ALAP | Associação Latino-Americana de Publicidade

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MEU REINO POR UM CAVALO NA PROPAGANDA

*João Firme

Quando foi anunciado  no teatro da OSPA, nos anos  70, o  Meu Reino por um Cavalo, obra de Shakespeare, cai duro  ao ler  que os artistas seriam Paulo Gracindo e Clara Nunes, meus ídolos na juventude.

Por telefone falei com o empresário no RJ  para fazer a transmissão pelo Rádio  e consegui convencê-lo com o argumento que  muita gente poderia assistir e a bilheteria estava garantida e se isso ocorresse, a temporada dos grandes artistas seria mais rentável, pois a Propaganda patrocinando a transmissão derivaria um percentual para os artistas, para a OSPA e entidade filantrópica.

Deu certo e convencemos um patrocinador  que não sabia quem eram na história  cultural e da arte, Shakespeare, Bethoven, Di Cavalcanti, Cleópatra, Rei Salomão, Rei Davi, Rainha Vitória, Vila Lobos, e pasmei quando ele me disse que não sabia nada de Érico Veríssimo e de Mario Quintana, mas conhecia  poesias de Luiz Coronel porque era publicitário e havia pensado procurá-lo para lhe dar a conta.

A  Casa das Blusas era de um empreendedor de visão que  comprava bem em SP pagando à vista ou antecipado e por isso podia  vender por menor preço em Porto Alegre. O dono, Clovis Nunes, criou um departamento de roupas finas para as socialites de Porto Alegre e investia forte em desfile de modas em chás da tarde para obter fundo para o Instituto Santa Luzia  que realizávamos em Clubes Recreativos com a Rádio Itaí.

Sobre o patrocínio de Meu Reino por um Cavalo o resultado obtido pela Propaganda com o patrocínio foi surpreendente, com a venda de  todo o estoque e ganhei uma viagem à São Paulo para conhecer uma das indústrias de confecções que vendia para o cliente.

Mas os eventos culturais ou de artes conseguem às vezes publicidade  em  Tvs e Rádios, um dia ou dois antes das apresentações. Como apaixonado da nossa Sinfônica de Porto Alegre da qual fui associado contribuinte, fiquei perplexo ao ler um anúncio cortesia do Jornal do Comércio (coisa rara) que  teria um espetáculo gratuito no teatro do Jardim Botânico, atração verde da capital gaúcha, no dia 1°/10, às 18h e no programa tinha músicas de Bethoven.  Enlouqueci e pedi licença para minha mulher que me aguenta há 52 anos e me mandei para o Teatro, saciando minha saudade desde 87 quando ouvi algumas  músicas preferidas pela Sinfônica de Berlim que  veio à cidade de Paixão Cortes nas  comemorações dos 100 anos da Brahma, por sugestão da Arauto Publicidade (nossa ex- agência), que teve  a conta na Cristóvão Colombo onde está o Shopping Total e tem  a enorme Torre como Patrimônio Histórico Cultural e  é atração turística.

Como a Sinfônica de POA é do Estado do RS, o governo devia permitir que a Propaganda divulgasse suas apresentações pelo Rádio ou Televisão cobrando ingressos e esses revertidos para uma instituição filantrópica e porque não o Instituto Ver Hesíodo Andrade, a ONG da Propaganda que está necessitando de sede própria para atendimento gratuito em crianças com até 5 anos, evitando com sessões de estimulação e reabilitação a cegueira precoce. Outros espetáculos também poderiam ser divulgados pela Propaganda desde uma vez que fosse consentido pelos empresários avarentos e compreendessem que os resultados vão beneficiá-los (ele e o artista) e à sociedade que atua na responsabilidade social.

Somos todo Propaganda. Acredite no Brasil.

Encerro para que o Estado permita que a OSPA seja patrocinada pela Propaganda quando se exibir e que o dinheiro arrecadado  com a venda de ingressos seja revertido para uma ONG reconhecida. Outros espetáculos, poderiam ser patrocinados pela Propaganda em todos os Teatros no RS.

A própria ONG ajuda a Agência de Propaganda a encontrar patrocinador  da mídia, indicando empresas e instituições privadas que precisam reluzir a marca e praticar a responsabilidade social.

