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RECEITA FEDERAL RECEBE MAIS UMA EDIÇÃO DO ENCONTRO DO BEM

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Na manhã dessa quinta (6 de dezembro), a Associação Latino-Americana de Publicidade (ALAP) realizou uma nova edição do Encontro do Bem no auditório da Receita Federal em Porto Alegre. No evento, idealizado pelo presidente do Instituto Ver, João Firme, e apresentado pelo radialista e publicitário Dorotéo Fagundes, o cinquentenário da Receita, celebrado no último dia 20 de novembro, foi lembrado pelos presentes.

O superintendente adjunto da Receita Federal no Rio Grande do Sul, Ademir Gomes de Oliveira, foi o primeiro a palestrar, lamentando que apenas 6% do imposto arrecadado seja destinado para projetos sociais, com o número subindo para 8% em alguns casos. “Depois de 28 de dezembro, a porcentagem pode diminuir pra 3%”, alertou, enaltecendo as entidades beneficiadas como as Apaes e o projeto WimBelemDon, que ensina tênis para crianças na Zona Sul de Porto Alegre. O delegado da Receita Federal, Alexandre Rampelotto, acrescentou que 400 milhões poderiam ser destinados, o que não ocorre. “O potencial de pessoas para destinar é muito grande, mas não se aproveita”, lamentou.

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O novo presidente internacional da ALAP, o publicitário Günther Staub, revelou ter boas recordações da Receita Federal, onde foi muito bem atendido ao defender empresas com problemas de impostos. Ele ressaltou uma diferença cultural entre o Brasil e os Estados Unidos. “Há mais tolerância com americanos e menos com os brasileiros”, comparou, exclamando que os empresários têm condições de ajudar entidades, sem a necessidade de bater na porta do governo pra pedir isenções. “Esta consciência está errada quanto ao incentivo fiscal. Mudar este hábito vai levar gerações, isso gera pobreza. Por isso que há tanta desigualdade social”, complementou Staub, que auxilia cinco entidades voluntariamente e relatou a existência de 7 milhões de pessoas no país que prestam serviços voluntários.

Günther Staub ainda criticou o fato da propaganda não ter conseguido melhorias no ensino e na educação. “O que nos faltou? Nos falta fazer uma comunicação que ajude a criar a consciência da importância do ensino. Precisamos melhorá-lo com conceitos de fraternidade e respeito ao próximo”, completou Staub.

Representando o setor da Criança e do Adolescente, a Juíza-Corregedora Nara Cristina Neumann Cano Saraiva revelou que 4 mil crianças estão acolhidas institucionalmente em abrigos do Estado. Dessas, 620 acima de nove anos estão aptas a adoção, porém não fecham com o perfil desejado pelos pretendentes. “Estamos desenvolvendo projetos para que possamos ampliar a possibilidade de adoção, a fim de acharmos pretendentes para estes 620 meninos”, justificou, dando como exemplo a criação de um aplicativo de celular para que os cidadãos habilitados no juizado da infância possam visualizar as crianças acima de 9 anos disponíveis. “A ideia do aplicativo é fazer o pretendente se sensibilizar com estas”, justificou a dra. Nara Saraiva.

O consultor empresarial Jair Meneghetti falou do Instituto Ver Hesíodo Andrade para os presentes, citando a tramitação da lei do Teste do Olhinho em Brasília, na intenção de que este se torne obrigatório pelo Ministério da Saúde, juntamente com o Teste do Pezinho. Meneghetti reforçou também as sessões de estimulação do cérebro pra que este não perca a função da visão, atividade do Instituto Ver que evita que 22 crianças por ano não fiquem cegas em Porto Alegre. “Formar mais técnicos para a realização do Teste do Olhinho é o nosso projeto para o próximo ano, além da captação de recursos”, exclamou Meneghetti, acrescentando que outro objetivo é construir centros de reabilitação ocular do Instituto Ver em todo o Brasil e toda a América Latina.

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Os dançarinos da oficina comunitária de tango 8 Adelante ofereceram uma pequena apresentação da dança argentina para os presentes. O grupo, comandado pelo argentino naturalizado brasileiro Daniel Osvaldo Carlos, realiza aulas gratuitas de tango semanalmente às quartas-feiras, às 14h30min, na avenida Cristóvão Colombo, 378, no bairro Floresta em Porto Alegre.

Dorotéo Fagundes encerrou o evento apresentando as fotografias humanizadas premiadas no concurso “Não Deixem Morrer meu Rio”, promovido pelo Instituto Cavaleiros Farroupilhas e pela ALAP, que destacou poses de atividades humanas em rios gaúchos. O projeto recebeu a láurea hors-concours na 2ª Edição Extra do Festival de Publicidade de Gramado em Paris, realizada na Embaixada do Brasil da capital francesa no último dia 21 de setembro.

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