ALAP | Associação Latino-Americana de Publicidade

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PARIS SAN GERMAN NA HISTÓRIA DA PROPAGANDA

*João Firme

Em maio de 98, promovemos em Gramado, com a parceria  da Gerdau, a 1ª Convenção Mundial de Produtividade e Qualidade Total, objetivando preparar as agências de propaganda para a conquista da Certificação ISO 9000. O evento teve o conteúdo de  Alain Cayzac, presidente do Paris Saint Germain, da EURO/RSCG e da Associação das Agências de Comunicação e Comunicadores-AACC.

O Festival de Publicidade de Gramado que em 1975 começamos a divulgar por Paris nos possibilitou a cair nas graças dos franceses porque tivemos colegas de curso na Voice of América em Washington em 1965 e quis o destino que caísse nas graças do  Cayzac para   participar de um “petit” seminário das Normas ISO 9000 que nos foram apresentadas numa noite de gala de Bil Gates no Bateau Mouche, ancorado próxima a  Torre Eifel.

No encerramento me apresentaram como o único estrangeiro presente e ouvi emocionado que a AACC havia escolhido a ALAP como entidade precursora da Certificação ISO na América Latina.

Me entregaram um programa pronto com 5 palestrantes internacionais experts em ISSO,sem custos para a ALAP.

Na época era Juiz Classista do TRT, chamei a Eliana da Capacitá e ela me ajudou mais uma vez reunindo os colegas da Gaúcha, Guaíba e Band numa confraternização do Bem no Praia de Belas e acertamos uma coletiva na qual  o Rech da Guaíba argüiu o Cayzak para que ele visitasse a Dupla Grenal e informasse para quem daria o prêmio de melhor marketing e se poderia acontecer um jogo em POA.  Risonho disse que visitaria comigo o Inter e o Grêmio, depois eu devia ir a cidade luz e traria os resultados. Voltei, novo almoço e informei. Marketing ISO : Internacional.  Jogar em Porto Alegre com renda para entidade social seria o caminho.

 

 

*Publicitário, Jornalista e Advogado

CAUSAS E CONCAUSAS DA CORRUPÇÃO NA PROPAGANDA

Já que o assunto da moda é corrupção, mal contra o bem, lembro que na época em que nos tornamos empresários de propaganda detectamos que nas agências de porte os profissionais mais paparicados por fornecedores eram os diretores de produção gráfica, eletrônica e o mídia e nesta eu me metia negociando direto muitas vezes com a presença do cliente e os resultados sempre foram positivos. Perdi algumas empresas porque me negava ao “del credere”, deixando o veículo faturar.

Chegou a um ponto esta vergonha que um troféu que era entregue para painelistas no Festival de Gramado nos idos de 80, foi apelidado jocosamente de TOCO.

Nas concorrências,algumas agências tentavam e tentam reduzir seus direitos na mídia(20%) que os meios de comunicação lhes concede sob o escopo da regis 4.680/65 e  o decreto 57.690/66.

Grandes agências brasileiras que optaram,quebraram,entre elas a Denison que veio do RJ conquistar a conta do Governo do RS e outras sobreviveram às crises adquiridas pelas multinacionais.

Contatos de contas prospectavam clientes prometendo o menor preço, embora não fosse o real, e alguns órgãos públicos embarcavam na sustentação e depois não concluíam seus projetos no prazo projetado porque eram notificados pela empresa da impossibilidade culpando a inflação e o processo terminava no impedimento da agência  participar de licitações por 2 anos.

A ABAP e o SINAPRO-RS se uniram e solicitaram que as suas associadas não participassem de concorrências especulativas com a proposta vexatória de redução do desconto na mídia (20%).

Com o “boom” do crescimento da economia depois do plano real, para a alegria de bons publicitários veio o CENP, para ditar as normas  nas licitações públicas com 80% cobrados pelo veículo e 20% do desconto pela agência.

Na iniciativa privada,  as House Agencies e o Varejo  tornaram-se atrativos e instalou-se o FEE como nova maneira de favorecer o grande anunciante e a tranquilidade da agência no pagamento da sua folha.

E apareceu na década de noventa um bicho papão da liberdade de imprensa, os bureau de mídia, que felizmente não vingou no nosso país porque as entidades de propaganda se uniram com grandes meios de comunicação e correram com os bolseiros, como chamam os argentinos.