*Publicitário e Jornalista
alap@terra.com.br

OS SEQUESTROS NA PROPAGANDA

*João Firme

Washington Olivetto, Luiz Salles e Geraldo Alonso Filho foram sequestrados, e nós, reféns no Festival de Gramado de 2005.  O Washington se salvou porque foi muito criativo até para isso.

O Luiz Salles, que foi esquecido pelos bandidos porque esperavam um dinheirão, acabou sendo solto, mas foi uma comoção nacional nas comunicações pelo tempo mantido nesta situação. O Geraldinho, como dizia o pai, herdou a Norton e os sequestradores imaginaram que ele era riquíssimo. Voltou ao batente e vendeu a empresa. Nós fomos reféns no Festival de Gramado de 2005, por um grupo de jovens que chegou em dois ônibus da região central do Brasil e queriam lugares no auditório (lotado uma semana antes) da Expogramado para assistirem as palestras do fotógrafo Oliveri Toscani, Nizan Guanaes e Duda Mendonça.

A saída inteligente da competente Eliana, da Capacità Eventos (que se virou como um Paixão Cortes), com os seus fornecedores foi improvisar telões para que quase 1 mil participantes pudessem assistir às palestras, o que causou   um enorme prejuízo, mas acalmados os ânimos da juventude, o Festival Mundial de Publicidade de Gramado de 2005 foi transmitido integral  para o mundo, pela internet, através do site da Alap.

Voltando aos sequestros, o do Washington foi puramente por dinheiro, pois imaginavam que ele era nosso Bill Gattes, assim como Luiz Salles e Geraldo Alonso Filho. O Luiz e o Geraldo abandonaram a propaganda e o Washington desistiu da agência própria e associou-se à MCann.

Com o Luiz Salles, temos recordações extraordinárias desde a Carta de Porto Alegre, firmada em 1981 para a constituição da FENAPRO. Viajamos pelo Brasil com um VISA da Salles Interamericana (dos irmãos Mauro e Luiz) para convencer os colegas de cada Estado a fundarem Sindicatos para que a Federação nascesse forte em 1985. E não deu outra, conseguimos o que queríamos e a primeira posse da Diretoria da FENAPRO, com Luiz Salles na presidência, e eu como secretário-geral, foi no dia 4 de dezembro, Dia Mundial da Propaganda de 85, com Missa na Catedral Metropolitana e jantar com o Governador Amaral de Souza e o Arcebispo Metropolitano, Dom Claudio Koling, o Bispo do vinho de cristo dos jornalistas.

Depois, aconteceu a segunda em SP, no Maksoud Hotel, bem organizada pela Salles Interamericana (mais de 200 convidados), com os cinco Sindicatos (RS, SP, RJ, GO e DF). Cada presidente podia levar um cliente anunciante.

A posse oficial foi presidida pelo Ministro do Trabalho, Murilo Macedo.  O Luiz era simples, autêntico, inteligente, publicitário de “escola” e caí nas graças dele, nos tornamos amigos assim como dois “coroinhas”, ao ponto de ele vir de SP e trazer carne argentina para assar na minha cobertura da  rua Eça de Queiroz, onde passeavam  Érico Veríssimo, Paulo Brossard e Luiz Coronel.

O Careca, como o chamava carinhosamente, sempre me aconselhava a seguir a advocacia (argumentava que agência era negócio difícil), pois gostava dos meus artigos sobre a legislação da propaganda e do meu trabalho de trazer para o mercado novos anunciantes, e no CONAR na formatação das Câmaras junto com o Saulo Ramos, herdeiro da banca de Vicente Rao. Quando desisti de agência porque meu filho não quis a profissão de publicitário e sim de engenharia aeronáutica (comandante da VARIG e hoje da CATAR), fui nomeado Juiz Classista dos Empregadores para a  7ª JCT por convite de  Ronaldo José Lopes Leal, presidente da AMATRA – Associação dos Magistrados do Trabalho do RS, cliente da Arauto Publicidade. Ocorreu que o Saulo Ramos, que tinha um baita conhecimento jurídico, foi nomeado pelo presidente Sarney como ministro da Justiça e ambos me nomearam Juiz do TRT da 4ª Região, onde trabalhei na quinta turma com a ministra do STF, Rosa Weber (nunca tinha visto uma mulher tão inteligente em ciências jurídicas como ela), Gelson de Azevedo (Patrono da ALAP e transformador da JT), Ronaldo José Lopes Leal, ”juris consulti” do Trabalho que se aposentou como presidente do TST e outros desembargadores notáveis.

