel Casa da Montanha. E já está de malas prontas para edição extra  de 2018 para promover o Brasil na nossa Embaixada em Washington.

Luiz Coronel em artigo na ZH, 22/5/2008: Nós os profissionais da propaganda do RS, sem que nosso Estado seja estrela de primeira grandeza na disponibilidade de recursos investidos em comunicação realizamos um bom trabalho. Enquanto RJ e SP administram catadupas de verbas, oriundas de contas de bebidas, celulares, automóveis, afora o manejo de verbas estatais, nós repartimos fatias menores do bolo. Temos nós mesmos,nós mesmos, de edificar nossos fatos,feitos e eventos.  Aí está o Festival Mundial de Publicidade de Gramado realizado nos anos ímpares e para não ficar”com as imensas mãos abanando” como disse o poeta Vinicius, edições extras no exterior desde 2004 quando começou na Embaixada do Brasil. Pincei do artigo desse cabedal de sabedoria e que enfrentou comigo algozes censores da propaganda: “Não será olhando, contemplando,que vamos alcançar os objetivos que justificam tão largo passo”.

Renato Castelo Branco, o maior conferencista do Festival de Gramado de 1981, fez uma avaliação  conforme matéria do Meio & Mensagem, 2ª quinzena de julho, Ainda há luz no fim do túnel.

Pois o pai do Hiran, nosso presidente internacional da ALAP que  inúmeras vezes na agência em SP nos servia cafezinho porque enquanto falávamos, deu este belo ensinamento em Gramado:”Mas por que não podemos fazer pela propaganda brasileira o que Villa Lobos fez pela música, Jorge Amado pela literatura, Di Cavalcanti pela Pintura? Isto é: atingir o universal através do regional”. Comenta o M&M que o grande momento nesse painel no Festival de Gramado de 81 foi quando ele colocou que as agências brasileiras terão que encontrar o caminho para se transformarem na ponta de lança da indústria e da economia nacional – como as grandes agências americanas o foram de seu país. “Com este pensamento, proponho, aqui e agora, que as principais agências nacionais se organizem em um “pool” para criar uma agência brasileira que atue nos mercados internacionais, para apoiar os interesses da nossa economia.

E entre os Reis Mago e os Mosqueteiros, gosto de ser seus  EMAÚS.

*João Firme
Publicitário e Jornalista

O RÁDIO NÃO MORRERÁ ENQUANTO A IMAGINAÇÃO HUMANA NÃO MORRER

*João Firme

 “ERA UMA NOITE ESCURA E TEMPESTUOSA”.

  Nas minhas leituras que a liberdade de imprensa  me proporciona, encontrei um anúncio criativo e lindo de morrer publicado na data de  21 de setembro de 1975 no  Dia do Rádio pelo meu inesquecível amigo Antônio Mafuz que teve seus tempos de Bil Gates  e de São Francisco.

“O Rádio liberta e estimula o teatro da imaginação, é palco para os melhores músicos do mundo e a maior arquibancada de esportes que se conhece.

Cada ouvinte é um co-produtor,desenha seus próprios figurinos,dirige a ação, escolhe o melhor ângulo,decide se é preto e branco ou colorido.

O Rádio é informação. O primeiro a dar as boas e más notícias.

Claro que as análises e os comentários  mais profundos dos jornais, as fotos impecáveis das revistas e a imagem de TV são de um fascínio e de uma importância inegáveis para a cultura humana.

Mas você está muito enganado se pensa que, por causa disso, o Rádio  vai morrer. O Rádio não morrerá  enquanto a imaginação humana não morrer.”

Recordo que neste Dia do Rádio recebi na  Itaí de Porto Alegre, às 23h, a visita de um jovem casal de Curitibanos  que veio me agradecer  por ter atendido o pedido da noiva bonita, com a  leitura de um poema de JG de Araujo Jorge com o fundo da música Orquídeas ao Luar no programa  Salão Grená que o Coli Filho da Rádio Tamoio me cedeu os direitos no RS.

 Nossa conversação de jovens românticos em  paz foi emocionante.

                                                 *Publicitário e Jornalista

                                                   alap@terra.com.br

ATRAÇÕES DO 21º FESTIVAL MUNDIAL DE PUBLICIDADE DE GRAMADO 2017

A gratuidade na premiação profissional  do Prêmio  Criatividade Internacional de Gramado,  interrompido em 2013, está mexendo no cenário mundial da propaganda onde as grandes agências, investem pesado nas inscrições de peças publicitárias  em Cannes, New York, Londres e Buenos Aires.

O Festival  de Gramado como é conhecido pelos publicitários agora voltou com o Soy Louco Por Ti América Fazendo a Diferença permitindo que as agências do planeta inscrevam pela internet uma peça de jornal/revista, outdoor, cine/tv, rádio e web, sem custo, com o tema social” Clima Sustentável “é o que diz no site www.alap.com.br/premiocriatividade com inscrições de março a 15 de maio.