Sabemos nessa crise que inúmeros anunciantes querem voltar ao normal, isto é, faturamento oeki preço de mídia negociada o que é ótimo para o crescimento da indústria da comunicação.

E vaticino a vinda de uma Instrução Normativa de declaração contábil que os 20%  da mídia, não serão tributados  no valor do FEE que glosado cairá  na malha fina da RFD, assim como eventos de qualquer espécie,  clubes de serviços, produtoras de filmes e outros que não emitiam NF para fugir do dai  a Cezar o  que é de Cezar.

João Firme
Publicitário e Jornalista

O RÁDIO NÃO MORRERÁ ENQUANTO A IMAGINAÇÃO HUMANA NÃO MORRER

*João Firme

 “ERA UMA NOITE ESCURA E TEMPESTUOSA”.

  Nas minhas leituras que a liberdade de imprensa  me proporciona, encontrei um anúncio criativo e lindo de morrer publicado na data de  21 de setembro de 1975 no  Dia do Rádio pelo meu inesquecível amigo Antônio Mafuz que teve seus tempos de Bil Gates  e de São Francisco.

“O Rádio liberta e estimula o teatro da imaginação, é palco para os melhores músicos do mundo e a maior arquibancada de esportes que se conhece.

Cada ouvinte é um co-produtor,desenha seus próprios figurinos,dirige a ação, escolhe o melhor ângulo,decide se é preto e branco ou colorido.

O Rádio é informação. O primeiro a dar as boas e más notícias.

Claro que as análises e os comentários  mais profundos dos jornais, as fotos impecáveis das revistas e a imagem de TV são de um fascínio e de uma importância inegáveis para a cultura humana.

Mas você está muito enganado se pensa que, por causa disso, o Rádio  vai morrer. O Rádio não morrerá  enquanto a imaginação humana não morrer.”

Recordo que neste Dia do Rádio recebi na  Itaí de Porto Alegre, às 23h, a visita de um jovem casal de Curitibanos  que veio me agradecer  por ter atendido o pedido da noiva bonita, com a  leitura de um poema de JG de Araujo Jorge com o fundo da música Orquídeas ao Luar no programa  Salão Grená que o Coli Filho da Rádio Tamoio me cedeu os direitos no RS.

 Nossa conversação de jovens românticos em  paz foi emocionante.

                                                 *Publicitário e Jornalista

                                                   alap@terra.com.br

ATRAÇÕES DO 21º FESTIVAL MUNDIAL DE PUBLICIDADE DE GRAMADO 2017

A gratuidade na premiação profissional  do Prêmio  Criatividade Internacional de Gramado,  interrompido em 2013, está mexendo no cenário mundial da propaganda onde as grandes agências, investem pesado nas inscrições de peças publicitárias  em Cannes, New York, Londres e Buenos Aires.

O Festival  de Gramado como é conhecido pelos publicitários agora voltou com o Soy Louco Por Ti América Fazendo a Diferença permitindo que as agências do planeta inscrevam pela internet uma peça de jornal/revista, outdoor, cine/tv, rádio e web, sem custo, com o tema social” Clima Sustentável “é o que diz no site www.alap.com.br/premiocriatividade com inscrições de março a 15 de maio.

O prêmio Universitário Internacional de Gramado que foi implantado pelo BID-Banco Interamericano de Desenvolvimento em 2005 teve  com o tema solicitado “A Valorização do Idoso na Sociedade,” continuou prestigiado pela Prefeitura de Gramado e este ano é  sobre “Planeta Sustentável” com inscrição gratuita de uma peça por estudantes do mundo até 20 de maio pelo site www.festivalgramado.com.br/premiouniversitario.

O programa idealizado pelo presidente do 21º Festival Mundial de Publicidade de Gramado de 7 a 9 de junho, Sergio Gordilho, co-presidente e CCO da agência Africa  é como a geração Y quer.

Nos 5 eventos paralelos está previsto a fundação de duas associações latino-americanas, a de diretores comerciais de jornais e revistas,e de Rádios.

Outra novidade é a oficialização do Publicitário Sem Fronteiras pelo Patrono desse movimento,  Roberto Duailibi, fundador conosco da ALAP e Presidente Emérito colaborará  com a Propaganda com ONGS e atender convites das Embaixadas brasileiras e de universidades.