Lembro uma profecia do Luiz Salles no dia em que fomos recebidos em audiência pelo presidente Figueiredo: “todas as agências grandes vão desaparecer até 2020”. E é verdade, não existe mais nenhuma.  Com o Roberto Marinho, Roberto Civita, Mauricio Sobrinho, João Saad, Geraldo Alonso, Castelo Branco, Petrônio Correa, Antonio Mafuz e Hesíodo Andrade, Luiz Salles está descansando em paz.

*Publicitário e Jornalista

A PROPAGANDA VOLTADA À SAÚDE

*João Firme

A primeira conta de propaganda de saúde que tivemos há 61 anos, na Minuano, quando estudava no Curso Técnico de Secretariado no Protásio Alves, foi do lançamento dos hospitais Conceição e Cristo Redentor, com o  empreendedor Jayr Boeira de Almeida, que no primeiro contato nos disse que não era médico, mas queria investir na construção dos dois hospitais que no futuro não seriam dele, e sim, do governo. Os jornais e as rádios da capital do Nico Fagundes, companheiro rotário que está no céu, reinaram no faturamento da agência, nos obrigando a contratar um bom jornalista-redator e um criativo designer.

Em seguida, fui chamado pelo PRONTIL- Pronto Socorro Infantil, por um médico da minha Santa Rosa, Guido Weck, com o qual estudei no ginásio. Ele me propôs um convênio com a Minuano para atender meu filho de 2 anos, que me deixava em pânico quando atacado por uma bronquite asmática, herança do meu pai. Tive que convencer o CREMERS a autorizar a propaganda que era proibida, ainda mais para medicina de grupo, combatida pelo SIMERS. Mais tarde, à frente na presidência do SINAPRO-RS, fui chamado por um colega do marketing da Policlínica Central, que entrou no mercado para vender seus serviços de atendimento médico urgente, sem hospitalização, para empresas da Grande Porto Alegre.

O Cesar, hoje dono do Centro Clínico Gaúcho, propôs o atendimento em troca de centímetros no Jornal do Comércio, argumentando que o mesmo era dirigido para empresários. Com o Daltro Franchini, Hesíodo Andrade e Adão Juvenal de Souza, pedimos uma reunião com o Delmar Jarros. Quando chegamos, ele sorriu dizendo: ” mas que honra receber o PIB da Propaganda”. Entrei na brincadeira e apresentei o projeto para a doação do valor mensal dos atendimentos aos publicitários do SINAPRO-RS. Argumentei que seria o primeiro e único convênio no Brasil na área da comunicação. Sorrindo:”está fechado. Quando começamos?” Aproveitei a oportunidade e incluí o Pronto Socorro Infantil para a Minuano, embora a Policlínica oferecesse o mesmo serviço não tão especializado.

Preparei a assinatura do convênio na ARI (Associação Rio-grandense), da qual sou associado desde 65, juntamente com a ARP, onde comecei em 60; RP e Direito em 73, pois acredito que a união faz a força. O Dr.Moacir Zaducliver, médico cardiologista, sócio com o seu irmão Jaime, também cardiologista com jeito de comunicador, nos surpreendeu no coquetel no Bar do Alberto André, estendendo o convênio para certo número de jornalistas associados, sem atrelar mídia à ARI. Mensalmente, tinha fila na ARI para pegarem as fichas de consultas gratuitas, creio que em torno de 100. Era uma alegria geral.

Com o passamento do jovem Dr.Jaime, que havia viajado comigo a São Paulo e na volta nos desencontramos nos horários de voos, pois ele teve uma síncope cardíaca na fila para a entrada no jato da VARIG, a Policlínica se desestruturou e deixou de existir, enquanto que o César, prevendo o fim, fundou o CCG e levou o convênio da propaganda me dando a conta. Lançamos com ele o primeiro programa VIDA MÉDICA pela Rádio e TV Bandeirante, ensinando prevenção de doenças. O Dr.Vinogrom, que foi o primeiro a nos cumprimentar quando liberamos o programa no CREMERS, foi cursar Jornalismo na FAMECOS/PUCRS para apresentar o programa e abandonou a traumatologia.

