MAURICIO, O MEU MELHOR PROFESSOR DE PROPAGANDA

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Depois de uma passagem rápida com o Mauricio Sirotsky Sobrinho na Rádio Gaúcha, seu primeiro empreendimento nas comunicações, aconselhado por ele constituí três agências: Minuano, Arauto e Farol, me aventurando com a fundação da Unesul Turismo, que vendi para a Unesul Transportes e vai muito bem.

Em 1974, ao receber minha OAB/RS, prestigiado com a presença do meu amigo Sirotsky que foi Publicitário na Mercur,  passei a veicular muito na Gaúcha, porque era a de maior audiência e as respostas imediatas para o varejo. E na entrega da minha carteira, o presidente da OAB/RS agradeceu a presença do fundador da RBS e me anunciou para recitar a Oração do Advogado. Surpreendi os presentes, sob os aplausos do Mauricio, primeiro a levantar-se.

E quis o destino que eu caísse nas graças do Mauricio, convidando-me para participar de inúmeras reuniões noturnas e nestas ele me aconselhou a liderar um movimento e constituir o Sindicato das Agências de Propaganda. Relutei um pouco, mas acabei aceitando o desafio, conquistando a primeira carta sindical patronal de agências de propaganda no país, conforme a lei 4.680/65 assinada em 31 de março de 1978 pelo ministro do Trabalho, Arnaldo da Costa Prieto, um gaúcho que se destacou na Revolução para a volta da democracia liberando Sindicatos, contrariando os militares donos do poder.

Fui convidado pelo fundador do Grupo RBS para nos reunirmos à noite por quatro vezes. Ele alinhavou o que o mercado da indústria da propaganda mais queria: a organização da propaganda governamental, cujas verbas de Secretarias, Autarquias e Sociedades de Economia Mista eram distribuídas por colegas autônomos que enviavam releases em substituição à propaganda (um horror); depuração do mercado das agências com a profissionalização da nossa atividade, combatendo as agências transitórias que recebiam o faturamento e não pagavam os veículos; e anunciantes que mudavam suas mídias sem honrar as duplicatas, deixando protestá-las.

Acrescentamos só um item no nosso dia-a-dia de liderança sindical: a Caravana da Propaganda com publicitários voluntários que nos acompanhariam às cidades geoeconômicas para, na Associação Comercial,  num almoço acontecesse uma ou duas palestras sobre “Propaganda Conquista Clientes”. O apoio foi com cumprimentos e sorrisos pela minha ideia e o homem da capital do Planalto afirmou que o Sindicato que presidia de Jornais e Revistas e a RBS estariam juntos na promoção.

Estreamos em Santa Rosa, minha terra, com uma brilhante palestra do Carlos Melzer, pai do Eduardo  Melzer, hoje presidente do Grupo RBS. Nelson entrou nessa e foi a Passo Fundo, onde seu pai fora radialista. Visitamos 38 cidades gaúchas levando a propaganda como a alma do negócio.

Enfim, tudo que me foi sugerido pelo hábil e generoso Mauricio, realizei no SINAPRO-RS e jamais esquecerei  de um prêmio ou presente que recebi dele, mandando pagar por um ano as mensalidades que eu tinha com a Orquestra Sinfônica, que dava concertos aos domingos de manhã e eu estava lá porque sempre gostei de música.

Outra causa e concausa com o Mauricio Sirotsky e Roberto Marinho é o incentivo para continuar com o Festival de Publicidade de Gramado.

E vivo extremamente feliz por ter cumprido uma missão ensinada pelo meu melhor professor de propaganda, Mauricio Sirotsky Sobrinho, por isso guardo esta foto com ele e o governador Amaral de Souza na minha posse na presidência do SINAPRO-RS, como relicário.

*João Firme

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