E parafraseando Luciano Hulk, da TV Globo, que esteve em 2005 no Festival, em Gramado se pratica Um por todos e Todos por Um, fazendo o bem sem interessar a quem.

*João Firme
Publicitário e Jornalista

MAURICIO, O MEU MELHOR PROFESSOR DE PROPAGANDA

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Depois de uma passagem rápida com o Mauricio Sobrinho na Rádio Gaúcha, seu primeiro empreendimento nas comunicações, aconselhado por ele constituí  três agências, a Minuano,Arauto e Farol,me aventurando com a fundação da Unesul Turismo que vendi para a Unesul Transportes e vai muito bem.

Em 1974, ao receber minha OAB/RS, prestigiado com a presença do meu amigo Sirotsky que foi Publicitário na Mercur,  passei a veicular muito na Gaúcha,  porque era a de maior audiência e as respostas imediatas para o varejo. E na entrega da minha carteira o presidente da OAB/RS agradeceu a presença do fundador da RBS e me anunciou para recitar a Oração do Advogado e surpreendi  os presentes,sob os aplausos do Mauricio,primeiro a levantar-se.

E quis o destino que eu caísse nas graças do Mauricio, convidando-me para participar de inúmeras reuniões noturnas e nestas ele me aconselhou a liderar um movimento e constituir o Sindicato das Agências de Propaganda. Relutei um pouco, mas acabei aceitando o desafio conquistando a primeira carta sindical patronal de agências de propaganda no país, conforme a lei 4.680/65 assinada em 31 de março de 1978 pelo ministro  do Trabalho, Arnaldo da Costa Prieto, um gaúcho que se destacou na Revolução para à volta da democracia liberando Sindicatos,contrariando os militares donos do poder.

Fui convidado pelo fundador do Grupo RBS  para nos reunirmos à noite por 4 vezes.   Ele alinhavou o que o mercado da indústria da propaganda mais queria: a organização da propaganda governamental cujas verbas de Secretarias, Autarquias e Sociedades de Economia Mista eram distribuídas por colegas autônomos que enviavam releases em substituição à propaganda(um horror);  depuração do mercado das agências com a profissionalização da nossa atividade combatendo as agências transitórias que recebiam o faturamento, não pagavam  os veículos; e anunciantes que mudavam suas mídias sem honrar as duplicatas,deixando protestá-las. Acrescentamos só um ítem no nosso dia-a-dia de liderança sindical, a Caravana da Propaganda com publicitários voluntários que nos acompanhariam às cidades geoeconômicas para na Associação Comercial,  num almoço acontecesse uma ou  duas palestras sobre  Propaganda Conquista Clientes. O apoio foi com cumprimentos e sorrisos pela minha ideia e o homem da capital do planalto,  afirmou  que o Sindicato que presidia de Jornais e Revistas e a RBS estariam juntos na promoção.

Estreamos em Santa Rosa, minha terra com uma brilhante palestra  do  Carlos Melzer, pai do Eduardo  Melzer, hoje presidente do Grupo RBS. E o Nelson,  entrou nessa e foi a  Passo Fundo  onde o seu  pai fora radialista. Visitamos 38 cidades gaúchas levando a propaganda como a alma do negócio.

Enfim,tudo que me foi sugerido pelo hábil e generoso Mauricio, realizei no SINAPRO-RS e jamais esquecerei  de um prêmio  ou presente que recebi dele, mandando pagar por 1 ano as mensalidades que eu tinha com a Orquestra Sinfônica que dava concertos aos domingos de manhã e eu estava lá porque sempre gostei de música.

Outra causa e concausa com o Mauricio Sirotsky e Roberto Marinho é o incentivo para continuar com o Festival de Publicidade de Gramado.

E vivo extremamente feliz por ter cumprido uma missão ensinada pelo meu melhor professor de propaganda, Mauricio Sirotsky Sobrinho,por isso  guardo esta foto  com ele e  o governador Amaral de Souza na minha posse na presidência do SINAPRORS, como relicário.