Mas a saúde, educação, meio-ambiente e a diversidade sempre pontuamos e chegou o Instituto Ver, em 2007, com o Teste do Olhinho e a Estimulação visual infantil para evitar a cegueira precoce, sendo este o segundo projeto internacional da Organização Mundial da Saúde depois do câncer infantil. Com a propaganda e com a liderança do dono de Porto Alegre, Paixão Cortes, e apoio dos veículos de comunicação, levamos o tema aos políticos da Câmara de Vereadores, que aprovaram em regime de urgência a lei do Teste do Olhinho. O Fogaça sancionou no dia 18 de julho de 2007 sob o olhar do Paixão, do Airton Rocha e do Luiz Coronel. Na ARI, no dia 5 de agosto, no café da manhã, a presidente do IVER, Rosane da Cruz Ferreira, que está lecionando para oftalmologistas do mundo na John Hopkins, universidade TOP de Medicina Americana como pesquisadora e cientista da OMS, candidata ao Prêmio Nobel de Oftalmologia, declarou enfática: “Hoje, graças ao Instituto Ver Hesíodo Andrade, única entidade que atende gratuitamente com sessões de estimulação e reabilitação, 22 crianças ao ano não ficam cegas em Porto Alegre, representando uma economia de 12 milhões ao município”.

Que maravilha meu Deus.

*Publicitário e Jornalista

PORTO ALEGRE GANHA COM O INSTITUTO VER

*João Firme

Os médicos oftalmologistas pediátricos Amadeu Vargas,Giovani Travi, liderados pela Rosane Ferreira,presidente da Sociedade  Brasileira de Oftalmologia Pediátrica nos solicitaram  que no Festival de Gramado de 2007 fosse constituído  o  Instituto Ver, voltado para a estimulação e reabilitação visual infantil,gratuitamente, em crianças com doenças congênitas como catarata, glaucoma e câncer de fundo de olho. e conquistar o Teste do Olhinho(reflexo vermelho),obrigando os hospitais a este procedimento.  Aceitamos o desafio e aconteceu.

Partimos para a luta com colegas voluntários e conseguimos o apoio do  Ministério Público, Lions, Rotary, Fundação Mauricio Sirotsky Sobrinho, entidades de comunicação e veículos, e a lei do  Teste do Olhinho foi sancionada em 2008 em Porto Alegre e 2012 no RS.

A Rosane Ferreira,presidente do Instituto Ver que está lecionando oftalmologia para médicos do mundo na Johns Hopkins School of Medicine Top da Medicina Americana  quer que  a propaganda conquiste para milhares de cidades brasileiras e latinas leis do Teste do Olhinho e ONGS que façam gratuitamente sessões  de Estimulação e Reabilitação Visual Infantil para evitar a cegueira precoce.

Checando, diz a Joana D’Arc da visão infantil, “com  as doenças oculares mais comum que podem levar a deficiência visual severa e/ou cegueira, 22 crianças por ano nasceriam na capital gaúcha que poderiam ficar cegas antes da realização da sistemática do Teste do Olhinho e do tratamento imediato”.

Assim a cada ano, só em Porto Alegre, ocorre uma economia de 16 milhões e 500 mil reais,  graças ao Instituto Ver,diz a Rosane.

 

*Publicitário e Jornalista
Institutover.org.br

LEIS DA PROPAGANDA, DA CULTURA E ARTE SÃO O NORTE DA ALAP

*João Firme

A propaganda surgiu como braço  informativo do sistema econômico em que se inseria. Antes do final do século XIX,a mídia impressa veiculava anúncios  que, na maioria dos casos, consistiam em texto puro, mas datam  já desta época as primeiras ilustrações de produtos aceitos pela  sociedade. O anúncio nasceu,assim,da incorporação de diferentes manifestações culturais: da literatura e do jornalismo.absorveu o texto, do desenho e da pintura,trouxe as ilustrações – dando origem a algo diverso e novo nas artes plásticas  e em muitas outras áreas da expressão humana.

A chegada do Rádio nas décadas de 20 e 30, traz grande impacto ao desenvolvimento da sociedade,dando-lhe gradualmente,formato próprio pela inclusão do som e da música. O “reclame é substituído pelas peças fotográficas e hoje digitalizadas. Se com a chegada do Rádio, foi dada voz às mensagens publicitárias, com o nascimento da TV a ela foi dada imagem em movimento.