O prêmio Universitário Internacional de Gramado que foi implantado pelo BID-Banco Interamericano de Desenvolvimento em 2005 teve  com o tema solicitado “A Valorização do Idoso na Sociedade,” continuou prestigiado pela Prefeitura de Gramado e este ano é  sobre “Planeta Sustentável” com inscrição gratuita de uma peça por estudantes do mundo até 20 de maio pelo site www.festivalgramado.com.br/premiouniversitario.

O programa idealizado pelo presidente do 21º Festival Mundial de Publicidade de Gramado de 7 a 9 de junho, Sergio Gordilho, co-presidente e CCO da agência Africa  é como a geração Y quer.

Nos 5 eventos paralelos está previsto a fundação de duas associações latino-americanas, a de diretores comerciais de jornais e revistas,e de Rádios.

Outra novidade é a oficialização do Publicitário Sem Fronteiras pelo Patrono desse movimento,  Roberto Duailibi, fundador conosco da ALAP e Presidente Emérito colaborará  com a Propaganda com ONGS e atender convites das Embaixadas brasileiras e de universidades.

E parafraseando Luciano Hulk, da TV Globo, que esteve em 2005 no Festival, em Gramado se pratica Um por todos e Todos por Um, fazendo o bem sem interessar a quem.

*João Firme
Publicitário e Jornalista

MAURICIO, O MEU MELHOR PROFESSOR DE PROPAGANDA

fotografia_alap_post

Depois de uma passagem rápida com o Mauricio Sobrinho na Rádio Gaúcha, seu primeiro empreendimento nas comunicações, aconselhado por ele constituí  três agências, a Minuano,Arauto e Farol,me aventurando com a fundação da Unesul Turismo que vendi para a Unesul Transportes e vai muito bem.

Em 1974, ao receber minha OAB/RS, prestigiado com a presença do meu amigo Sirotsky que foi Publicitário na Mercur,  passei a veicular muito na Gaúcha,  porque era a de maior audiência e as respostas imediatas para o varejo. E na entrega da minha carteira o presidente da OAB/RS agradeceu a presença do fundador da RBS e me anunciou para recitar a Oração do Advogado e surpreendi  os presentes,sob os aplausos do Mauricio,primeiro a levantar-se.

E quis o destino que eu caísse nas graças do Mauricio, convidando-me para participar de inúmeras reuniões noturnas e nestas ele me aconselhou a liderar um movimento e constituir o Sindicato das Agências de Propaganda. Relutei um pouco, mas acabei aceitando o desafio conquistando a primeira carta sindical patronal de agências de propaganda no país, conforme a lei 4.680/65 assinada em 31 de março de 1978 pelo ministro  do Trabalho, Arnaldo da Costa Prieto, um gaúcho que se destacou na Revolução para à volta da democracia liberando Sindicatos,contrariando os militares donos do poder.

Fui convidado pelo fundador do Grupo RBS  para nos reunirmos à noite por 4 vezes.   Ele alinhavou o que o mercado da indústria da propaganda mais queria: a organização da propaganda governamental cujas verbas de Secretarias, Autarquias e Sociedades de Economia Mista eram distribuídas por colegas autônomos que enviavam releases em substituição à propaganda(um horror);  depuração do mercado das agências com a profissionalização da nossa atividade combatendo as agências transitórias que recebiam o faturamento, não pagavam  os veículos; e anunciantes que mudavam suas mídias sem honrar as duplicatas,deixando protestá-las. Acrescentamos só um ítem no nosso dia-a-dia de liderança sindical, a Caravana da Propaganda com publicitários voluntários que nos acompanhariam às cidades geoeconômicas para na Associação Comercial,  num almoço acontecesse uma ou  duas palestras sobre  Propaganda Conquista Clientes. O apoio foi com cumprimentos e sorrisos pela minha ideia e o homem da capital do planalto,  afirmou  que o Sindicato que presidia de Jornais e Revistas e a RBS estariam juntos na promoção.

Estreamos em Santa Rosa, minha terra com uma brilhante palestra  do  Carlos Melzer, pai do Eduardo  Melzer, hoje presidente do Grupo RBS. E o Nelson,  entrou nessa e foi a  Passo Fundo  onde o seu  pai fora radialista. Visitamos 38 cidades gaúchas levando a propaganda como a alma do negócio.

Enfim,tudo que me foi sugerido pelo hábil e generoso Mauricio, realizei no SINAPRO-RS e jamais esquecerei  de um prêmio  ou presente que recebi dele, mandando pagar por 1 ano as mensalidades que eu tinha com a Orquestra Sinfônica que dava concertos aos domingos de manhã e eu estava lá porque sempre gostei de música.

Outra causa e concausa com o Mauricio Sirotsky e Roberto Marinho é o incentivo para continuar com o Festival de Publicidade de Gramado.

E vivo extremamente feliz por ter cumprido uma missão ensinada pelo meu melhor professor de propaganda, Mauricio Sirotsky Sobrinho,por isso  guardo esta foto  com ele e  o governador Amaral de Souza na minha posse na presidência do SINAPRORS, como relicário.

*João Firme