*João Firme

PUBLICITÁRIOS SEM FRONTEIRAS

 É uma maravilha os movimentos  Médicos Sem Fronteiras + 1% Para a Paz para diminuir a violência no mundo e  ambos nos contagiaram na idealização de um núcleo na ALAP de Publicitários sem Fronteiras, pois  estamos realizando a  divulgação da indústria da propaganda na América Latina, desde 13 de setembro  de 2004, primeira Edição Extra do Festival de Gramado na  Embaixada do Brasil em Paris por convite do embaixador Sergio Amaral que hoje está  na Embaixada em Washington.

 Nos acompanhou no país da heroína Joana D’Arc, o governador Germano Rigotto, o ministro da Cultura, Gilberto Gil, e uma dezena de publicitários voluntários que solicitaram para chamá-los nas Edições Extras no exterior e também no Brasil, quando necessário, e assim atendemos seguidamente convites  de Entidades e Universidades,depois de uma avaliação do núcleo Publicitários sem Fronteiras  da ALAP.

Eu e o Reinaldo Lopes, presidente do Festival de Gramado em Paris,  fomos convidar o Marcelo Serpa para a presidência e ele  saiu logo dizendo “estou nessa voluntariamente” e o júri online é  sério, apesar de não ter o calor humano para discussões.

E graças aos Publicitários sem Fronteiras que cresce na ALAP, continuamos  promovendo nosso país e os latinos,depois de Paris,2 vezes,  Buenos Aires, cidade do México, Florença/Itália, Tóquio, Nova York (semana da propaganda), Bogotá, Maputo/Moçambique, 3 vezes; Cuba, 5 vezes, Montevidéu e cidade do Panamá em 2015 e de 7 a 9 de junho também teremos voluntários no 21° Festival Mundial de Publicidade de Gramado,referência nacional do Itamaraty.

*João Firme
Publicitário e Jornalista

festivalgramado.com.br

O RÁDIO NA MINHA VIDA

Aos 14 anos,viajava com o pároco de Santa Rosa aos domingos como corinha para ajudá-lo na celebração de missas no interior e convidava o público pelo Auto Falante para entrar na Igreja.

Aos 18,consegui emprego na Rádio Santa Rosa como locutor e estudava à noite ouvindo música  clássica de  órgão na Rádio Belgrano de Buenos Aires e depois peregrinei por 7 emissoras, chegando em Porto Alegre trabalhei como repórter na Itaí e convidado pelo  Mauricio Sirostsky  Sobrinho passei  para a  Rádio Gaúcha onde aprendi a vender comerciais, fazendo um programa aos sábados com Elis Regina.

Nas agências que fundei, Minuano, Arauto e Farol , e o SINAPRO-RS que presidi por 31 anos, tinha música ambiental para todos.

Em 1965,nossa turma de publicidade da FAMECOS/PUCRS, idealizou uma Exposição dos Financiados da Aliança para o Progresso, fui escolhido como presidente e designado para ir a Washington e Nova York, convidar a Jacqueline Kennedy para vir inaugurar a EFAP no dia 13 de dezembro.

Na capital americana tinha um colega de Cachoeira do Sul que era diretor Voz da América na área brasileira e me proporcionou um estágio de uma semana na emissora que transmitia em onda tropical e curtas em 37 idiomas  para divulgar a maior nação do planeta.

Como trabalho de conclusão do curso, entrevistei por 5 minutos, o secretário-geral da OEA-Organização dos Estados Americanos  e trouxe a gravação para apresentar aos meus colegas, ao governador Meneghetti e a Rádio Guaíba transmitiu na integra o meu trabalho de repórter.

Idealizei  a tese O Direito à Publicidade sem Censura e a  apresentei   em nome da ABAP e SINAPRO-RS no  3º Congresso Brasileiro de Propaganda realizado em 17/4/78, sendo a mesma provada pelo plenário.

E em setembro do mesmo ano, o Ministério da Justiça do governo Figueredo acatou nosso pleito e  extinguiu a Censura Prévia no Rádio e na TV que durou 7 anos na revolução.

No Festival de Gramado de 2017, o presidente do evento,Sergio Gordilho da agência Africa, atendeu meu pedido para termos um painel sobre o Rádio nas Plataformas de Mídia na Internet e vamos fundar a Associação Latino-Americana de Diretores Comerciais de Rádios.