O Brasil tem demonstrado que pode produzir publicidade com características culturais próprias, capaz de ser confrontada com produtos de outras nações.inclusive para o Ocidente industrializado.  Por isso é freqüentemente apresentado como um país que lutou contra a intrusão cultural e ganhou a batalha.  De fato  há evidências de que este parece ser o caso. Sustentação para tal é fornecida pelas premiações obtidas,no exterior. Com o objetivo de dimensionar a publicidade como manifestação cultural foi promovido em novembro de 2002 pela Associação Latino-Americana de Agências de Publicidade(Alap) e a Faculdade dos Meios de Comunicação  Social da Pucrs, o seminário “A Cultura como Fundamento da Publicidade”.

Este seminário foi aprovado em setembro do mesmo de 2002 pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura,através da Secretaria do  Audiovisual do Ministério da Cultura,possibilitando a utilização pela primeira vez num evento publicitário, dos incentivos da Lei Rouanet para a realização para a realização do 14º Festival Mundial de Publicidade de Gramado realizado de 11 a 13 de junho 2003 sob o tema “Criatividade Vale Ouro”.

E reconhecido assim a propaganda como um balizador da cultura premiando a ALAP como entidade de defesa de direitos sociais ligadas à cultura e arte, oficializando seu prêmio Galo de Gramado para a propaganda  e Festival de Gramado como evento de comunicação  de referência nacional pelo Itamaraty.

Que me chamem de escritor de bairro assim como disseram para outros que foram para a Academia de Letras mas os que não entenderem a importância da Legislação Publicitária, e da Cultura e da Arte  lhes responderei com um Aqui Farroupilha de Paixão Cortes e Érico Veríssimo que se consagraram como escritores e redatores de propaganda.

*João Firme
Publicitário,Jornalista e Advogado

A PROPAGANDA E A JUSTIÇA DO TRABALHO

*João Firme

Graças ao Teixeirinha, que desistiu de cachê, passagem e hotel para atuar no Jantar com as Estrelas da TV Tupi, para que, na condição de que, como formando de Ciências Jurídicas de 73 da UPF, pudesse promover o 1º Seminário Nacional do Novo Código de Processo Civil, fomos sabatinados pelos apresentadores Airton Fagundes e Lolita Rodrigues. Pelas tantas, surgiu uma pergunta para o evento que estávamos preparando: Por que a Justiça do Trabalho só protege o empregado?  Respondi incontinenti: – Este é o princípio, mas aqueles empreendedores que dialogam e humanizam suas empresas com o amor são felizes.

Dirigimos três empresas(Minuano, Arauto e Unesul Turismo) sem nenhum um problema com a Justiça do Trabalho. O Airton sorriu, acrescentando: – Que belo exemplo desses jovens de Passo Fundo.

Lembramos  esse fato ao ministro do TST, Gelson de Azevedo, nosso ex-colega no TRT da 4ª Região, na 5ª Turma, que hoje é um dos responsáveis pela transformação da Justiça do Trabalho depois de estudar muito na França e Espanha.

Na conversação, acrescentamos  ter  participado até de cursos com retiros promovidos pela  Associação de Dirigentes de Empresários Cristãos para aprender como se comunicar com os  funcionários e compreender seus  anseios. Sentamos juntos três empresários no jantar de um retiro na Vila Nova e perguntei para um deles, o majoritário da Calçados Reichert, de Campo Bom, quantos empregados tinha? – Cinco mil, respondeu-me. E o outro à minha esquerda, dirigente do Curtume Silveira, de Novo Hamburgo: – Três mil.

Contestamos: – mas o que estamos fazendo aqui, com 37. Cremos  que  passaram mais de 1mil na nossa história empresarial sem nunca termos  qualquer reclamatória. Falamos a eles que entrevistávamos pessoalmente todos os candidatos, dando sempre preferência aos mais humildes e àqueles que estudavam.

Além disso, implantamos a música ambiental no trabalho, conveniamos com um cliente nosso,Policlínica Central, consultas médicas(sem hospitalização) e liberávamos lanche e transporte para irem à escola. O salário pagávamos por semana ou quinzenalmente. A maioria optava semanalmente.

