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PROPAGANDA: CONHECIMENTO, A MAIOR HERANÇA

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Creio que tenha tido o privilégio do conhecimento da propaganda ética e social pela leitura que me despertou a neurociência. Numa reunião de pauta como estagiário convidado do Washington Post, na capital de Thomas Jefferson em agosto de 1965, me foi dado o tema “libertadores latino-americanos”. Escolhi Simon Bolivar e desenvolvi minha prova de história.

No dia de saber a resposta, o chefe de redação do grande jornal que tirou o Nixon do poder me disse que eu deveria saber da minha nota na FAMECOS/PUCRS com o meu professor titular de História Cultural, Irmão Elvio Clemente. Ao chegar, ouvi dele duas propostas. Se eu provasse onde li que Bolívar disse a San Martin da Eva Peron que ele estava sendo traído pelo estado maior para, no término da guerra com os espanhóis, atacar o Brasil, eu seria laureado com nota 10. Não valia falar que ouvi dizer ou em rádio. Eu era solteiro e me dava muito bem com o Irmão Clemente e o convidei para ir no meu apartamento na rua Botafogo na cidade sorriso, argumentando que mostraria uma obra de sete livros com os dez mais (filósofos, mulheres, artistas plásticos, lideres religiosos, historiadores, músicos, poetas, libertadores e outros).

Foi e anotou o nome do autor da Enciclopédia e o livro cinco com o número da página, onde dizia que “numa reunião em Lima, comandada pelo herói venezuelano, gigante publicista da América Latina, estavam Artigas do Uruguai, Sucre do Panamá, O’Higgins do Chile e San Martin, Argentina e este ouviu perplexo a informação do Bolívar que estava sendo traído pelo seu estado maior, que tinha a intenção de invadir o Brasil. E ele, Simon Bolívar, jamais faria isso. Com alvidez, o nosso irmão e amigo San Martin respondeu que, se fosse verdade, iria ao desterro.

Para minha alegria com a nota 10, recebi um convite nos 200 anos de Bolivar e fui inaugurar uma Exposição no Aeroporto em Caracas e participei de um almoço com 100 colegas Publicitários e à noite palestrei e fui homenageado por cerca de 300 pessoas da sociedade venezuelana.

Convidei o Rodolfo Nolck, CEO da Nolck Latino América, Publicista Latino-Americano do Festival de Gramado de 2015 e representante da ALAP na Venezuela, para o 8º Prêmio Estudantil Internacional de Gramado, no dia 7 de junho na cidade das hortênsias e com tristeza fiquei sabendo que desativou a agência.

Agora quando ouço o “drama” político que está vivendo o país que tem o maior lençol de petróleo no mundo, fico preocupado com o desfecho dessa crise, um respeito a Bolivar, amigo do Brasil Pátria Amada.

*Publicitário e Jornalista

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