E continuo ouvindo Rádio, no automóvel , em casa e na ALAP quando escrevo e passo e-mails, me sentindo extremamente feliz.

*João Firme
Publicitário, Jornalista e Radialista
alap@terra.com.br

 

Ouça o Spot do Festival de Publicidade de Gramado de 2017 que um grande número de emissoras de rádios está divulgando:

STOP AND GO

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Armando Ferrentini dedica o artigo abaixo a João Firme

Armando Ferrentini
Ou seria go and stop? Porque estamos assim em nosso país: não restam dúvidas sobre uma melhora na economia, em relação a tempos recentemente passados. Está faltando, porém, engrenar. Ou seja, assim como tivemos tempo de queda contínua, precisamos urgente de um tempo de ascensão idem, que compense os estragos que a “tempestade perfeita” fez em todo o Brasil.
Os pilotos de aeronaves sabem que elas só caem quando há a coincidência de vários fatores negativos ao mesmo tempo, provocando, no linguajar deles, uma tempestade perfeita para comprometer a segurança do voo.
Assim ocorreu com o nosso país: governantes absurdamente despreparados para a sua missão, aliados a arrombadores do erário e, ao mesmo tempo, lideranças políticas carismáticas levando consigo multidões incapazes de se livrar do tapa-olho ideológico que já foi a desgraça de muitos países.
 
Resultou então que, em vez de a população em sua grande maioria se unir contra os graves erros que estavam sendo cometidos na administração pública, houve um racha nas preferências políticas, representado singelamente pelo notório “nós” contra “eles”.
 
Quando parecia, porém, que essa etapa estaria superada com a mudança no comando do país, ainda que a substituição ocorrendo com parceiros de chapa da última disputa presidencial, os interesses políticos falaram mais alto, revelando atritos até então não confessados.
 
A cruzada contra o atual presidente da República, que pode não ser flor que se cheire, mas é o que temos, além de ter sido escolhido de comum acordo com os hoje derrotados, contaminou todos os setores simpáticos a quem caiu fora.
 
Estamos agora nos aproximando da votação na Câmara Federal sobre se o presidente da República deve, ou não, ser julgado diante da nova denúncia contra ele interposta junto ao STF pela PGR, nos últimos momentos do comando de Rodrigo Janot.
 
Nossa opinião é que não, levando em conta que o atual ocupante do Palácio do Planalto está a menos de 15 meses de deixar o cargo, podendo os delitos a ele ora atribuídos serem apreciados pela Justiça a partir de 1º de janeiro de 2019.
 
Não estamos defendendo um eventual réu a ser processado por infringir o Código Penal. Defendemos – e tendo em vista a aparente fraqueza da denúncia – a necessidade de o país se reerguer dessa hecatombe que vem nos assolando há três anos.
 
Afastando agora o atual presidente da República, entraremos em nova convulsão política que não sabemos como terminará. Mas, com certeza, sabemos que reverterá o quadro de melhora, ainda que lenta, que estávamos atravessando.
 
Basta que imaginemos o saboroso prato feito que será apresentado ao STF, caso a Câmara dos Deputados autorize o julgamento. Se os nobres integrantes da Alta Corte – nem todos, mas grande parte deles – adoram serem alvos de grandes shows midiáticos, podemos imaginar o tempo que levará esse julgamento, apesar de o país sangrar em nova crise institucional.
 
Sem se falar na controvérsia que surgirá sobre quem deverá terminar o mandato de Temer, que era de Dilma.
 
Para os que discordam, aconselhamos velha lição sempre lembrada em momentos semelhantes: “Ruim com ele, pior sem ele”.
 
***
 
O marketing brasileiro está salvo. Pelo menos, não será desta vez que mexerão com ele, através de um projeto de lei que corre no Senado e, ao que tudo indica – por já estar vivendo por 11 anos passando dos deputados federais para os senadores –, felizmente não prosperará.
 
Noticiamos sobre ele neste espaço do PROPMARK, na edição de 2/10 (Ameaça ao marketing), provocando um alerta no mercado que sensibilizou algumas lideranças.
 
Dalton Pastore, presidente da ESPM, abriu as portas da escola, que de há muito ensina marketing e tem o vocábulo no seu nome, para um debate entre os responsáveis pelas principais entidades do meio, com a curadoria de importantes e conhecidos advogados especializados na matéria.
 