Estamos convictos   que com a Propaganda ganhamos  a simpatia dos calçadistas, pois nos  chamaram em 30 dias para nos entregarem as contas publicitárias e, de quebra, ganhamos a 1ª FENAC, que se somou à FENASOJA e à FENATRIGO. No final, acabamos inaugurando uma filial da Arauto em  Novo Hamburgo, em que empregamos 10 publicitários e jornalistas(estes trabalhando 6 horas como manda a lei) e relações públicas eram empregados como queria o Conselho, respeitando os salários das  categorias estabelecidas em dissídios.

Hoje vivemos para trabalhar como voluntário nas entidades de Propaganda que fundamos e no Instituto Ver Hesíodo Andrade,a menina  dos nossos olhos.

Somos todos Propaganda. Acredite no Brasil. Faça o bem.

*Publicitário e Jornalista

alap@terra.com.br

3º CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE PUBLICIDADE EM 2018, O ANO DO BEM

Este majestoso evento da indústria da comunicação que aconteceu em 1979 em Santiago do Chile, 1987 no Festival de Gramado,tem sua terceira edição  agendado em Porto Alegre, nos  dias  25 e 26 de outubro de 2018 e marcará os 40 anos do SINAPRO-RS, 30 da ALAP  e 10 anos do Instituto Ver Hesíodo Andrade.

A previsão é de 200 inscritos. Paralelamente, acontecerão:
– A  4ª Mostra de Design e Artes Gráficas Latino-Americana;
– 2º Fórum e Salão Internacional de Propaganda  Social em Jornal, Revista e TV;
– 2º Prêmio de Reportagem de Meio Ambiente Internacional  em Jornal, Revista e Televisão;
– 2ª Conferência Internacional  de Direito à Liberdade de Imprensa e à Publicidade;
– 1º Prêmio de Propaganda Digital com o Galo de Gramado;
– Simpósio de Auto-Regulamentação Publicitária e Compatibilização com o Código do Consumidor;
– 1º Prêmio de Propaganda Cultural Artística Internacional;
– 8º Prêmio Universitário Internacional de Gramado;
– 2º Prêmio de Criatividade Profissional de Gramado;
– Prêmio  Sinfonia Rio-grandense e Conferência  de Transformação da Justiça do Trabalho.

Gelson Azevedo, ministro do TST(Tribunal Superior do Trabalho) e Patrono da ALAP, apresentará o  3º Congresso Latino-Americano de Publicidade presidido por Luiz Coronbel e este os  eventos paralelos em 2018 em Porto Alegre na data de 4 de dezembro, Dia Mundial da Propaganda, no 7º Cozinheiros da Solidariedade, Plaza São Rafael em benefício do Instituto Ver Hesíodo Andrade – www.institutover.org.br

Informações: alap@terra.com.br – 998065222 – www.alap.com.br

BILL GATES E REI DA ESPANHA NA PROPAGANDA DA SELVA AMAZÔNICA

 *João Firme

Meu Deus! Que  maravilha de história  de ter estado por convite  na mesma suíte de Bill Gates e o Rei Espanhol no Ariú Hotel no Rio Negro com os índios. Foi tão emocionante que convidei minha mulher que me agüenta há 52 anos para fazer amor. Ela sorriu e nos envolvemos  felizes como dois animais na natureza na suíte onde foram hóspedes Bill Gates e o Rei da Espanha, entre muitos famosos. Que saudades!   Isto aconteceu em 2 de junho de 2000 no término do X FIPTUR-Festival Internacional de Publicidade do Turismo e Ecologia, realizado no hotel Tropical de Manaus.

No Ariú Hotel que quebrou com a nossa VARIG (meu filho era comandante), me aventurei para o banho no Rio Negro que é medicinal e os  insetos não sobrevivem, proporcionado noites de Cruzeiro do Sul com amor pela vida. Voltei sem brotoejas na pele.

Fazia parte da visita um dos conferencistas do X FIPUTR,  o francês Jacques Bille, presidente da Associação de Agências e Comunicadores da França, professor de marketing da Soorbone que em 2004 apoiou a Edição Extra do Festival de Gramado em Paris na Embaixada do Brasil e em 2005  me levou ao casamento do seu filho biólogo  ao  Monte Blanc, outra maravilha da natureza cortado por três países num túnel tri-partide da França, Itália e Suíça. Ao achegar no Ariú, o Jacques foi surpreendido por abraços de uma sagüi comendo banana e logo tratou de telefonar para sua esposa  Antropóloga, na cidade luz, cheio de felicidade porque era o dia do seu aniversário. Na sua volta (me contou) ele fez uma palestra para 23 jornalistas franceses  sobre a Selva Amazônica e meses depois veio uma caravana de 18 para conhecer o hotel.