Ao final dos trabalhos, chegou-se à conclusão de que é quase impossível que o projeto seja aprovado na Câmara Alta, não só pela sua pobreza de propósitos, como também pela confusão entre estes, ainda que reduzidos.
 
Nossa percepção é que se tratou de um projeto de lei com duas vertentes: a regulamentação do exercício da profissão, um vício parlamentar em nosso país, e a condenação do anglicismo, transformando o profissional que atua na atividade em mercadólogo e a própria atividade em mercadologia.
 
Uma guerrinha de viés ideológico em um mundo cada vez se utilizando mais, depois da chegada da web, não só do inglês como de outros idiomas.
 
Além do mais, o que é usarmos algumas palavras no seu idioma original, facilitando a sua imediata absorção e compreensão, em um país que usa muito o idioma de outros?
 
O leitor se informará melhor sobre a reunião da ESPM, lendo a cobertura produzida pela nossa jornalista Jéssica Oliveira, nesta edição.
 
***
 
Do ponto de vista do consumidor, a propaganda que lhe é destinada, via analógica ou digital, será sempre aplaudida, quando respeitar um dos pilares da história publicitária: a criatividade.
 
Exemplo disso vem nos brindando continuadamente a agência Talent Marcel, com as campanhas e peças isoladas do anunciante Tigre Tubos e Conexões e também dos Postos Ipiranga, cliente da mesma agência. O público não só não se cansa de ver, como quer mais.
 
***
 
Este Editorial é em homenagem ao publicitário e jornalista João Firme, incansável batalhador pela valorização da propaganda brasileira.
  
Armando Ferrentini é advogado, jornalista e publicitário. Presidente da Editora Referência, que publica o jornal PROPMARK e as revistas Marketing e Propaganda
   
FOTO: Divulgação

A PROPAGANDA E A PUBLICIDADE DE GRAMADO

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Desde junho de 1985, quando Roberto Marinho , Patrono do Festival Mundial de Publicidade de Gramado, determinou que a Rede Globo de Televisão,  veiculasse em rede nacional, o comercial, no Jornal O Globo, o anúncio e as Rádios Globo do RJ e SP,  o spot,criados pelo presidente do evento Ernani Behs, diretor da Ogilvy & Mather de Porto Alegre e presidente da ABAP/RS, aconteceu uma virada extraordinária na propaganda de Gramado.

Ouvimos do fundador da Globo que as entidades de  de propaganda têm o dever de promover eventos voltados para o conhecimento e inovação para que os empresários invistam nos meios de comunicação para desenvolverem seus negócios, proporcionando com isso o fortalecimento da nossa atividade, a liberdade de escolha, expressão e de imprensa.

    Em  setembro de 2007,o cachoeirense Willy Haas Filho, diretor de negócios da Rede Globo, trouxe e entregou  para o Airton Rocha, presidente do Festival de Gramado do ano, uma fatura de veiculações de comerciais, cortesias à ALAP de R$3.500.000,00.

    A publicidade é a matéria divulgada pelos meios de comunicação e Gramado tem seu Festival do Cinema que premia artistas  e cineastas com o KIKITO  e promove a arte cinematográfica.

   No Festival Mundial de Publicidade de Gramado de 1999, que teve como tema Liberdade Sem Fronteiras, o Ministro Sergio Amaral que organizou a distribuição de verbas públicas dos Ministérios, da Autarquias e Sociedades de Economia Mista, retirando a agência do governo EBN detenta, veio  representando o presidente Fernando Henrique Cardoso e como porta-voz do governo encerrou o evento com uma palestra excelente afirmando que tinha procedimento o pleito da ALAP que estava no Ministério da Economia para isentar a propaganda de produtos brasileiros e do turismo no exterior, da taxa de 15%, que a CACEX cobrava para o envio de dólares para pagamento de faturas de veiculações. Foi aplaudido de pé e no seu regresso fez um projeto de lei, encaminhando ao Senado, que em agosto do mesmo ano, promulgou uma lei dando fim a esta vexatória taxa.

   O hábil, simples,humilde e autêntico, Sergio Amaral foi promovido para Embaixador do Brasil na França e aceitou a proposta da ALAP para realizar a primeira Edição Extra nos anos pares no dia 23 de setembro de 2004, na Embaixada do Brasil em Paris com a parceria da Associação de Agências de Comunicação e Comunicadores –AACC, sem custos para a Embaixada e com os palestrantes voluntários, ente eles, o Governador Germano Rigotto, o Mauro Salles que foi Ministro das Comunicações   compareceu como Patrono da Edição Extra juntamente com Marcelo Serpa, presidente do júri de premiação de peças publicitárias profissionais e o Gilberto Leifert, presidente do CONAR, foi homenageado pela AACC, reconhecendo a entidade como a melhor Auto-Regulamentação no mundo e a TV Globo internacional como a mais conhecida da América Latina na Europa.

    Para Paris foram inúmeros publicitários  e jornalistas da Editora Referência de SP,  Press Advertisign do RS  e a CARAS fez uma festa em sua casa à noite do dia 22, enquanto que o Embaixador  Amaral,promoveu no dia 23 em sua residência um almoço com a presença do Governador Germano Rigotto,  Ministro da Cultura, Gilberto Gil,Gilberto Leifert, Mauro Salles, Jayme Sirotsky, então presidente da Associação Mundial de Jornais-WAN com sede na capital francesa e que estava apoiando a iniciativa da ALAP publicandona Revista da WAN em julho de 2004 um anúncio de página  da Edição Extra , Luiz Coronel ,presidente da ALAP,  Marcelo Serpa e o presidente da Edição Extra do Festival de Gramado, Reinaldo Lopes, da Escala Comunicação.

    E para surpresa de todos, compareceu o Padre Eloi,pároco  de Gramado, às 10 horas, na Embaixada, com mais dois acompanhantes para nos comunicar  que havia aceito o nosso desafio para celebrar uma  Missa de Ação de Graças aos profissionais de propaganda brasileiros na Catedral de Notre Dame no altar mor, às 12h do dia 23/7. E deixamos de ir ao almoço na residência do Embaixador para participar com a esposa do Governador Rigotto e o Alexandre Pradier, diretor de comunicação do governo do Estado. A igreja estava lotada com mais ou menos 3.ooo e nos emocionamos com a leitura do Evangelho em português pelo padre gramadense.

   O Embaixador Sergio Amaral, inaugurou a Edição Extra,às 15h, tecendo elogios à ALAP pela realização do Festival de Gramado, nos anos impares, desde 1975. Para alegria nossa o competente Sergio Amaral hoje é o nosso Embaixador em Washington, o maior país do planeta e temos convicção que nossas relações vão melhorar para empreendedores,exportadores e importadores. E por isso parabenizamos o Ministro José Serra que está à frente do Ministério de Relações Exteriores e o próprio Sergio Amaral que é nosso amigo.

   O Governador fez um belo pronunciamento,o Mauro Salles,um monumento da propaganda brasileira, foi muito aplaudido e o Marcelo Serpa apresentou com o cineasta gaúcho,Cicero Aragon,  os premiados internacionais de agências do Brasil, Argentina, Espanha,México, Japão e França.

   O Galo de Ouro de Gramado recebido por um representante da agência que tinha a conta do Clarín que foi especialmente à  Paris, foi estampado na primeira página do grande jornal argentino como o maior prêmio da propaganda na América Latina comprometendo a ALAP dar continuidade das Edições Extras em 2006,Buenos Aires; 2008 na cidade do México,Florença/Itália e em Tóquio/Japão; 2010 na Semana da Propaganda de Nova York/USA; 2012,Bogotá/Colômbia; 2014,Montevidéu/Uruguai e 2016 na cidade do Panamá.

   E agora chegamos ao 21º Festival de Gramado nos dias 7 a 9 de junho, presidido por Sergio Gordilho, co-presidente e CCC da agência Africa do Grupo ABC administrado por Nizan Guanaes,outro peso-pesado da propaganda.

Criados por Sergio Gordilho, estão sendo veiculados os anúncios de jornais , revistas, spots em rádios e em fevereiro entrará o comercial de TV em rede nacional.

E Gramado é hoje o maior ponto turístico de visitação do interior do Brasil, conforme pesquisa da Revista Viagem, graças a Propaganda e a Publicidade.

*  João Firme
Publicitário e Jornalista
alap@terra.com.br