Este é um hotel que deveria voltar porque é um bom empreendimento com Propaganda para investidores que terão bumerangue.

A Amazônia nos faz Acreditar no Brasil e fazer o Bem.

*Publicitário e Jornalista

UM BRASIL DIFERENTE NA SEMANA FARROUPILHA EM PARIS

*João Firme

Quem diria que nossas idéias de divulgar o  Brasil que acreditamos com as Edições Extras do Festival de Gramado no exterior deixasse sua marca em Paris e se tornasse inspiração de uma gaúcha (Jaqueline Dreyer) residente na capital luz para realizar com o apoio da ALAP, desde 2012, o Festival do RS em Paris na Semana Farroupilha com desfile de bombachas e lindas prendas pelas Avenidas da capital do país da bastilha.

Perdemos a Revolução Farroupilha mas não perdemos a dignidade e pela pátria morremos na esperança.

Quem abrir o site www.soldosul.fr vai se orgulhar de ser brasileiro dando show em Paris mostrando a arte de Paixão Cortes, antecedendo com imagens de Gramado e de Porto Alegre, as duas cidades mais importantes do Brasil no vídeo, atraindo turistas que antes debandavam para cidade maravilhosa que um dia foi porque não conheciam Porto Alegre e Gramado e não é a toa que os franceses tenham escolhida a cidade das hortênsias para fazerem a apresentação das Normas ISO 9000 em 1997, e em 2007,  os japoneses para mostrarem em primeira mão a TV Digital vendida para o Brasil, Argentina e Chile, e os Chineses com o Ministro das Comunicações vir tomar conhecimentos da propaganda governamental organizada no governo Figueredo com licitações das agências.

Estivemos 3 vezes na capital de Napoleão Bonaparte desde 2004 para a concretização do Festival de Gramado e 2 para participar do Festival do RS em Paris, cidade que adotou  o Orçamento Participativo Gaúcho e mostrou a criatividade de talentosos publicitários e cineastas  com os Premiados de Gramado, destacando dessa forma a Arte e a Cultura do nosso grande país.

*Publicitário e Jornalista

PRESIDENTES E PRÊMIOS NOBEL NA MINHA VIDA DA PROPAGANDA

*João Firme

Pesquisando para preencher meu tempo de vida encontrei no meu currículo que pela propaganda fui convidado para entrevistas com os presidentes, marechal Pinochet, Chile (Santiago, 1979); general Figueredo, Brasil (Brasília,1983) e Oscar Arias, Costa Rica (San José, 1987), e como jornalista e publicitário entrevistei, Norman Borlang, prêmio Nobel de Agronomia -USA (Passo Fundo,1970) e Oscar Arias, prêmio Nobel da Paz, Costa Rica (1987, San José).

Com o Pinochet conseguimos com a Associação Chilena de Agências de Publicidade, após conferência Constituição de Colégios Profissionais no 1º Congresso Latino-Americano de  Publicidade em Santiago em novembro de 79, convencer o controvertido militar chileno a autorizar no mesmo ano um convênio PUCRS e PUC/Chile para os cursos de Propaganda e Relações Públicas na capital do libertador O’Higgins.

Para o general, Figueredo no dia 2/12/73, o Gelo de Gramado entregamos o Galo de Gramado  por ter desativado a house agency do governo federal que detinha as contas publicitárias dos Ministérios, Autarquias e Órgãos Públicos.

Oscar Arias foi  a entrega dos troféus Paixão Cortes e Galo de Gramado para o Grand Prix, Melhor Anúncio Impresso de Turismo nos dois mares, Atlântico e Pacífico, conquistado pela McAnn Erickson de San José, no 1º FIPTUR-Festival Internacional de Publicidade do Turismo e Ecologia realizado em Porto Alegre em 1987.

Norman Borlang do país de Thomaz Jefferson, nos selecionou entre 5 jornalistas para entrevistá-lo sobre sua pesquisa de genética do trigo numa lavoura trigal da terra de Teixeirinha.

Na época, 72, éramos estudantes de Ciências Jurídicas e Sociais.

A  minha trajetória de comunicador e jurista devo à Propaganda.

*Publicitário e Jornalista